Britânico da América Latina

Britânicos participam da maior feira ferrovária da América Latina ... A Missão Britânica no Brasil, por meio do Consulado Geral Britânico e do UK Trade & Investment em São Paulo, traz a ... Nova Rota da Seda chinesa deve inspirar integração na América Latina Em 1991, a empresa em questão foi comprada pelo grupo industrial Benetton por 'um valor declarado de 50 milhões de dólares'. Por conta disso, o Secretário Britânico de Comércio Internacional, Dr. Liam Fox, nomeia hoje uma nova Comissária Britânica de Sua Majestade para Comércio na América Latina e Caribe (HM ... Deputados do Partido Trabalhista do Reino Unido propuseram ao Parlamento no último dia 10 uma moção de repúdio às técnicas de perseguição judicial contra partidos e lideranças progressistas em países da América Latina – nomeadamente contra o PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Brasil, Rafael Correa, no Equador, e Evo Morales, na Bolívia. Este artigo faz um apanhado crítico de autores e correntes historiográficas que, nos séculos XIX e XIX, estiveram voltadas à história da América latina e do Caribe, e que de muitas maneiras ... Mas o caso do grande historiador britânico era especial: ele dizia que a América Latina era a única região do mundo, além da Europa, que conhecia bem e onde se sentia totalmente em casa. Membro do Partido Comunista da Grã-Bretanha desde seus dias de estudante na Universidade de Cambridge, Eric visitou Cuba no verão de 1960. A última década da política conservadora britânica em relação à América Latina mostra que nenhum golpe é violento demais, nenhum regime repressivo o suficiente e nenhum empreendimento comercial destrutivo demais para o governo britânico deixe de apoiá-los. Agora, aos 54 anos, Vedovatto testemunha o MST se tornar o maior produtor de arroz orgânico (sem agrotóxicos) da América Latina - em uma nova etapa do movimento, que é alvo de defesas e ...

Eu realmente acho que a África tem um grande potencial desperdiçado no cenário do futebol.

2020.09.26 19:31 Commander_BigDong_69 Eu realmente acho que a África tem um grande potencial desperdiçado no cenário do futebol.

Ok, eu poderia escrever o mesmo sobre a América Latina e Ásia, mas lendo alguns dados comecei pensar um pouco mais sobre a África como continente.
Além dos conhecidos dos brasileiros Mazembe e Raja Casablanca, o futebol africano é conhecido por ser extremamente físico (jogadores de vidro não se criam lá) e com determinada habilidade. Claro falta técnica e investimento, mas com alguns ajustes acho que ele poderia ser bastante comerciável.
Minha proposta: seria uma liga fechada continental, que aproveitaria a base dos próprios campeonatos nacionais. E teria como modelo NFL, MLS e ISL. Que em cenários com futebol profissional ainda em ascensão dão mais certo.
Bem, talvez, diferente do imaginário popular, a África não é apenas formado por serengueti, leões e corredores de maratona. Tem diversas cidades, algumas não tão estruturadas como outras, mas também algumas bastante desenvolvidas como capetown da Africa do Sul, a própria Luanda, e países como Botswana, Kenya e Rwanda tem melhorado na ultima década. Mas então como seria a ligação? bem, órgãos internacionais africanos estão buscando construir linhas de rodoviárias e de alta velocidade também por trem que liguem todo o continente, essas obras já se iniciaram (ok, topam num chefe de guerra aqui, num escândalo de corrupção ali, mas ela está andando), o que já melhora o cenário do que a américa do sul, que tem um terreno totalmente acidentado, com cadeias de montanhas, desertos e densas florestas separando países (na África também tem, mas existe conexão mais simplificada, já que desde o século 19 o império britânico tinha planos de para isso) . Além disso a África já dispõem de uma boa quantidade de estádios grandes e bons devido a quantidade de eventos (como as copas da CAF no continente).
Bem, na minha proposta seriam empresas e empresários que queiram investir no campeonato, a África conta com alguns bilionarios mas também empresas como o Grupo City que tem times ao redor do globo, e a Redbull que já tem o seu time lá parecem interessados em novos investimentos, além é claro das empresas chinesas com forte investimento na região e que também parecem abertas a jogar dinheiro no esporte ao redor do mundo. Quanto a estrutura de base, é inegável que a habilidade dos jogadores já está lá, com craques como Mané, Kanté, Drogba, Salah só falta o investimento (diferente de ligas como a americana e chinesa) e conhecimento técnico que teria um produto interessante
Bem, os fãns locais. A África é um continente pobre, maaas não tão pobre quanto as pessoas pensam. Com mais de 1 Bilhão de pessoas e mais de 300 milhões de pessoas de classe média (não contei as ricas) com poder de consumo e querendo gastar em entretenimento é mais até que a américa latina pode oferecer, fora que esses números só crescem a medida que a qualidade de vida do continente aumenta (e está aumentando) fora os mais de 200 milhões de pessoas de origem africana em outros países do mundo como o Brasil, EUA e Europa.
É muito provável que não, mas numa visão semelhante, a NBA lançou a iniciativa de construção de uma liga africana de basquete num formato parecido, e tinha inicio esse ano mas devido ao COVID ela teve o inicio prorrogado.
Mas é isso, eu realmente acredito no potencial que existe no continente africano, o que acham? podem criticar ou adicionar coisas a vontade.
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2020.04.07 17:37 tatubolinha2000 Mantenha-se informado 07/04

📰 JRMUNEWS 🗞 Ano 2 – Nº 415 🗺 Notícias do Brasil e do Mundo 🗓 Terça-Feira, 7 de abril de 2020 ⏳ 98º dia do ano no calendário gregoriano 🌕 Lua Cheia 100% visível
💭 Frase do dia: "O que dá o verdadeiro sentido ao encontro é a busca, e é preciso andar muito para se alcançar o que está perto." - José Saramago
Hoje é dia... 🔹 do Combate ao Bullying 🔹 do Corretor 🔹 do Jornalista 🔹 do Médico Legista 🔹 da Saúde 🎂 Aniversário do Clube NÁUTICO Capibaribe de Recife-PE
😇 Santo do dia: 🔹 São João Batista de La Salle
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🖤 MORTES 🖤 ✝ Ângelo Machado, professor e médico, de parada cardíaca, aos 85 anos ✝ Jay Benedict, ator de Aliens e Batman, após contrair coronavírus, aos 68 anos ✝ George Ogilvie, diretor de 'Mad Max 3' e mentor de Russell Crowe, de parada cardíaca, aos 89 anos ✝ Radomir Antic, ex-técnico do Atlético de Madrid, Real Madrid e Barcelona, aos 71 anos ✝ James Drury, astro de 'O Homem de Virginia', de causas naturais, aos 85 anos ✝ Honor Blackman, a Pussy Galore de '007 Contra Goldfinger', de causas naturais, aos 94 anos ✝ Shirley Douglas, atriz e ativista, mãe de Kiefer Sutherland, aos 86 anos
🧫 CORONAVÍRUS (Covid-19) 😷 😷 Ministério da Saúde informa que o Brasil tem 553 mortes e 12 mil casos confirmados; São Paulo segue como epicentro da pandemia com mais da metade dos óbitos de todo o país (304), Rio de Janeiro (71), Pernambuco (30), Ceará (29) e Amazonas (19) 😷 Total de mortes chega a 4.897 na Inglaterra 😷 Mortes caem pelo 4º dia na Espanha; Itália também vive esperança 😷 Exemplo para o mundo, Coreia do Sul registra apenas 50 novos casos em 1 dia 😷 EUA têm 10,3 mil mortes e um quarto dos casos no mundo 😷 China tem primeiro dia sem mortes 😷 Japão tem pior mês da pandemia com 268 novos casos por dia, em média 😷 Uso em massa das máscaras profissionais preocupa a OMS; Máscara caseira é opção e pode ser de algodão, tricoline e TNT
