Melhores maneiras de conseguir uma namorada

Elogios Os elogios são uma das maneiras mais rápidas e fáceis de fazer com que alguém se sinta melhor. Há um bônus adicional para elogiar os outros – faz você se sentir bem em dizer algo de bom para alguém. A equipe do Blog Me Apaixonei pesquisou na internet e nas redes sociais e reuniu uma lista de elogios incríveis… Uma vez que vocês entrarem em um relacionamento mais sério, porém, precisará encontrar o equilíbrio entre os dois. Uma das melhores maneiras de fazer isso é promovendo trocas. Em troca de fazer algo que ela adora agora, vocês dois vão fazer algo de que você gosta na próxima vez. Como eu disse na introdução, provavelmente existem milhares de maneiras de conseguir uma namorada. Mas o que se segue são principalmente coisas sobre as quais você precisa deixar claro, e que são quase inevitáveis se você estiver procurando por um relacionamento feliz. E claro, de vez em quando sempre existe a opção de um bar ou balada com os amigos. 7. Faça ela rir. Todos já estamos carecas de saber, mas nunca é tarde para relembrar: mulheres curtem homens divertidos. Se um homem é capaz de fazer uma garota se divertir, ele ganha bônus na escala da atratividade. Mas cuidado para não passar do ponto. Uma maneira criativa e que com certeza irá surpreender a sua futura namorada é levá-la para jantar em um restaurante chinês ou um restaurante que ela queira conhecer e que as amigas dela comentaram alguma vez quando vocês estiveram juntos, mas antes converse com o dono e combine com os responsáveis da cozinha de colocar dentro de um ... Vê a nossa lista de skins mais populares e recentes de Minecraft! Transfere a skin que mais combina contigo! Essa frase pode ser dita de várias maneiras diferentes, mas sempre mantendo o mesmo intuito. Uma das melhores coisas que você pode fazer é elogiar as atitudes de sua namorada. Fale exatamente das coisas que você mais admira nela, como por exemplo, a coragem, a sinceridade, a bondade, a fé ou qualquer outro motivo. 5 Dicas para conseguir uma namorada 12 de março de 2020 3 de janeiro de 2020 Por Marcel Kume Se com a aproximação do dia dos namorados você está percebendo que faz falta na sua vida uma garota e o seu intuito é o de conquistar pra valer uma mulher para chamá-la de sua namorada, está na hora de arregaçar as mangas. Como Ser um Bom Namorado. Ser um bom namorado nem sempre é fácil, mesmo que você tenha a namorada mais incrível do mundo. Um bom namorado sabe quando deve falar ou ouvir, quando deve oferecer conselhos ou apenas simpatia e quando é a hora... Qualquer dia é dia para surpreender a amada e esquentar a relação entre um casal. Se você quer presentear sua namorada, seja no aniversário dela, aniversário de namoro de vocês, ou qualquer outra data especial, e não sabe bem o que comprar, nós fizemos uma lista com 25 ideias que irá agradar a grande maioria das mulheres.

A ignorância é uma bênção

2020.09.19 14:53 TezCalipoca A ignorância é uma bênção

A ignorância é uma bênção. Não sei se alguém já cunhou essa frase antes, mas cada vez mais consigo perceber o quão verossímil ela é.
Não me refiro a ignorância bruta, à forma humana agressiva e violenta, de tratar das coisas sem conhecimento. A ignorância de não saber o que aconteceu com o computador e tentar consertar através de golpes na máquina. A ignorância de um homem que é incapaz de compreender a liberdade e a independência de uma mulher e com isso, parte para agressões, como maneira de justificar a posição superior que supõe estar.
Falo de uma ignorância intelectual. De uma falta de interesse sobre o mundo. Até mesmo de uma falta de ambição. Uma despreocupação com o futuro, com o que se passa em Brasília, com qualquer outra coisa que não seja o agora. Grande parte da população brasileira (quiçá latino-americana) se encontra nesse âmbito da ignorância.
Essas pessoas não possuem grandes metas de vida. Normalmente, no caso masculino, a grande preocupação, o grande sonho, é possuir um carro. Não precisa ser um carro completo, não tem problema pagar 72 prestações de R$500,00. O importante é ter um carro para chamar de seu, que possa usar nos fins de semana, ou quando quiser “dar uma banda”, como se diz por esses rincões gauchescos.
Até mesmo o carro pode ser algo simples. Afinal, o Gol caixa de 1992 é estiloso. Esses homens, que denomino aqui como ignorantes (e veja bem, não me cancele antes de entender o significado e a razão pela qual uso dessa nomenclatura!) almejam, simplesmente, um carro. Trabalham suas oito horas por dia em fábricas, lojas, mecânicas, eventualmente escritórios, com seu salário em torno de R$1.700,00 por mês. Não precisam de mais do que isso. É o suficiente para pagar as prestações do financiamento, os boletos de água, luz, internet e da TV a cabo que não usa. Até consegue fazer sobrar um dinheiro para sair beber uma cerveja com os amigos no fim de semana, ou ir em uma “baladinha pegá as mina”. Ou para tornar esse texto mais próximo da minha realidade geográfica, “pra pegá muié”.