💰 ECONOMIA 💲 💰 Ibovespa sobe 6,5% após chegar a saltar 8% antes de rumor da demissão de Mandetta; dólar cai a R$ 5,29 💰 3M diz que ainda não sabe se ordem de Trump para interromper exportação de máscaras afetará filial no Brasil 💰 Standard & Poor's reduz perspectiva da nota do Brasil para estável 💰 Canadá e EUA encaram perdas em safras por falta de mão de obra estrangeira 💰 Telefônica, dona da Vivo, parcela fatura de inadimplentes 💰 Venda de bebidas alcoólicas cai 52% entre 15 e 31 de março 💰 Poupança tem maior entrada de recursos para março em 26 anos 💰 Clientes do Banco do Brasil podem confirmar cheques por aplicativo 💰 Vendas em supermercados sobem 15,8% em fevereiro 💰 Banco que conceder crédito a folha de pagamento recolherá menos ao BC 💲 CMN cria linha de crédito com verba de fundo constitucional 💲 ANP suspende etapa de leilão de biodiesel devido ao coronavírus 💲 CNC estima queda histórica de vendas na Páscoa 💲 Bancos processam 2 milhões de pedidos de renegociação de dívidas 💲 Produção nacional de automóveis tem queda de 21,8% em março 💲 Indicador do Ipea de formação de capital fixo cresce 1,2% em fevereiro 💲 Grupo farmacêutico EMS é multado em R$ 6,5 milhões 💲 Japão usará 20% do PIB para reagir ao coronavírus 💲 PIB da China deve ter no 1º trimestre a primeira queda em 40 anos, diz estudo 📊 Indicadores: 🏦 Ibovespa 73656 pontos 📈 💵 Dólar Canadá R$ 3,714 📉 💵 Dólar Comercial R$ 5,292 📉 💵 Dólar Turismo R$ 5,59 📉 💶 Euro R$ 5,671 📉 💷 Libra R$ 6,502 📉 💸 Bitcoin R$ 38.816,02 📈 💸 Bitcoin Cash R$ 1.359,09 📈 💸 XRP R$ 1,06 📈 🔶 Ouro (g) R$ 283,14 📈 ⚪ Prata (g) R$ 2,5690📈 💰 Poupança 0,245% a.m. 💰 Selic 3,75% a.a. 💰 CDI 3,65% a.a. 💰 IPCA a.m. fev/20 0,25% 💰 IPCA a.a. 2020 0,4605% 💰 IPCA acum. 12m 4,0049% ⛽ Petróleo Brent (barril) US$ 33.340 📈 ⛏ Minério de Ferro 62% US$ 82,38 🐂 Boi (@) R$ 201,00📈 📉 💨 Algodão (@) R$ 86,91 📉 ☕ Café (sc) R$ 582,30 📈 🌽 Milho (sc) R$ 57,83 📉 🥚 Ovos (30 dz) R$ 117,30 📈 🥜 Soja (sc) R$ 101,40 📉
🔬 CIÊNCIA, TECNOLOGIA & SAÚDE 💓 💓 Capes abre inscrição para projetos de combate a epidemias 💓 Escolas de samba do Rio ajudam na produção de capotes descartáveis para hospitais 💓 Beneficiário de plano de saúde pode fazer consulta por telemedicina 💓 Hospital temporário do Pacaembu em SP começa a receber pacientes 💓 Rede de saúde em Manaus-AM entrou em colapso, diz prefeito 🔬 Centro nacional de pesquisas de Campinas seleciona 2 remédios para coquetel contra coronavírus e começa testes in vitro 🔬 Pesquisadores do RJ começam a testar uso do plasma de curados em pacientes com Covid-19 🖱 Anvisa proíbe uso interno do app Zoom por problemas de segurança
🏆 ESPORTES 🏆 ☑ Mãe do técnico Pep Guardiola morre aos 82 anos vítima de covid-19 ☑ Goiás convoca torcida a festejar 77 anos cantando nas janelas de casa ☑ Popó põe cinturão em leilão para comprar cestas básicas ☑ CBF doa R$ 19 milhões para futebol feminino e clubes das séries C e D ☑ Fortaleza abaixa valor de mensalidade para atrair novos sócios ☑ Richarlison doa 500 cestas básicas em sua cidade natal, Nova Venécia-ES ☑ Justiça dos EUA acusa Ricardo Teixeira de vender voto para a Copa de 2022
🎭 ARTE & FAMA 🌟 🎙 Em parceria com Lady Gaga, OMS anuncia show virtual com diversos artistas 🎙 Roberta Miranda reúne Sabrina Sato, Zeca Pagodinho e mais famosos em clipe 🎙 Pabllo Vittar processa Serasa por citar briga fake com Anitta 🌟 De surpresa, comentarista João Borges da GloboNews pede demissão após 17 anos 📺 Governo libera multiprogramação na TV digital por 12 meses 📺 Globo suspende contratos de atores até o fim da pandemia 📺 Por coronavírus, 'The Walking Dead' tem final anticlimático e sem batalha 📺 Globo Bahia entra em crise e corta salários de funcionários em 25% 🎞 Bacurau brilha em 'cinemas virtuais' e arrecada milhares de dólares nos EUA 🎞 'Minha Mãe É uma Peça 3' é o filme nacional que bombou nos cinemas em 2020
🔎 #FAKENEWS: Não é verdade que Alexandre Garcia diz, em texto sobre coronavírus, quarentena e Bolsonaro, que sociedade já escolheu sacrificar almas. Fonte: Boatos..org
🛳 TURISMO ✈ 🎒 Conheça Campos do Jordão-SP: Ao longo dos anos a cidade ganhou títulos e slogans como: - A Suíça Brasileira - A Cidade dos Festivais - O Melhor Clima do Mundo, com uma natureza exuberante e um clima reconhecido internacionalmente como um dos melhores do mundo. A cidade possui excelente infraestrutura na Gastronomia, Hospedagem, Compras, Lazer e Eventos Culturais. Privilegiada por estar entre as grandes capitais de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, garante a grande frequência dos turistas nacionais e internacionais, dessa forma o turismo é responsável por toda a economia do município. Na alta temporada, a cidade chega a receber mais de um milhão de turistas. Com um excelente clima de montanha, a cidade é formada por três Vilas: Abernéssia, Jaguaribe e Capivari. No ponto mais alto de Campos do Jordão, a temperatura chega a 0ºC. A cidade possui muitos programas para aquecer os turistas: comer fondue, tomar chocolate quente, reunir-se com os amigos e apreciar a paisagem alpina da Vila Capivari. O Portal de entrada para os visitantes foi feito em estilo alpino, é um dos cartões de visitas da cidade, com exposições de produtos e serviços das empresas da cidade. O sistema multimídia ali instalado fornece aos turistas, completas informações sobre a cidade. As principais atrações turísticas são: Horto Florestal, Teleférico, Museu Felícia Lerner, Gastronomia, Pedra do Baú e a Estrada de Ferro. O Pico do Itapeva é um dos pontos mais altos do Brasil. Neste local é possível avistar mais de 15 cidades do Vale do Paraíba. As folhas secas de plátano espalhadas pelas ruas e a arquitetura inspirada nos Alpes compõem, com todo o charme, o ambiente da Suíça Brasileira como também é chamada. Em julho, ocorre o Festival Internacional de Inverno, que é considerado o maior evento de música erudita da América Latina. A cidade é palco do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, um dos mais importantes festivais de música erudita do Brasil há mais de 36 anos. São realizados mais de 40 espetáculos no Auditório Cláudio Santoro e em outros pontos da cidade. Fonte: Guia do Turismo Brasil
📚 FIQUE SABENDO... ...O Brasil vai mesmo do Oiapoque ao Chuí? ⁉ Não. A expressão surgiu no século 18, quando as fronteiras ao norte do país ainda não tinham sido definitivamente delimitadas. O extremo norte do Brasil é, na verdade, o Monte Caburaí, em Roraima, a 84,5 km do Rio Oiapoque. O local foi desbravado em 1930 por uma expedição organizada pelo Marechal Cândido Rondon. Quanto ao extremo sul do país, a afirmação está correta: o município de Chuí fica na fronteira com o Uruguai. Fonte: O Guia dos Curiosos
📖 BÍBLIA: Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão. Gálatas 5:1 🙏
Que seu dia seja como a vontade de DEUS: bom, perfeito e agradável!! 🥖
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2019.12.17 10:57 pica_foices A análise e debate da atualidade internacional (semana #50 de 2019) pela rádio/TV portuguesa

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2019.11.05 11:19 pica_foices A análise e debate da atualidade internacional (semana #44 de 2019) pela rádio/TV portuguesa

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2017.08.11 21:54 feedreddit Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana

Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana
by Lee Fang via The Intercept
URL: http://ift.tt/2uO9Icf
Para Alejandro Chafuen, a reunião desta primavera no Brick Hotel, em Buenos Aires, foi tanto uma volta para casa quanto uma volta olímpica. Chafuen, um esguio argentino-americano, passou a vida adulta se dedicando a combater os movimentos sociais e governos de esquerda das Américas do Sul e Central, substituindo-os por uma versão pró-empresariado do libertarianismo.
Ele lutou sozinho durante décadas, mas isso está mudando. Chafuen estava rodeado de amigos no Latin America Liberty Forum 2017. Essa reunião internacional de ativistas libertários foi patrocinada pela Atlas Economic Research Foundation, uma organização sem fins lucrativos conhecida como Atlas Network (Rede Atlas), que Chafuen dirige desde 1991. No Brick Hotel, ele festejou as vitórias recentes; seus anos de trabalho estavam começando a render frutos – graças às circunstâncias políticas e econômicas e à rede de ativistas que Chafuen se esforçou tanto para criar.
Nos últimos 10 anos, os governos de esquerda usaram “dinheiro para comprar votos, para redistribuir”, diz Chaufen, confortavelmente sentado no saguão do hotel. Mas a recente queda do preço das commodities, aliada a escândalos de corrupção, proporcionou uma oportunidade de ação para os grupos da Atlas Network. “Surgiu uma abertura – uma crise – e uma demanda por mudanças, e nós tínhamos pessoas treinadas para pressionar por certas políticas”, observa Chafuen, parafraseando o falecido Milton Friedman. “No nosso caso, preferimos soluções privadas aos problemas públicos”, acrescenta.
Chafuen cita diversos líderes ligados à Atlas que conseguiram ganhar notoriedade: ministros do governo conservador argentino, senadores bolivianos e líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), que ajudaram a derrubar a presidente Dilma Rousseff – um exemplo vivo dos frutos do trabalho da rede Atlas, que Chafuen testemunhou em primeira mão.
“Estive nas manifestações no Brasil e pensei: ‘Nossa, aquele cara tinha uns 17 anos quando o conheci, e agora está ali no trio elétrico liderando o protesto. Incrível!’”, diz, empolgado. É a mesma animação de membros da Atlas quando o encontram em Buenos Aires; a tietagem é constante no saguão do hotel. Para muitos deles, Chafuen é uma mistura de mentor, patrocinador fiscal e verdadeiro símbolo da luta por um novo paradigma político em seus países.
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, à esquerda, dentro de um carro em direção ao aeroporto, onde pegaria um voo para a Nicarágua nos arredores de San José. Domingo, 28 de junho de 2009.
Foto: Kent Gilbert/AP
Uma guinada à direita está em marcha na política latino-americana, destronando os governos socialistas que foram a marca do continente durante boa parte do século XXI – de Cristina Kirchner, na Argentina, ao defensor da reforma agrária e populista Manuel Zelaya, em Honduras –, que implementaram políticas a favor dos pobres, nacionalizaram empresas e desafiaram a hegemonia dos EUA no continente. Essa alteração pode parecer apenas parte de um reequilíbrio regional causado pela conjuntura econômica, porém a Atlas Network parece estar sempre presente, tentando influenciar o curso das mudanças políticas.
A história da Atlas Network e seu profundo impacto na ideologia e no poder político nunca foi contada na íntegra. Mas os registros de suas atividades em três continentes, bem como as entrevistas com líderes libertários na América Latina, revelam o alcance de sua influência. A rede libertária, que conseguiu alterar o poder político em diversos países, também é uma extensão tácita da política externa dos EUA – os _think tanks_associados à Atlas são discretamente financiados pelo Departamento de Estado e o National Endowment for Democracy (Fundação Nacional para a Democracia – NED), braço crucial do _soft power_norte-americano.
Embora análises recentes tenham revelado o papel de poderosos bilionários conservadores – como os irmãos Koch – no desenvolvimento de uma versão pró-empresariado do libertarianismo, a Atlas Network – que também é financiada pelas fundações Koch – tem usado métodos criados no mundo desenvolvido, reproduzindo-os em países em desenvolvimento. A rede é extensa, contando atualmente com parcerias com 450 _think tanks_em todo o mundo. A Atlas afirma ter gasto mais de US$ 5 milhões com seus parceiros apenas em 2016.
Ao longo dos anos, a Atlas e suas fundações caritativas associadas realizaram centenas de doações para _think tanks_conservadores e defensores do livre mercado na América Latina, inclusive a rede que apoiou o Movimento Brasil Livre (MBL) e organizações que participaram da ofensiva libertária na Argentina, como a Fundação Pensar, um _think tank_da Atlas que se incorporou ao partido criado por Mauricio Macri, um homem de negócios e atual presidente do país. Os líderes do MBL e o fundador da Fundação Eléutera – um _think tank_neoliberal extremamente influente no cenário pós-golpe hondurenho – receberam financiamento da Atlas e fazem parte da nova geração de atores políticos que já passaram pelos seus seminários de treinamento.
A Atlas Network conta com dezenas de _think tanks_na América Latina, inclusive grupos extremamente ativos no apoio às forças de oposição na Venezuela e ao candidato de centro-direita às eleições presidenciais chilenas, Sebastián Piñera.
Protesto a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff diante do Congresso Nacional, em Brasília, no dia 2 de dezembro de 2015.
Photo: Eraldo Peres/AP
Em nenhum outro lugar a estratégia da Atlas foi tão bem sintetizada quanto na recém-formada rede brasileira de _think tanks_de defesa do livre mercado. Os novos institutos trabalham juntos para fomentar o descontentamento com as políticas socialistas; alguns criam centros acadêmicos enquanto outros treinam ativistas e travam uma guerra constante contra as ideias de esquerda na mídia brasileira.
O esforço para direcionar a raiva da população contra a esquerda rendeu frutos para a direita brasileira no ano passado. Os jovens ativistas do MBL – muitos deles treinados em organização política nos EUA – lideraram um movimento de massa para canalizar a o descontentamento popular com um grande escândalo de corrupção para desestabilizar Dilma Rousseff, uma presidente de centro-esquerda. O escândalo, investigado por uma operação batizada de Lava-Jato, continua tendo desdobramentos, envolvendo líderes de todos os grandes partidos políticos brasileiros, inclusive à direita e centro-direita. Mas o MBL soube usar muito bem as redes sociais para direcionar a maior parte da revolta contra Dilma, exigindo o seu afastamento e o fim das políticas de bem-estar social implementadas pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
A revolta – que foi comparada ao movimento Tea Party devido ao apoio tácito dos conglomerados industriais locais e a uma nova rede de atores midiáticos de extrema-direita e tendências conspiratórias – conseguiu interromper 13 anos de dominação do PT ao afastar Dilma do cargo por meio de um impeachment em 2016.
O cenário político do qual surgiu o MBL é uma novidade no Brasil. Havia no máximo três _think tanks_libertários em atividade no país dez anos atrás, segundo Hélio Beltrão, um ex-executivo de um fundo de investimentos de alto risco que agora dirige o Instituto Mises, uma organização sem fins lucrativos que recebeu o nome do filósofo libertário Ludwig von Mises. Ele diz que, com o apoio da Atlas, agora existem cerca de 30 institutos agindo e colaborando entre si no Brasil, como o Estudantes pela Liberdade e o MBL.