Qual é a meta desses homens, após conseguir seu carro? Investir em uma educação, para poder ter um emprego melhor e que lhe seja mais aprazível? Preparar-se para viajar para lugares diferentes do mundo? Abrir um empreendimento? Não. O homem ignorante não tem ambição, não tem a capacidade de planejar. Para ele, alcançado o seu sonho de ter um carro com 24 anos de idade, é hora de seguir com a vida.
Muitos passam mais alguns anos usando o salário para fazer investimentos. Mas não em ações, negócios ou educação. Investimento no carro. Rodas, som, estofamento de couro, qualquer coisa é suficiente para que o homem ignorante queira usar seu suado dinheiro para fazer seu Kadett 1988 ficar mais atraente, mais potente, mais bonito. Outros homens, porém, não sentem tanta atração assim pelo seu carro. Que fazem então com seu salário? Usam com sua namorada.
A namorada. A mulher. Todo homem ignorante quer ter uma companheira. Não significa que ele seja fiel a ela, ou que ele a ame de verdade. O mesmo talvez seja verdade para com a mulher. O homem ignorante quer uma mulher porque para ele, somente assim ele poderá ter uma família. Mas que tipo de mulher iria se interessar por esse tipo de homem?
A resposta é muito simples. A mulher ignorante. Assim como sua contraparte masculina, ela também não tem ambição, não tem metas, não tem planos. Findo o Ensino Médio, com sua gloriosa festa de formatura, momento mais alto de sua vida, onde está embebida do carinho (nem sempre verdadeiro) de suas amigas. Onde recebe elogios pelo simples fato de respirar. Onde sente que alcançou uma conquista deveras relevante – e que talvez realmente o seja, se considerarmos o contexto da mulher ignorante.
Após esse apogeu da sua juventude, a mulher ignorante segue o mesmo caminho do homem ignorante. Algum trabalho simples, com pouco esforço intelectual, em lojas, supermercados, eventualmente como secretárias ou recepcionistas. Ninguém quer lhe oferecer uma função melhor. Ela não quer uma função melhor.
Qual o sonho dessa mulher ignorante? Ao contrário do homem, não é algo que se materializa em um carro. É algo maior: uma família. Em cidades interioranas, a forte presença de ideários machistas ainda faz as mulheres sonharem em ter um casal de filhos e um marido, em um casamento onde dificilmente haverá amor. Mais justo dizer que há uma obrigação nesse casório. Não querem ter suas vidas, seus sonhos, seus projetos. Querem apenas um lar para cuidar.
É nesse momento que os dois ignorantes se encontram e assim, dão início a sua longeva vida como casal. Talvez se conheçam em uma festa genérica. Talvez se conheçam nas redes sociais, com uma conversa genérica. Talvez sejam apresentados por amigos em comum, também genéricos. Independente de tudo, os ignorantes se encontram e começam sua vida ignorante de maneira conjunta.
Aos poucos os filhos nascem. Normalmente os ignorantes querem um casal de crianças, para que o guri seja educado pelo pai e a guria pela mãe. Assim como seus progenitores, esses pequenos também serão ignorantes, também herdarão essa falta de ambição, de visão, de planejamento.
Mas não vamos nos adiantar. Antes, vamos analisar o casal ignorante. Muitas vezes as amarras machistas se mantem nesses casais, onde a mulher assume o papel de dona-de-casa, como isso função natural feminina. Mas existem casos – muito mais movidos pela necessidade material – onde ambos trabalham. De qualquer forma, a rotina da família é sempre a mesma. As crianças estudam, pai e mãe trabalham. Às vezes há a visita de familiares, primos e tios igualmente ignorantes. As férias, no máximo, consistem em viajar para uma praia. E durante todo o tempo, a família ignorante vai para a mesma praia e faz a mesma coisa. Sentam-se na areia olhando para o nada, bebendo cerveja e mexendo no celular. As crianças, como lhes é próprio da infância, aproveitam para brincar no mar. A imaginação faz com que qualquer grão de areia possa ser único e divertido à sua maneira.
Mas as crianças viram adolescentes. Adolescentes ignorantes. Não há um interesse em estudar, a maior preocupação são as fofocas dos amigos (e dos inimigos) e dar uns beijos, eventualmente. Pai e mãe não fazem essa cobrança dos estudos. Afinal, única coisa que importa é passar de ano. Para que exatamente, não se sabe, mas é importante.
Durante toda essa existência familiar, esse homem, essa mulher e essas crianças ignorantes não almejam nada que esteja fora do alcance. Talvez não saibam da possibilidade disso. São facilmente maleáveis pelos fluxos constantes da sociedade, em suas vertentes sociais e políticas. O pai não entende nada de economia, mas sempre dá sua opinião infundamentada sobre alguma coisa. Normalmente leva em conta o que alguém lhe disse em uma mesa de bar. A mãe, se quer se preocupa com esses assuntos. À mulher ignorante lhe interessa apenas a fofoca, a intriga, os assuntos mundanos próximos da sua realidade. O arroz está caro? Que pena, mas sabia que a tia da Neusa, que era casada com o Robson, agora se casou pela terceira vez, dessa vez com um paranaense?