“É como um time de futebol; a defesa é a academia, e os políticos são os atacantes. E já marcamos alguns gols”, diz Beltrão, referindo-se ao impeachment de Dilma. O meio de campo seria “o pessoal da cultura”, aqueles que formam a opinião pública.
Beltrão explica que a rede de _think tanks_está pressionando pela privatização dos Correios, que ele descreve como “uma fruta pronta para ser colhida” e que pode conduzir a uma onda de reformas mais abrangentes em favor do livre mercado. Muitos partidos conservadores brasileiros acolheram os ativistas libertários quando estes demonstraram que eram capazes de mobilizar centenas de milhares de pessoas nos protestos contra Dilma, mas ainda não adotaram as teorias da “economia do lado da oferta”.
Fernando Schüler, acadêmico e colunista associado ao Instituto Millenium – outro _think tank_da Atlas no Brasil – tem uma outra abordagem. “O Brasil tem 17 mil sindicatos pagos com dinheiro público. Um dia de salário por ano vai para os sindicatos, que são completamente controlados pela esquerda”, diz. A única maneira de reverter a tendência socialista seria superá-la no jogo de manobras políticas. “Com a tecnologia, as pessoas poderiam participar diretamente, organizando – no WhatsApp, Facebook e YouTube – uma espécie de manifestação pública de baixo custo”, acrescenta, descrevendo a forma de mobilização de protestos dos libertários contra políticos de esquerda. Os organizadores das manifestações anti-Dilma produziram uma torrente diária de vídeos no YouTube para ridicularizar o governo do PT e criaram um placar interativo para incentivar os cidadãos a pressionarem seus deputados por votos de apoio ao impeachment.
Schüler notou que, embora o MBL e seu próprio _think tank_fossem apoiados por associações industriais locais, o sucesso do movimento se devia parcialmente à sua não identificação com partidos políticos tradicionais, em sua maioria vistos com maus olhos pela população. Ele argumenta que a única forma de reformar radicalmente a sociedade e reverter o apoio popular ao Estado de bem-estar social é travar uma guerra cultural permanente para confrontar os intelectuais e a mídia de esquerda.
Fernando Schüler.Foto:captura de tela do YouTubeUm dos fundadores do Instituto Millenium, o blogueiro Rodrigo Constantino, polariza a política brasileira com uma retórica ultrassectária. Constantino, que já foi chamado de “o Breitbart brasileiro” devido a suas teorias conspiratórias e seus comentários de teor radicalmente direitistas, é presidente do conselho deliberativo de outro _think tank_da Atlas – o Instituto Liberal. Ele enxerga uma tentativa velada de minar a democracia em cada movimento da esquerda brasileira, do uso da cor vermelha na logomarca da Copa do Mundo ao Bolsa Família, um programa de transferência de renda. Constantino é considerado o responsável pela popularização de uma narrativa segundo a qual os defensores do PT seriam uma “esquerda caviar”, ricos hipócritas que abraçam o socialismo para se sentirem moralmente superiores, mas que na realidade desprezam as classes trabalhadoras que afirmam representar. A “breitbartização” do discurso é apenas uma das muitas formas sutis pelas quais a Atlas Network tem influenciado o debate político.
“Temos um Estado muito paternalista. É incrível. Há muito controle estatal, e mudar isso é um desafio de longo prazo”, diz Schüler, acresentando que, apesar das vitórias recentes, os libertários ainda têm um longo caminho pela frente no Brasil. Ele gostaria de copiar o modelo de Margaret Thatcher, que se apoiava em uma rede de _think tanks_libertários para implementar reformas impopulares. “O sistema previdenciário é absurdo, e eu privatizaria toda a educação”, diz Schüler, pondo-se a recitar toda a litania de mudanças que faria na sociedade, do corte do financiamento a sindicatos ao fim do voto obrigatório.
Mas a única maneira de tornar tudo isso possível, segundo ele, seria a formação de uma rede politicamente engajada de organizações sem fins lucrativos para defender os objetivos libertários. Para Schüler, o modelo atual – uma constelação de _think tanks_em Washington sustentada por vultosas doações – seria o único caminho para o Brasil.
E é exatamente isso que a Atlas tem se esforçado para fazer. Ela oferece subvenções a novos _think tanks_e cursos sobre gestão política e relações públicas, patrocina eventos de _networking_no mundo todo e, nos últimos anos, tem estimulado libertários a tentar influenciar a opinião pública por meio das redes sociais e vídeos online.
Uma competição anual incentiva os membros da Atlas a produzir vídeos que viralizem no YouTube promovendo o _laissez-faire_e ridicularizando os defensores do Estado de bem-estar social. James O’Keefe, provocador famoso por alfinetar o Partido Democrata americano com vídeos gravados em segredo, foi convidado pela Atlas para ensinar seus métodos. No estado americano do Wisconsin, um grupo de produtores que publicava vídeos na internet para denegrir protestos de professores contra o ataque do governador Scott Walker aos sindicatos do setor público também compartilharam sua experiência nos cursos da Atlas.
Manifestantes queimam um boneco do presidente Hugo Chávez na Plaza Altamira, em protesto contra o governo.
Foto: Lonely Planet Images/Getty Images
Em uma de suas últimas realizações, a Atlas influenciou uma das crises políticas e humanitárias mais graves da América Latina: a venezuelana. Documentos obtidos graças ao “Freedom of Information Act” (Lei da Livre Informação, em tradução livre) por simpatizantes do governo venezuelano – bem como certos telegramas do Departamento de Estado dos EUA vazados por Chelsea Manning – revelam uma complexo tentativa do governo americano de usar os _think tanks_da Atlas em uma campanha para desestabilizar o governo de Hugo Chávez. Em 1998, a CEDICE Libertad – principal organização afiliada à Atlas em Caracas, capital da Venezuela – já recebia apoio financeiro do Center for International Private Enterprise (Centro para a Empresa Privada Internacional – CIPE). Em uma carta de financiamento do NED, os recursos são descritos como uma ajuda para “a mudança de governo”. O diretor da CEDICE foi um dos signatários do controverso “Decreto Carmona” em apoio ao malsucedido golpe militar contra Chávez em 2002.
Um telegrama de 2006 descrevia a estratégia do embaixador americano, William Brownfield, de financiar organizações politicamente engajadas na Venezuela: “1) Fortalecer instituições democráticas; 2) penetrar na base política de Chávez; 3) dividir o chavismo; 4) proteger negócios vitais para os EUA, e 5) isolar Chávez internacionalmente.”
Na atual crise venezuelana, a CEDICE tem promovido a recente avalanche de protestos contra o presidente Nicolás Maduro, o acossado sucessor de Chávez. A CEDICE está intimamente ligada à figura da oposicionista María Corina Machado, uma das líderes das manifestações em massa contra o governo dos últimos meses. Machado já agradeceu publicamente à Atlas pelo seu trabalho. Em um vídeo enviado ao grupo em 2014, ela diz: “Obrigada à Atlas Network e a todos os que lutam pela liberdade.”
Em 2014, a líder opositora María Corina Machado agradeceu à Atlas pelo seu trabalho: “Obrigada à Atlas Network e a todos os que lutam pela liberdade.”No Latin America Liberty Forum, organizado pela Atlas Network em Buenos Aires, jovens líderes compartilham ideias sobre como derrotar o socialismo em todos os lugares, dos debates em _campi_universitários a mobilizações nacionais a favor de um impeachment.
Em uma das atividades do fórum, “empreendedores” políticos de Peru, República Dominicana e Honduras competem em um formato parecido com o programa Shark Tank, um _reality show_americano em que novas empresas tentam conquistar ricos e impiedosos investidores. Mas, em vez de buscar financiamento junto a um painel de capitalistas de risco, esses diretores de _think tanks_tentam vender suas ideias de marketing político para conquistar um prêmio de US$ 5 mil. Em outro encontro, debatem-se estratégias para atrair o apoio do setor industrial às reformas econômicas. Em outra sala, ativistas políticos discutem possíveis argumentos que os “amantes da liberdade” podem usar para combater o crescimento do populismo e “canalizar o sentimento de injustiça de muitos” para atingir os objetivos do livre mercado.