E os adolescentes ignorantes? São esponjas de ondas políticas e sociais, nem sempre com boas intenções. Quantos por aí sequer abriram um livro na vida? Não possuem nenhum senso de cultura a não ser aquilo que a massa consome. Tom Jobim? Legião Urbana? Djavan? O que lhes interessa é o MC alguma coisa, a dupla sertaneja de nomes genéricos, no máximo alguma cantora pop de renome internacional, como uma Anitta.
Ainda assim, essas pessoas são felizes. A maior preocupação é o entretenimento. O homem ignorante só quer sair nos fins de semana com seus amigos beber cerveja, comer carne e assistir ao jogo de futebol. Mesmo depois de casado, sua maior preocupação continua sendo o futebol e uma eventual bebedeira com seus amigos. A mulher ignorante, mais limitada ainda, só se preocupa com a vida dos outros. Nada lhe deixa mais feliz do que se reunir com suas amigas para conversar sobre a vida das vizinhas. Não há satisfação maior na vida.
E aqui venho novamente dizer que a ignorância é uma bênção. Por quê?, talvez você me pergunte. Afinal, após toda essa crítica a esse lifestyle dos ignorantes, como posso afirmar que isso é uma bênção?
Certa manhã, estava eu, estudando, como tenho feito nos últimos meses. Após estudar o que havia planejado, decido ouvir um pouco de música. Minha criação não foi a mesma de uma pessoa ignorante. Desde criança, minha mãe sempre me incentivou a estudar. Quando eu tinha cinco anos, ela me comprou uma Revista Recreio. A partir daí, desenvolvi um grande interesse pela leitura, pelo conhecimento. Paleontologia, arqueologia, história, até mesmo a criação geológica do planeta, tudo isso me fascinava e me instigava a ir atrás de explicações, de respostas.
Mas estou divagando. Voltemos à música. Meu gosto musical, não sei como foi desenvolvido, mas é um tanto, digamos exótico. Sou um grande aficionado por estilos musicais que não são muito ouvidos pelos rincões do Rio Grande do Sul, onde vivi minha adolescência e meus primeiros anos como adulto. Tango, salsa, jazz, blues, bossa nova, só para mencionar alguns. É claro, não quero dizer que sou um erudito, até porque também gosto de ouvir estilos musicais mais populares.
O ponto que quero tratar aqui, é que nessa manhã, após os estudos, decido ouvir um tango, enquanto me arrumava para sair. A elegância e a qualidade musical me deixaram estupefato de maneira única e logo comecei a refletir sobre meu futuro e como adoraria, em alguns anos, visitar novamente Buenos Aires.
Logo que penso nisso, vejo o que tenho feito da minha vida. Quantas preocupações, ânsias, tormentos não tenho passado por conta do futuro? Em pensar se terei sucesso no que almejo? Não pretendo compartilhar meus sonhos, mas com certeza é algo muito mais grandioso (é claro que é relativo, mas me refiro no sentido de esforço) do que um simples carro.
Pensar em quanto eu e tantos outros, que estão fora dessa categoria de ignorantes, se preocupam com essas questões, me deixou reflexivo. Basta ver a quantidade de pessoas ansiosas no Brasil. Ansiosas por esses mesmos temores: será que terei sucesso? Será que conquistarei o que almejo? Será que vai dar tudo certo? Preocupações essas que os ignorantes não possuem. Afinal, a cerveja da sexta-feira é garantida.
É claro, os ignorantes ainda se preocupam em quem sabe perder o emprego. Mas normalmente, seus trabalhos não requerem muito esforço. Os ignorantes só querem receber o salário, sem se preocupar em buscar uma posição melhor, uma renda melhor.
Com isso concluo que a ignorância é uma bênção. A ignorância lhe permite ter uma vida feliz. Uma vida simples, sem variar muito, mas sem dúvida feliz. Uma vida protegida das hostilidades do mundo, uma vida abençoada, pela ignorância. Através desse véu que ilude e que engana, os ignorantes são satisfeitos.¹
¹É claro que existem inúmeras questões sociais em torno do que compõe os ignorantes. Educação fraca, ausência de ações sociais, pobreza, enfim. Mas o propósito desse devaneio, não é questionar esses problemas, ou sequer apontar as consequências dessa ignorância intelectual. É refletir sobre como a vida é simples para aqueles sem conhecimento. Se você considera como boa, ou ruim, depende de você.
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2020.09.06 20:36 lvdovic Percebi que não entendo a ideia de amor romântico e nem o sentido de se ter um relacionamento.

Hoje eu vi um vídeo no YouTube de um criador de conteúdo e sua agora ex namorada falando como terminaram seu relacionamento da melhor maneira possível, super de boa e sem treta. Vi eles falando sobre alguns aspectos de um relacionamento daora, sobre companheirismo, sobre planos, romance, etc. Assim, eu percebi que eu simplesmente não consigo entender nada disso.
Fiz 21 ainda esse ano. Nunca namorei. Só não sou virgem porque no meu grupo de amigos todo mundo se pega e graças a deus eu não fiquei de fora. Desde a adolescência eu tenho muito problema com minha autoestima baixíssima, timidez enorme, e minha vida pessoal tá bem ruinzinha também (acho que faz uns anos isso).
Acho nunca me apaixonei de verdade. Só cheguei a gostar de umas pessoas, mas nunca nem falei o que eu sentia pra elas. Nunca nem cheguei perto de um relacionamento. Lembro que quando eu tinha uns 15/16 anos tudo o que eu queria era um namoro (sair com a pessoa, passar tempo juntos, além da vida sexual e etc), mas quanto mais o tempo passa, menos eu compreendo essas coisas. Hoje em dia não entra na minha cabeça do porquê das pessoas namorarem, de como elas conseguem passar tanto tempo juntas, de como funcionam esses sentimentos de amor romântico e companheirismo.
Sei muito bem que atualmente a última coisa que eu quero é um relacionamento, já que tenho muitos problemas internos pra resolver e não quero projetar nada em ninguém, mas mesmo sabendo que um dia eu ainda posso consertar esses traços ruins, eu não consigo conceber uma realidade onde eu não vou estar sozinho. Eu sei que boa parte desse pensamento só existe por causa da minha autoestima afundada (eu sei que é objetivamente possível achar alguém que goste de mim, mas as vezes fica difícil de acreditar em mim mesmo e que eu mereço ter alguém do meu lado), mas, como eu disse antes, conforme o tempo passa eu assimilo cada vez menos o significado de se ter um um relacionamento, de conseguir amar de maneira romântica uma pessoa (porque vejam bem, eu, por exemplo, amo meus amigos, mas sei e imagino que amar alguém de maneira romântica é completamente diferente), de ter alguém ao seu lado todos os dias, de fazer planos juntos.
Espero que um dia eu consiga passar por cima desses pensamentos. Mesmo que tudo isso seja extremamente abstrato pra mim hoje, eu imagino que deve ser muito bom esse negócio de amor. Todo mundo diz que é incrível. Es mesmo tendo a parte ruim de sofrer caso não dê certo, eu queria muito viver e entender tudo isso um dia.
(criei uma conta nova só pra desabafar isso sem correr o risco de alguém que eu conheça reconhecer meu outro username e espero do fundo do meu coração que nenhum conhecido reconheça toda essa minha descrição aí ahduabduhshdbdud)
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2020.08.02 23:33 hanigares sinto que não conseguir comer e emagrecer ao ficar triste é melhor que comer demais e engordar

gostaria de ser alguém que fica triste e não consegue comer, já que se perde peso. se eu tô triste, como toneladas de doce pq comida dá um alívio, uma felicidade momentânea, e me sinto pior depois (e, claro, engordo ainda mais, o que só colabora pra ficar triste). por isso, sinto que seria melhor não conseguir comer ao ficar triste, pelo menos eu emagreceria, que é o que preciso (estou muito acima do peso). sim, eu sei que esse pensamento é errado, não é um jeito saudável de se emagrecer, eu sei que tenho compulsão alimentar, e deveria fazer exercícios e me alimentar de 3 em 3 horas pra perder peso de maneira saudável, mas eu sinto que simplesmente não consigo...já tentei diversas vezes. tive uma discussão sobre isso hoje com a minha namorada, que é desse jeito que mencionei, no caso, fica triste e não consegue comer, na vdd, ela não gosta de comer, pula refeições, também diz que não sente fome. ela já passou por uns maus bocados por causa disso, maus mesmo, o que me fez sentir mais culpada por pensar assim, mas eu gostaria de ser do mesmo jeito, já que se emagrece assim...sim, ela tem o metabolismo dela, eu tenho o meu, cada pessoa é assim, eu sei disso. mas ainda não consigo deixar de pensar. de modo algum quero zombar do sofrimento de alguém, sei que é realmente difícil comer para algumas pessoas...mas eu precisava muito desabafar isso, esse pensamento, mesmo estando errada. gostaria de parar de pensar assim, mas por enquanto, só consigo pensar que acharia melhor ter que engordar uns quilos do que ter que perder dezenas e só engordar ainda mais
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2020.07.27 04:44 thebluecoala Dependência Emocional

[Isso vai ser longo. Desculpa ;-;]
Faz um tempo em que me peguei pensando sobre isso, e desde então tem sido algo frequente na minha mente.
No meu primeiro relacionamento, eu era muito nova, e passei por uma situação dificil em que me vi completamente sozinha (sem amigos, sem nada do tipo), e eu só tinha meu ex. Nisso, eu criei um apego absurdo a ele, ao ponto de que eu não respirava sem ir correndo contar pra ele. Juntando isso com um comportamento abusivo dele, foram 6 meses que me geraram traumas pro resto da vida.