Um jovem líder da Cadal, um _think tank_de Buenos Aires, deu a ideia de classificar as províncias argentinas de acordo com o que chamou de “índice de liberdade econômica” – levando em conta a carga tributária e regulatória como critérios principais –, o que segundo ela geraria um estímulo para a pressão popular por reformas de livre mercado. Tal ideia é claramente baseada em estratégias similares aplicadas nos EUA, como o Índice de Liberdade Econômica da Heritage Foundation, que classifica os países de acordo com critérios como política tributária e barreiras regulatórias aos negócios.
Os _think tanks_são tradicionalmente vistos como institutos independentes que tentam desenvolver soluções não convencionais. Mas o modelo da Atlas se preocupa menos com a formulação de novas soluções e mais com o estabelecimento de organizações políticas disfarçadas de instituições acadêmicas, em um esforço para conquistar a adesão do público.
As ideias de livre mercado – redução de impostos sobre os mais ricos; enxugamento do setor público e privatizações; liberalização das regras de comércio e restrições aos sindicatos – sempre tiveram um problema de popularidade. Os defensores dessa corrente de pensamento perceberam que o eleitorado costuma ver essas ideias como uma maneira de favorecer as camadas mais ricas. E reposicionar o libertarianismo econômico como uma ideologia de interesse público exige complexas estratégias de persuasão em massa.
Mas o modelo da Atlas, que está se espalhando rapidamente pela América Latina, baseia-se em um método aperfeiçoado durante décadas de embates nos EUA e no Reino Unido, onde os libertários se esforçaram para conter o avanço do Estado de bem-estar social do pós-guerra.
Mapa das organizações da rede Atlas na América do Sul.
Fonte: The Intercept
Antony Fisher, empreendedor britânico e fundador da Atlas Network, é um pioneiro na venda do libertarianismo econômico à opinião pública. A estratégia era simples: nas palavras de um colega de Fisher, a missão era “encher o mundo de _think tanks_que defendam o livre mercado”.
A base das ideias de Fisher vêm de Friedrich Hayek, um dos pais da defesa do Estado mínimo. Em 1946, depois de ler um resumo do livro seminal de Hayek, O Caminho da Servidão, Fisher quis se encontrar com o economista austríaco em Londres. Segundo seu colega John Blundell, Fisher sugeriu que Hayek entrasse para a política. Mas Hayek se recusou, dizendo que uma abordagem de baixo para cima tinha mais chances de alterar a opinião pública e reformar a sociedade.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, outro ideólogo do livre mercado, Leonard Read, chegava a conclusões parecidas depois de ter dirigido a Câmara de Comércio de Los Angeles, onde batera de frente com o sindicalismo. Para deter o crescimento do Estado de bem-estar social, seria necessária uma ação mais elaborada no sentido de influenciar o debate público sobre os destinos da sociedade, mas sem revelar a ligação de tal estratégia com os interesses do capital.
Fisher animou-se com uma visita à organização recém-fundada por Read, a Foundation for Economic Education (Fundação para a Educação Econômica – FEE), em Nova York, criada para patrocinar e promover as ideias liberais. Nesse encontro, o economista libertário F.A. Harper, que trabalhava na FEE à epoca, orientou Fisher sobre como abrir a sua própria organização sem fins lucrativos no Reino Unido.
Durante a viagem, Fisher e Harper foram à Cornell University para conhecer a última novidade da indústria animal: 15 mil galinhas armazenadas em uma única estrutura. Fisher decidiu levar o invento para o Reino Unido. Sua fábrica, a Buxted Chickens, logo prosperou e trouxe grande fortuna para Fisher. Uma parte dos lucros foi direcionada à realização de outro objetivo surgido durante a viagem a Nova York – em 1955, Fisher funda o Institute of Economic Affairs (Instituto de Assuntos Econômicos – IEA).
O IEA ajudou a popularizar os até então obscuros economistas ligados às ideias de Hayek. O instituto era um baluarte de oposição ao crescente Estado de bem-estar social britânico, colocando jornalistas em contato com acadêmicos defensores do livre mercado e disseminando críticas constantes sob a forma de artigos de opinião, entrevistas de rádio e conferências.
A maior parte do financiamento do IEA vinha de empresas privadas, como os gigantes do setor bancário e industrial Barclays e British Petroleum, que contribuíam anualmente. No livro Making Thatcher’s Britain(A Construção da Grã-Bretanha de Thatcher, em tradução livre), dos historiadores Ben Jackson e Robert Saunders, um magnata dos transportes afirma que, assim como as universidades forneciam munição para os sindicatos, o IEA era uma importante fonte de poder de fogo para os empresários.
Quando a desaceleração econômica e o aumento da inflação dos anos 1970 abalou os fundamentos da sociedade britânica, políticos conservadores começaram a se aproximar do IEA como fonte de uma visão alternativa. O instituto aproveitou a oportunidade e passou a oferecer plataformas para que os políticos pudessem levar os conceitos do livre mercado para a opinião pública. A Atlas Network afirma orgulhosamente que o IEA “estabeleceu as bases intelectuais do que viria a ser a revolução de Thatcher nos anos 1980”. A equipe do instituto escrevia discursos para Margaret Thatcher; fornecia material de campanha na forma de artigos sobre temas como sindicalismo e controle de preços; e rebatia as críticas à Dama de Ferro na mídia inglesa. Em uma carta a Fisher depois de vencer as eleições de 1979, Thatcher afirmou que o IEA havia criado, na opinião pública, “o ambiente propício para a nossa vitória”.
“Não há dúvidas de que tivemos um grande avanço na Grã-Bretanha. O IEA, fundado por Antony Fisher, fez toda a diferença”, disse Milton Friedman uma vez. “Ele possibilitou o governo de Margaret Thatcher – não a sua eleição como primeira-ministra, e sim as políticas postas em prática por ela. Da mesma forma, o desenvolvimento desse tipo de pensamento nos EUA possibilitou o a implementação das políticas de Ronald Reagan”, afirmou.
O IEA fechava um ciclo. Hayek havia criado um seleto grupo de economistas defensores do livre mercado chamado Sociedade Mont Pèlerin. Um de seus membros, Ed Feulner, ajudou o fundar o _think tank_conservador Heritage Foundation, em Washington, inspirando-se no trabalho de Fisher. Outro membro da Sociedade, Ed Crane, fundou o Cato Institute, o mais influente _think tank_libertário dos Estados Unidos.
_O filósofo e economista anglo-austríaco Friedrich Hayek com um grupo de alunos na London School of Economics, em 1948._Foto: Paul PoppePopperfoto/Getty Images
Em 1981, Fisher, que havia se mudado para San Francisco, começou a desenvolver a Atlas Economic Research Foundation por sugestão de Hayek. Fisher havia aproveitado o sucesso do IEA para conseguir doações de empresas para seu projeto de criação de uma rede regional de _think tanks_em Nova York, Canadá, Califórnia e Texas, entre outros. Mas o novo empreendimento de Fisher viria a ter uma dimensão global: uma organização sem fins lucrativos dedicada a levar sua missão adiante por meio da criação de postos avançados do libertarianismo em todos os países do mundo. “Quanto mais institutos existirem no mundo, mais oportunidade teremos para resolver problemas que precisam de uma solução urgente”, declarou.
Fisher começou a levantar fundos junto a empresas com a ajuda de cartas de recomendação de Hayek, Thatcher e Friedman, instando os potenciais doadores a ajudarem a reproduzir o sucesso do IEA através da Atlas. Hayek escreveu que o modelo do IEA “deveria ser usado para criar institutos similares em todo o mundo”. E acrescentou: “Se conseguíssemos financiar essa iniciativa conjunta, seria um dinheiro muito bem gasto.”