No meu segundo relacionamento (e último até agora), as coisas seguiram tranquilas. Ele sempre foi muito de boa, na dele, mas mesmo assim eu me tornei dependente. Chegou um momento em que ele me pediu um espaço, pois queria fazer as coisas dele sozinho, e não estar 24h por dia ligado em mim. Na hora doeu muito, e durante muitos meses eu me senti mal. Me senti a namorada chata, grudenta que tranca o namorado numa gaiola. Acho que inclusive cheguei a ser abusiva em alguns momentos. Bom, com o tempo eu comecei a melhorar. Me libertar aos poucos disso que eu pregava pra mim mesma como ideal, aprender a fazer as coisas que eu queria sem ele, fazer amigos, interagir com os outros. Entrar na faculdade foi um passo que me ajudou demais, pois eu conheci pessoas novas, me vi obrigada a interagir com elas (porque né, trabalhos em grupo, coisas do tipo), e nisso fiz amizades incriveis. Sério. Pessoas que eu dou a minha vida se precisar. Que se eu precisar largar esse texto agora, pegar o carro e ir socorrer com algo, eu vou.
Bom... Algumas coisas aconteceram na minha vida no ultimo ano, em especial a morte da minha cachorra (que estava comigo a 16 anos, adoeceu, e eu tive que me desdobrar em 40 pra cuidar dela. Tópico para outro desabafo talvez, mas foi uma situação extremamente dificil), que me deu um baque muito grande. Eu passei meses na mais profunda depressão (tipo, nível não tomar banho, deixar de cuidar da minha saúde, da minha aparência - meu cabelo é colorido, e eu deixei de pintar). Até que um dia, me deu um choque, quase uma onda de desespero, de que eu estava jogando minha vida no lixo. Bom, me vi obrigada a recomeçar... E talvez foi uma das melhores coisas que me aconteceu.
Fui atras de começar terapia, foquei nas minhas amizades, voltei a pintar o cabelo, foquei nos estudos (pois tinha relaxado demais), comecei a sair com os amigos da faculdade, comecei a lidar melhor com sexo, como eu pensava sobre, como eu lidava, e aceitar que ta tudo bem gostar de sexo e pensar sobre/sentir desejo, comecei a beber (eu não queria saber de beber, até que um dia resolvi provar, gostei e enfim), cheguei até a tomar meu primeiro "porre" num churrasco da turma e nossa, foi mega divertido. Fazia anos que eu não me sentia tão livre, feliz, animada, sem aquela voz chata da minha mente me atormentando, me provocando. Eu inclusive fiz uma tatuagem... da minha cachorrinha. Foi mega simbólico, e me ajudou a lidar melhor com a partida dela.
(Resumindo: eu dei uma despirocada hahaha)
Well... Eu achei que estava me sentindo mais livre da dependencia que eu tinha estabelecido com o meu namorado, mas acabou que foi só a gente se afastando mesmo. Pedi pra terminar.
Nesse momento, eu comecei a pensar um pouco sobre dependencia emocional... que isso tava me travando demais de viver a vida. Nossa, olha quanta coisa eu deixei de fazer porque meu namorado tinha que estar comigo e fazer também, e aprovar, e ter ciência sobre porque senão eu ficava apavorada. Eu sinto que meu primeiro relacionamento me gerou isso de "preciso ter alguém comigo aprovando meus passos senão eu estou errada". O fato do meu relacionamento com a minha mãe ser meio conturbado não ajuda. Nos damos bem, mas minha mãe é aquele tipo de pessoa que quer mandar em todo mundo, e tudo tem que ser do jeito dela, então eu cresci tentando agradar, e to sempre evitando possíveis brigas.
Bom.. Acabou que me peguei num ciclo de dependencia de novo. Com meu amigo, meu melhor amigo. Ao contrário dos meus dois ex, nós dois parecemos ter essa coisa mútua de querer conversar o tempo todo e contar tudo, e pedir opinião (as vezes ele vem me pedir opinião sobre o que cozinhar pra janta ou almoço), mas é obvia a diferença gritante de que ele não é dependente de mim, enquanto eu aos poucos pareço estar me tornando dele. Quando sinto isso acontecer, eu paro, respiro e vou fazer outra coisa. Quando surge aquela vontade doida de ""pedir permissão"" ou "eu preciso falar com ele, eu nem tenho o que falar mas eu preciso", eu só dou meia volta e vou fazer outra coisa. Olha, tem ajudado bastante. Sério. Mas sinto que tenho um longo caminho ainda pra conseguir me livrar disso. (E olha, eu gosto dele. Não quero que eu acabe estragando nossa amizade por causa dessa possível dependencia. Se for pra algo rolar, quero que seja de maneira saudável pros dois).
Ás vezes sinto que nunca vou conseguir superar isso, que sempre vou precisar de alguém à tira-colo pra me orientar e "aprovar" meus passos. Mas eu to tentando... To tentando focar em mim, e mostrar pra mim mesma que eu sou a melhor pessoa possível pra guiar minhas atitudes. Mas sei lá, minha mente não é perfeita, e as vezes eu falho (tipo hoje, mas ao invés de reprimir decidi vir aqui desabafar. E olha, deu uma aliviada).
Pra fechar o texto ridiculamente longo (peço perdão, mas agradeço se leu até aqui), vocês já passaram por isso? Seja dependendo de alguém, ou tendo alguém dependendo de vocês? Queria ver mais pontos de vista sobre.
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2020.07.24 19:45 TheGoldenMorn Me sinto um peso morto e procrastinação me consome

Já acompanhava esse sub faz um tempo, mas decidi colocar pra fora depois de ver uma situação parecida com a minha aqui. Bom, basicamente eu me sinto um 0 a esquerda em quase todos os aspectos da minha vida. Vou tentar resumir a história, apesar de ser longa, pra depois falar de situações mais específicas em que vivi.
Desde que me entendo por gente, fui um procrastinador. E a única coisa que me fazia não procrastinar eram crises de pânico que me causavam noites de insônia, ansiedade, perda de apetite e todo o pacote de crises desse tipo, geralmente tudo isso acontecia na escola. No término do 3º ano do EM, aprovação do vestibular e entrada na faculdade passei a ter crises surrealmente fortes, passei por tratamento psiquiátrico e psicológico, comecei a tomar medicação. Bom, eu me senti melhor, de verdade. Parei de ter crises de pânico, parei de ter noites de insônia, conseguia me manter mais calmo. Mas, a procrastinação continuou. E isso foi me afetando de outras maneiras. Eu tinha uma namorada desde o Ensino Médio, no final da faculdade ela me deixou quando conseguiu avançar na carreira. Não a julgo, quero dizer até julgo um pouco, mas eu não estava construindo nada. A procrastinação agora agia sem um freio. Antes, regulada pela ansiedade, eu parecia combater um monstro com outro, agora eu simplesmente pareço não conseguir controlá-la. E isso me atinge demais. Bom, após isso tudo, comecei um outro relacionamento e minha vida continuava indo de mal a pior: briguei feio com meu pai, fiquei expulso de casa umas semanas, até capotei o carro e dei PT (um dos motivos pra briga com meu pai). Pra fechar com chave de ouro, minha namorada engravidou. Eu sempre quis ter filho, sempre me vi como um pai, sempre amei crianças, mas o timing foi o pior possível. Minha família me apoiou muito, eu e meu pai fizemos as pazes, a família da minha namorada também, na medida do possível (e eu entendo o lado deles, afinal eu era basicamente um cara que vivia de bicos que engravidou a filha deles num relacionamento recente).

Passado o susto, comecei a estudar pra concurso já que minha área de formação não tinha perspectiva a curto prazo e a procrastinação me consumia diariamente. Tentei elaborar estratégias, mas sempre fugia das obrigações. Tentei fazer o amor pelo meu filho me motivar e me motivou, mas não o suficiente para que eu conseguisse a aprovação. Minha namorada e eu começamos a morar juntos e passamos a brigar MUITO. Meu filho nasceu e eu nunca amei tanto uma pessoa na vida. Foi o momento mais sublime que eu poderia esperar receber como um ser humano. Inspirado nisso, comecei um emprego intermitente horrível que me pagava muito menos que um salário mínimo e ainda me fazia levar bastante trabalho pra casa. Saí depois de um ano quando começaram a atrasar os salários. Foquei num concurso e passei muito bem, mas exigia teste físico e eu estava bem acima do peso (princípio de obesidade). Meus pais se ofereceram pra pagar um personal trainer, mas era caro e tentei fazer exercício na academia. Não consegui bons resultados, comecei a ter crise de ansiedade e aceitei o personal. O personal disse que eu estava muito em cima da hora pra começar com ele, mas podíamos tentar. Comecei a ter dores, tonturas e fisgadas o suficiente pro personal dizer que não daria, que eu poderia ter um infarto ou algo do tipo se continuasse nesse ritmo. Nisso, a mãe do meu filho me deixou. Vivemos com guarda compartilhada e, apesar de ver meu filho sofrendo muito de saudade de mim ou dela, sei que está melhor assim. A relação se tornou mais sadia, muito mais. Continuei tentando focar pra concurso, QUASE passei em um muito bom aqui na minha cidade, mas não consegui. Depois disso, veio a pandemia. Não tenho concurso pra fazer, não tenho bicos pra arrumar dinheiro, basicamente recebi o auxílio emergencial e tô tentando recuperar meu fôlego diário pra estudar. Eu amo ser pai do meu filho, participo de tudo o que posso na vida dele, me sinto uma pessoa útil e boa quando tô com ele. Eu sei que minha família se esforça muito por mim, por me sustentar, me ajudar a sustentar meu filho. Mas, ainda assim, não consigo me focar pra estudar ou arrumar um emprego. Eu não entendo, sabe. AHHHHH...