A proposta foi enviada para uma lista de executivos importantes, e o dinheiro logo começou a fluir dos cofres das empresas e dos grandes financiadores do Partido Republicano, como Richard Mellon Scaife. Empresas como a Pfizer, Procter & Gamble e Shell ajudaram a financiar a Atlas. Mas a contribuição delas teria que ser secreta para que o projeto pudesse funcionar, acreditava Fisher. “Para influenciar a opinião pública, é necessário evitar qualquer indício de interesses corporativos ou tentativa de doutrinação”, escreveu Fisher na descrição do projeto, acrescentando que o sucesso do IEA estava baseado na percepção pública do caráter acadêmico e imparcial do instituto.
A Atlas cresceu rapidamente. Em 1985, a rede contava com 27 instituições em 17 países, inclusive organizações sem fins lucrativos na Itália, México, Austrália e Peru.
E o _timing_não podia ser melhor: a expansão internacional da Atlas coincidiu com a política externa agressiva de Ronald Reagan contra governos de esquerda mundo afora.
Embora a Atlas declarasse publicamente que não recebia recursos públicos (Fisher caracterizava as ajudas internacionais como uma forma de “suborno” que distorcia as forças do mercado), há registros da tentativa silenciosa da rede de canalizar dinheiro público para sua lista cada vez maior de parceiros internacionais.
Em 1982, em uma carta da Agência de Comunicação Internacional dos EUA – um pequeno órgão federal destinado a promover os interesses americanos no exterior –, um funcionário do Escritório de Programas do Setor Privado escreveu a Fisher em resposta a um pedido de financiamento federal. O funcionário diz não poder dar dinheiro “diretamente a organizações estrangeiras”, mas que seria possível copatrocinar “conferências ou intercâmbios com organizações” de grupos como a Atlas, e sugere que Fisher envie um projeto. A carta, enviada um ano depois da fundação da Atlas, foi o primeiro indício de que a rede viria a ser uma parceira secreta da política externa norte-americana.
Memorandos e outros documentos de Fisher mostram que, em 1986, a Atlas já havia ajudado a organizar encontros com executivos para tentar direcionar fundos americanos para sua rede de think tanks. Em uma ocasião, um funcionário da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), o principal braço de financiamento internacional do governo dos EUA, recomendou que o diretor da filial da Coca-Cola no Panamá colaborasse com a Atlas para a criação de um _think tank_nos moldes do IEA no país. A Atlas também recebeu fundos da Fundação Nacional para a Democracia (NED), uma organização sem fins lucrativos fundada em 1983 e patrocinada em grande parte pelo Departamento de Estado e a USAID cujo objetivo é fomentar a criação de instituições favoráveis aos EUA nos países em desenvolvimento.
Alejandro Chafuen, da Atlas Economic Research Foundation, atrás à direita, cumprimenta Rafael Alonzo, do Centro de Divulgação do Conhecimento Econômico para a Liberdade (CEDICE Libertad), à esquerda, enquanto o escritor peruano Mario Vargas Llosa aplaude a abertura do Fórum Liberdade e Democracia, em Caracas, no dia 28 de maio de 2009.
Foto: Ariana Cubillos/AP
_ _Financiada generosamente por empresas e pelo governo americano, a Atlas deu outro golpe de sorte em 1985 com a chegada de Alejandro Chafuen. Linda Whetstone, filha de Fisher, conta um episódio ocorrido naquele ano, quando um jovem Chafuen, que ainda vivia em Oakland, teria aparecido no escritório da Atlas em San Francisco “disposto a trabalhar de graça”. Nascido em Buenos Aires, Chafuen vinha do que ele chamava “uma família anti-Peronista”. Embora tenha crescido em uma época de grande agitação na Argentina, Chafuen vivia uma vida relativamente privilegiada, tendo passado a adolescência jogando tênis e sonhando em se tornar atleta profissional.
Ele atribui suas escolhas ideológicas a seu apetite por textos libertários, de Ayn Rand a livretos publicados pela FEE, a organização de Leonard Read que havia inspirado Antony Fisher. Depois de estudar no Grove City College, uma escola de artes profundamente conservadora e cristã no estado americano da Pensilvânia, onde foi presidente do clube de estudantes libertários, Chafuen voltou ao país de nascença. Os militares haviam tomado o poder, alegando estar reagindo a uma suposta ameaça comunista. Milhares de estudantes e ativistas seriam torturados e mortos durante a repressão à oposição de esquerda no período que se seguiu ao golpe de Estado.
Chafuen recorda essa época de maneira mais positiva do que negativa. Ele viria a escrever que os militares haviam sido obrigados a agir para evitar que os comunistas “tomassem o poder no país”. Durante sua carreira como professor, Chafuen diz ter conhecido “totalitários de todo tipo” no mundo acadêmico. Segundo ele, depois do golpe militar seus professores “abrandaram-se”, apesar das diferenças ideológicas entre eles.
Em outros países latino-americanos, o libertarianismo também encontrara uma audiência receptiva nos governos militares. No Chile, depois da derrubada do governo democraticamente eleito de Salvador Allende, os economistas da Sociedade Mont Pèlerin acorreram ao país para preparar profundas reformas liberais, como a privatização de indústrias e da Previdência. Em toda a região, sob a proteção de líderes militares levados ao poder pela força, as políticas econômicas libertárias começaram a se enraizar.
Já o zelo ideológico de Chafuen começou a se manifestar em 1979, quando ele publicou um ensaio para a FEE intitulado “War Without End” (Guerra Sem Fim). Nele, Chafuen descreve horrores do terrorismo de esquerda “como a família Manson, ou, de forma organizada, os guerrilheiros do Oriente Médio, África e América do Sul”. Haveria uma necessidade, segundo ele, de uma reação das “forças da liberdade individual e da propriedade privada”.
Seu entusiasmo atraiu a atenção de muita gente. Em 1980, aos 26 anos, Chafuen foi convidado a se tornar o membro mais jovem da Sociedade Mont Pèlerin. Ele foi até Stanford, tendo a oportunidade de conhecer Read, Hayek e outros expoentes libertários. Cinco anos depois, Chafuen havia se casado com uma americana e estava morando em Oakland. E começou a fazer contato com membros da Mont Pèlerin na área da Baía de San Francisco – como Fisher.
Em toda a região, sob a proteção de líderes militares levados ao poder pela força, as políticas econômicas libertárias começaram a se enraizar.De acordo com as atas das reuniões do conselho da Atlas, Fisher disse aos colegas que havia feito um pagamento _ex gratia_no valor de US$ 500 para Chafuen no Natal de 1985, declarando que gostaria de contratar o economista para trabalhar em tempo integral no desenvolvimento dos _think tanks_da rede na América Latina. No ano seguinte, Chafuen organizou a primeira cúpula de _think tanks_latino-americanos, na Jamaica.
Chafuen compreendera o modelo da Atlas e trabalhava incansavelmente para expandir a rede, ajudando a criar _think tanks_na África e na Europa, embora seu foco continuasse sendo a América Latina. Em uma palestra sobre como atrair financiadores, Chafuen afirmou que os doadores não podiam financiar publicamente pesquisas, sob o risco de perda de credibilidade. “A Pfizer não patrocinaria uma pesquisa sobre questões de saúde, e a Exxon não financiaria uma enquete sobre questões ambientais”, observou. Mas os _think tanks_libertários – como os da Atlas Network –não só poderiam apresentar as mesmas pesquisas sob um manto de credibilidade como também poderiam atrair uma cobertura maior da mídia.
“Os jornalistas gostam muito de tudo o que é novo e fácil de noticiar”, disse Chafuen. Segundo ele, a imprensa não tem interesse em citar o pensamento dos filósofos libertários, mas pesquisas produzidas por um _think tank_são mais facilmente reproduzidas. “E os financiadores veem isso”, acrescenta.
Em 1991, três anos depois da morte de Fisher, Chafuen assumiu a direção da Atlas – e pôs-se a falar sobre o trabalho da Atlas para potenciais doadores. E logo começou a conquistar novos financiadores. A Philip Morris deu repetidas contribuições à Atlas, inclusive uma doação de US$ 50 mil em 1994, revelada anos depois. Documentos mostram que a gigante do tabaco considerava a Atlas uma aliada em disputas jurídicas internacionais.