Tirando essa timeline, aqui vai alguns desabafos: Eu desenvolvi depressão nos últimos anos, acho que dá pra ver pelo meu texto. Tinha deixado de ir pra psicólogos desde 2014 e voltei recentemente, antes de terminar com a mãe do meu filho. Passei a tentar combater meus problemas mais ativamente como a psicóloga aconselhou, coisas como: tinha problemas de auto-estima por conta do peso, ficava muito tempo parado em casa, me comparava demais com outros, então desde que "quase" passei no último concurso, sabendo que poderia ter uma recaída na bad, foquei em exercícios físicos, uma vida mais saudável e dieta. Consegui perder 8kg. Corria/caminhava 6km quase todo dia. Veio a pandemia, perdi a psicóloga (o plano não adaptou pra consulta online), parei de correr fora de casa, tentei adaptar pra me exercitar em casa mesmo, mas não era a mesma coisa. Não tinha mais concursos pra estudar, não tinha mais pessoas pra interagir. Eu moro numa cidade que a pandemia está começando a "cair" depois de ter atingido o pico, então meus pais começaram a chamar pra fazer exercícios aqui na rua de casa mesmo, sem muito movimento. Tô tentando voltar a estudar pra concurso, mesmo sem perspectiva de reabertura. E, não sei, eu queria fazer diferente. Já são 27 anos da minha vida comigo sentindo isso. Queria saber como combater. Eu quero poder sustentar meu filho, ter independência financeira... Minha família é classe média, mas sempre vivemos apertados. Mesmo assim, eles sempre tentaram me ajudar, mesmo eu sendo uma pessoa complicada. Sei lá, eu sinto como se tivesse algo de errado comigo, como se eu fosse o mais próximo de "amaldiçoado" geneticamente.

Sabe quando capotei o carro? Cara, eu não tinha bebido, eu não dormi no volante, eu não estava distraído, eu não estava dirigindo rápido, eu estava simplesmente andando a 60km/h numa reta, meu pneu estourou, eu senti um solavanco, tentei frear, o carro girou na pista e eu capotei algumas vezes. Saí incólume, só com um arranhão num braço, mas sem entender absolutamente nada e com o carro dando perda total. Virou até uma piada interna da família porque ninguém acredita veementemente na minha versão. Recentemente, comecei a me relacionar pela internet com uma garota e no começo, como toda relação costuma ser, foi incrível, mas agora já sinto o peso de tudo isso que vivi novamente. Ela é muito bem de vida, o pai dela é bem rico e, mesmo eu sempre deixando claro das minhas condições financeiras e ela procurando ser compreensiva, eu sei que uma hora isso vai pesar na relação. Sempre pesa. Sei disso porque já me aconteceu duas vezes. Não é interessante ser alguém fracassado na vida. Ainda mais sendo homem (e isso eu não digo falando que homem sofre mais, estou querendo dizer que até nisso o machismo atinge os homens quando você é visto como sendo "sutentando" pela companheira). Ainda mais sendo pai.

Eu nem falei tudo que queria, mas vou parar agora porque o texto tá surrealmente grande. Sei lá, na minha cabeça ter narrado essa timeline bagunçada pareceu importante. Peço perdão por isso. Agradeço só de alguém ler. Alguém aí já conseguiu combater esse mal que me assola? Força a todos.
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2020.06.24 22:48 whote__ historia nada a ver mas precisava desabafar pq sinto que vou EXPLODIR

Não sei bem por onde começar, mas bem... Oi turma :) Prefiro deixar meu nome em off, queria contar uma historia que aconteceu/vem acontecendo há um tempo e eu sinto que vou sufocar se não conseguir falar isso pra alguem... Eu comecei a namorar um colega de faculdade no começo de 2019, ele tinha uma fama de sempre ser escroto com garotas, de ficar falando mal pelas costas, achei que fosse mentira, até pq na faculdade eu também tinha fama de piranha, mesmo sem ser (só havia ficado com duas pessoas da universidade inteira durante os 3 anos que cursei, larguei logo em seguida o curso). Enfim, mesmo se ele fosse essas coisas, achei que poderia mudá-lo... Bom, no começo era incrível, a gente se divertia muito, nosso ciclo social era o mesmo, então era muito mais fácil. A gente costumava ir muito pra barzinhos, bebia muito, mas eu nunca quis fazer nada a mais com ele, nunca me senti confortavel pra fazer coisas com ninguem e também nunca sequer senti vontade. Até ai tudo ok, até que um dia eu tava muito bebada e pedi pra ele me levar pra casa, encostei a cabeça no vidro do carro e fui dormindo no caminho, quando acordei ele tava me levando pra um motel, e eu entrei em panico e simplesmente desci do carro e sai andando sozinha na rua, de madrugada, até encontrar um posto de gasolina e então pedi um uber de lá. Depois desse dia eu decidi terminar, mesmo gostando muito dele. Passou um tempo, eu tava num role com uns amigos, ai acabaram soltando que ele tava ficando sério com uma menina (que se dizia muito minha amiga), e não faziam nem duas semanas que a gente tinha terminado, e eu no auge do alcool e da minha falta de noção, liguei pra ele, falei que tava com muita raiva, que amava ele, e tudo ele respondendo que se sentia do mesmo jeito, que queria ficar comigo mas não ia terminar com a carls só pq eu tava pedindo pra