Mas alguns jornalistas chilenos descobriram que _think tanks_patrocinados pela Atlas haviam feito pressão por trás dos panos contra a legislação antitabagista sem revelar que estavam sendo financiadas por empresas de tabaco – uma estratégia praticada por _think tanks_em todo o mundo.
Grandes corporações como ExxonMobil e MasterCard já financiaram a Atlas. Mas o grupo também atrai grandes figuras do libertarianismo, como as fundações do investidor John Templeton e dos irmãos bilionários Charles e David Koch, que cobriam a Atlas e seus parceiros de generosas e frequentes doações. A habilidade de Chafuen para levantar fundos resultou em um aumento do número de prósperas fundações conservadoras. Ele é membro-fundador do Donors Trust, um discreto fundo orientado ao financiamento de organizações sem fins lucrativos que já transferiu mais de US$ 400 milhões a entidades libertárias, incluindo membros da Atlas Network. Chafuen também é membro do conselho diretor da Chase Foundation of Virginia, outra entidade financiadora da Atlas, fundada por um membro da Sociedade Mont Pèlerin.
Outra grande fonte de dinheiro é o governo americano. A princípio, a Fundação Nacional para a Democracia encontrou dificuldades para criar entidades favoráveis aos interesses americanos no exterior. Gerardo Bongiovanni, presidente da Fundación Libertad, um _think tank_da Atlas em Rosario, na Argentina, afirmou durante uma palestra de Chafuen que a injeção de capital do Center for International Private Enterprise – parceiro do NED no ramo de subvenções – fora de apenas US$ 1 milhão entre 1985 e 1987. Os _think tanks_que receberam esse capital inicial logo fecharam as portas, alegando falta de treinamento em gestão, segundo Bongiovanni.
No entanto, a Atlas acabou conseguindo canalizar os fundos que vinham do NED e do CIPE, transformando o dinheiro do contribuinte americano em uma importante fonte de financiamento para uma rede cada vez maior. Os recursos ajudavam a manter _think tanks_na Europa do Leste, após a queda da União Soviética, e, mais tarde, para promover os interesses dos EUA no Oriente Médio. Entre os beneficiados com dinheiro do CIPE está a CEDICE Libertad, a entidade a que líder opositora venezuelana María Corina Machado fez questão de agradecer.
O assessor da Casa Branca Sebastian Gorka participa de uma entrevista do lado de fora da Ala Oeste da Casa Branca em 9 de junho de 2017 – Washington, EUA.
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images
_ _No Brick Hotel, em Buenos Aires, Chafuen reflete sobre as três últimas décadas. “Fisher ficaria satisfeito; ele não acreditaria em quanto nossa rede cresceu”, afirma, observando que talvez o fundador da Atlas ficasse surpreso com o atual grau de envolvimento político do grupo.
Chafuen se animou com a eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA. Ele é só elogios para a equipe do presidente. O que não é nenhuma surpresa, pois o governo Trump está cheio de amigos e membros de grupos ligados à Atlas. Sebastian Gorka, o islamofóbico assessor de contraterrorismo de Trump, dirigiu um _think tank_patrocinado pela Atlas na Hungria. O vice-presidente Mike Pence compareceu a um encontro da Atlas e teceu elogios ao grupo. A secretária de Educação Betsy DeVos trabalhou com Chafuen no Acton Institute, um _think tank_de Michigan que usa argumentos religiosos a favor das políticas libertárias – e que agora tem uma entidade subsidiária no Brasil, o Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista. Mas talvez a figura mais admirada por Chafuen no governo dos EUA seja Judy Shelton, uma economista e velha companheira da Atlas Network. Depois da vitória de Trump, Shelton foi nomeada presidente da NED. Ela havia sido assessora de Trump durante a campanha e o período de transição. Chafuen fica radiante ao falar sobre o assunto: “E agora tem gente da Atlas na presidência da Fundação Nacional para a Democracia (NED)”, comemora.
Antes de encerrar a entrevista, Chafuen sugere que ainda vem mais por aí: mais think tanks, mais tentativas de derrubar governos de esquerda, e mais pessoas ligadas à Atlas nos cargos mais altos de governos ao redor do mundo. “É um trabalho contínuo”, diz.
Mais tarde, Chafuen compareceu ao jantar de gala do Latin America Liberty Forum. Ao lado de um painel de especialistas da Atlas, ele discutiu a necessidade de reforçar os movimentos de oposição libertária no Equador e na Venezuela.
Danielle Mackey contribuiu na pesquisa para essa matéria. Tradução: Bernardo Tonasse
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2016.05.21 15:59 um--no O Brasil de Lula: "uma diplomacia imaginativa" -- outubro de 2010

Eu traduzi a entrevista de um pesquisador dada ao jornal francês Le Monde em 2010. Ela mostra os avanços e o caráter da política externa brasileira de Lula. Uma vez que a entrevista aconteceu na época em que Serra (atual ministro das relações exteriores, mencionado na matéria) disputava com Dilma para a presidência, essa entrevista é bastante atual.
Um oferecimento /BrasildoB.

O Brasil de Lula: "uma diplomacia imaginativa"

Le Monde 04.10.2010 à 06h42
Após sete anos de presidência de "Lula", o Brasil não tem muito em comum com o que ele era ao fim de 2002, no crepúsculo da era Cardoso. Enquanto ocorreu no 3 de outubro o primeiro turno da eleição presidencial, que viu concorrerem Dilma Rousseff e José Serra, Jean-Jacques Kourliandsky, pesquisador do Instituto de Relações Internacionais e Estratégicas, explica em que a política diplomática de "Lula" de distingue da de seu predecessor e como o pais passou do estado de Estado pivô ao de nação emergente.
Em sete anos de presidência, Luiz Inácio "Lula" da Silva fez do Brasil um pais reconhecido e respeitado no cenario internacional. Em que sua política estrangeira se distingue daquela de seu predecessor, Fernando Henrique Cardoso?
Com Lula, o Brasil entrou não somente em uma fase de saneamento, mas também de crescimento, que deu ao país meios de expressão internacionais, dos quais ele não dispunha até então. Sob a era Cardoso [1995-2003], o Brasil era regularmente agitado, seja por crises politicas, seja por crises financeiras. Após dez anos, ele conheceu um período de grande estabilidade simultaneamente política, institucional e econômica. Em um sentido, era lógico que isso se reflete ao nível da política exterior do país. A maior contribuição de "Lula" é ter compreendido que o país dispunha de margens de manobra inéditas e de as ter explorado ao máximo. Isso se traduziu em uma diplomacia bastante imaginativa, que concedeu ao Brasil, -- percebe-se isso hoje -- um lugar de país emergente cada vez mais integrado nos círculos de decisão internacionais.
Como essa "diplomacia imaginativa" se concretizou?
Desde sua ascenção ao poder, em 2003, Lula mostrou sua vontade de ver o Brasil desempenhar um papel novo na governância mundial. Nesse espírito, ele esboçou uma aproximação com a Índia e a África do sul. O objetivo de constituir um grupo de pressão capaz de modificar o processo de tomada de decisão no seio da OMC [Organização Mundial do Comércio]. Essa iniciativa, tomada na primavera de 2003, teve incidência direta sobre a reunião do mês de setembro seguine, ocorrida no México, em Cancun. É lá que se situa o ponto de partida do G22 [reunião dos ministros das finanças e dos governadores de banco central dos paises do G7 e outros quinze paises], que foi o prelúdio do nascimento do G20, em 1999. Cancun foi um ponto de viragem, pois, até então, apenas a triangulação entre a Europa, os Estados Unidos e o Japão prevalecia. Em seguida, o Brasil multiplicou as iniciativas transversais, ou seja, sul-sul, o que era totalmente inédito. Grupos de consulta perenes foram também criados, entre a América do sul e a Liga Árabe em 2005, mas também entre a América do Sul e a África negra. Isso, contudo, não impediu o país de participar de estruturas verticais norte-sul, como por exemplo o G4 com a Alemanha, a Índia e o Japão -- estrutura destinada a promover a candidatura desses quatro países como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU -- ou o grupo de trabalho conjunto com os Estados Unidos sobre o etanol em 2007. Paralelamente, o Brasil também investiu nas cooperações de tipo sul-americano, das quais a mais conhecida é a Unasul [União das Nações Sul-americanas], fundado em maio de 2008 em Brasília. Essa organização desempenhou um papel durante as crises entre Bolívia em 2008 ou entre a Venezuela e a Colômbia no verão passado; muitas disputas nas quais nem a ONU nem a OEA [Organização dos Estados Americanos] intervieram. Através de todas essas alianças, o Brasil demonstrou seu engajamento em favor da multilateralidade.
Em 2002, precisamente, o Brasil era em geral considerado como um intermediário da potência americana na América do Sul. O que ele é hoje?
O presidente Cardoso cultivava afinidades ideológicas com os Estados Unidos, em particular o Partido Democrata, mas também com o primeiro ministro britânico Tony Blair. Hoje, o Brasil se situa em uma perspectiva diferente, seu objetivo sendo de promover in fine uma gestão coletiva dos negócios do mundo, em todos os níveis -- econômico, comercial, diplomático. Isso explica que o país seja capaz de concluir acordos tanto com a Índia e com a China de um lado, quanto com a Alemanha, a França ou os Estados Unidos de outro.
Em quais domínios a política externa brasileira desses sete últimos anos encontrou seus maiores sucessos? Houve igualmente falhas?
Não, não se pode propriamente falar de falhas, pois mesmo quando as iniciativas empreendidas pelo Brasil não se concretizaram -- eu penso notadamente no acordo selado com a Turquia sobre o dossiê nuclear iraniano em meados de maio --, o pais deu a prova de que ele fazia doravante parte do jogo internacional. Isso era impensável há apenas dez anos. No que concerne seus sucessos diplomáticos, podemos recordar aquele da OMC em 2003, que permitiu sua admissão no seio do G20, ao lado da Argentina e do México. É uma forma de reconhecimento. De fato, esses avanços não ocultam certas dificuldades, notadamente a incapacidade do Brasil de integrar o círculo fechado de membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU [China, Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia]. Contudo, seu papel no seio do sistema das Nações Unidas permanece preponderante. Desde 2004, de fato, ele dirige uma operação de paz no Haiti, a Minustah, o que e uma grande novidade para um país latino-americano. É, de qualquer maneira, interessante constatar, sobre esse ponto particular, que o Brasil foi bem sucedido em deixar em seu rastro um certo número de países da América Latina: o Uruguai, o Chile, a Argentina, e também o Equador e a Guatemala.
Frequentemente, foi dito que a ascensão de poder do Brasil no exterior de suas fronteiras se devia muito ao carisma atípico do presidente Lula. O senhor compartilha dessa constatação?
É verdade que uma conjuntura favorável permitiu a uma personalidade como a de "Lula" se exprimir plenamente. Seu passado sindicalista no seio do Partido dos Trabalhadores -- uma ótima escola de gestão de conflitos -- o ajudou sem dúvida, predispondo-o a sentir as ligações das forças internacionais e determinar sobre quais o Brasil podia atar alianças visando atender os objetivos que se lhes eram determinados. Sua outra grande força é ter sabido tirar o melhor benefício das comunidades imigradas do Brasil. Ele pode, assim, construir uma relação com o mundo árabe através da comunidade sírio-libanesa e com a África graças às ligações históricas privilegiadas, já que aproximadamente metade da população possuía origens africanas. É de qualquer maneira a Nigéria, país de onde veio a maioria dos escravos durante o tráfico, que ele construiu seu projeto de cooperação com a América do Sul-África negra.
Agora que uma nova página política da história do país está para virar, qual pode ser o futuro do Brasil sem "Lula"?
Dilma Rousseff não é "Lula". Contudo, ela pertence à mesma família política e foi sua colaboradora durante um certo número de anos, o que pode fazer pensar que haveria uma continuidade na política tomada pelo Brasil se ela ascendesse à presidência. Dito isso, ela se manifestou relativamente pouco durante a campanha eleitoral. Ao contrário, se José Serra fosse eleito, haveria motivo para crer que se retornaria, ao menos parcialmente, a uma aproximação com o mundo ocidental e, por conseguinte, a ligações mais distantes com o resto da América Latina. Durante suas raras declarações, ele se mostrou muito crítico em relação ao Paraguai e a Bolívia, como contra o Mercosul. Ele igualmente insistiu em fazer com que o Brasil busque outros modelos de relações comerciais ao nível mundial. Isso sugere um retorno à diplomacia de antes, exceto que o Brasil não é mais o mesmo. A partir disso, não está claro como um presidente, mesmo de sensibilidade política diferente, não poderia considerar as conquistas registradas pelo país nestes últimos sete anos. Antes de 2002, o Brasil entrava na categoria de Estados-pivôs, ou seja, que serviam de intermediários, de aliados fundamentais dos EUA na América do Sul, assim como a Inglaterra na Europa ou o Japão no Extremo Oriente. Hoje, é difícil imaginar o Brasil endossar esse papel relativamente subalterno.
O que falta ao Brasil para tornar-se a grande potência de amanhã?
No momento, a maior dificuldade é a ausência de consenso social, devido às grandes desigualdades existentes no seio da população [os mais ricos, que representam 10,5% da população (20 milhões de pessoas), detêm 50% da renda total]. Entretanto, o governo de "Lula" inscreveu o social no coração de suas prioridades desde 2003. Todos os índices confirmam que no curso dos sete anos passados, houve uma forte redução da população pobre no Brasil, graças a um certo núero de medidas, das quais o programa "Bolsa Família" [que beneficia 12 milhões de lares desfavorecidos, ou seja, 50 milhões de pessoas]. A justiça social é a primeira condição que o brasil deve preencher se ele quer ter o caminho livre para subir ao estado de grande potência mundial. Em seguida, ele deve conseguir diversificar sua economia e não mais ser só um país exportador de matérias primas agrícolas [soja, açúcar, beterraba] ou minerais [ferro], o que contribui para o desequilíbrio de seu comércio exterior.
Enfim, há um outro ponto delicado a considerar, agora de ordem estratégica e militar: o Brasil é proibido, por ter assinado o tratado de não proliferação, a ter acesso a armas nucleares, ao contrário de todos os membros permanentes do Conselho de Segurança. Ele está tentando, então, compensar esse diferencial desenvolvendo sua indústria de armamentos, daí seu acordo estratégico assinado com a França em 2008 [a França sendo a única grande potência nuclear a ter aceitado concluir acordos levando em conta transferências tecnológicas e a não condicionalidade nas vendas de armas]. Isso manifesta uma vontade muito clara de possuir capacidades militares importantes. Atualmente, o Brasil é de qualquer forma o único país da América Latina a poder se projetar no exterior graças ao antigo porta-aviões francês Foch, comprado na época do presidente Cardoso.
Entrevista concedida a Aymeric Janier

A diplomacia sob a era "Lula"

  • 11 de junho de 2003: encontro entre "Lula" e seu homólogo argentino, Nestor Kirchner, visando criar um parlamento regional para reforçar o Mercosul.
  • 20 de junho de 2003: Viagem oficial de "Lula" aos Estados Unidos, e encontro com George W. Bush, ocasião na qual muitos programas de cooperação são anunciados, notadamente nos domínios da energia e da luta contra a pobreza no Brasil.
  • 2-8 de novembro de 2003: Viagem de "Lula" à África (Angola, Moçambique, Namíbia, África do Sul) a fim de consolidar as relações sul-sul e a posição do Brasil em face aos países do norte.
  • 10-14 de abril de 2005: Novo deslocamento de "Lula" na África e assinatura de acordos bilaterais nos domínios político, econômico e técnico.
  • 4 de julho de 2007: Primeira conferência UE-Brasil em Lisboa, na qual a finalidade é promover uma cooperação reforçada em diferentes níveis (mudança climática, luta contra a pobreza...).
Edit: alguns errinhos.
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