voltar. Enfim, mesmo com todo esse drama, ele continuou com ela, mas toda noite me ligava, falando que me amava e um monte de coisa linda, tal dia eu resolvi confrontar a menina, pq ela era minha amiga ne? Ela falou que não quis me dizer nada pq não queria me magoar, que ela tava apaixonada por ele e que sim, eles iam acabar namorando. Até que na vespera do meu aniversario, fui num evento na faculdade, que eu ja tinha largado nessa época, e como eram os melhores amigos que tinham organizado, eu fui pra dar meu apoio (e pra beber de graça também ne kkkk). Ele tava lá, e a menina não, acabou que o evento terminou umas 22h e eu disse que queria virar meu aniversário junto com a galera, dai a gente foi pra um barzinho e ficou por lá até meia noite, dai quando a gente tava indo pra cara, ELE insistiu com o pessoal pra deixar eu e meu melhor amigo em casa (pq a gente mora muito perto) dai ele deixou meu amigo em casa primeiro, e eu tava extremamente alterada, dai na hora que ele parou na porta da minha casa ele me beijou, e eu trouxa apaixonadinha deixei, mas ele ainda tava com a garota. Ok né, depois desse dia a gente voltou, só que as coisas ficaram meio estranhas, ele insistia pra me buscar na faculdade todo dia (eu tinha começado outro curso, a aula acabava 23h e ele morava do outro lado da cidade), ele ficava com raiva se eu não respondesse ele no whatsapp quando eu tava no trabalho, ou ficava puto pq quando eu chegava em casa e dormia, e ainda ficava entrando no assunto de sexo constantemente, e eu nao queria, sinceramente nao queria. Minha rotina era extremamente puxada, eu tava treinando pra um campeonato nacional (sou atleta de mma), entao de 7h até umas 10h~11h eu treinava, corria pra entrar no trabalho 12h e saia 19h e depois corria pra faculdade pra entrar 19h e sair 21h, então muitas vezes eu nao queria sair no fim de semana, eu so queria descansar, e ele tinha muita raiva disso. Até que no começo desse ano, bem no começo de janeiro, eu decidi terminar, pq nao tava conseguindo priorizar ele da maneira que ele queria, mas ai começou o problema, primeiro que quando eu falei que queria terminar ele soltou um "eu devia ter escutado meus amigos e nao ter namorado uma puta como voce", e detalhe que ele sempre ficava trazendo coisas do meu passado como se fossem muito erradas, tipo eu ter ficado com pessoas (????) como se fosse super errado... No dia que terminei, ele passou a noite inteira com o carro estacionado na frente da minha casa, e no outro dia e no outro... Começou a aparecer no meu trabalho, no estacionamento da minha faculdade, e foi ai que minha sindrome do panico voltou a atacar, comecei a ter crise de ansiedade, ataque de panico so de ver carro igual ao dele na rua. Então chegou ao ponto que eu não conseguia mais sair de casa, só consegui sair lá pro final de março, depois dos meus amigos insistirem muito, então a gente foi, curtiu uma noite muito daora, foi super divertido, uma dia perfeito. Mas como nada pode ser perfeito, quando a gente tava do lado de fora do barzinho decidindo qual ia ser a rota do uber, ele apareceu la do nada, ninguem tinha falado, ninguem tinha postado nada, eu implorei pros meus amigos nao falarem pra ninguem onde a gente ia estar, mas lá tava ele, sozinho no lugar que a gente tava. Eu comecei a passar mal, e pedindo pra ele ir embora, e ele dizendo que queria conversar comigo e que me deixava em casa, depois dele insistir muito e de contraria todos meus amigos eu aceitei ir com ele pra ver o que ele tinha pra falar, foi a pior ideia da minha vida. Então a gente tava no carro e ele começou a falar como eu tinha sido ingrata, como eu tinha sido uma namorada ruim e eu tava tão focada na conversa que não percebi que de novo ele tinha me arrastado pra um motel, e começou a insistir pra eu entrar com ele pq ele queria so terminar de conversar, e a gente nunca tinha como, e então eu nao aceitei, eu tava com medo, queria ir pra casa, meu celular tava descarregado, e ele começou a insistir que eu subisse, e eu nao queria, até que consegui me soltar dele e, posso estar louca mas posso jurar que ele me empurrou da escada, mas foi meu jeito de fugir e sai correndo até chegar na recepção e pedi pro cara chamar um uber pra mim, meu braço tava doendo muito. Consegui sair de la, cheguei em casa chorando mas não podia contar o que tinha acontecido/o que vinha acontecendo pros meus pais pq eles são muito crentes e iam acabar me culpando por tudo, então inventei uma historia qualquer pra minha mãe pq ela ja tava com muita raiva de mim por estar chegando 4h da manha em casa, então tomei um banho e fui dormir, e com meu braço doendo muito. No outro dia meu braço tava super inchado, minha caixa de mensagem lotada de mensagens dele me xingando. Fui no hospital bater um raio x do braço, descobri que tinha quebrado, acabei perdendo o campeonato que eu tanto treinei pra participar e ficou por isso. Logo em seguida perdi meu emprego por conta da quarentena, tenho zero ideias de como vou pagar minha faculdade proximo semestre, e até hoje recebo constantemente mensagens dele me xingando e no outro dia pedindo desculpas pq ele me ama... Isso consome minha cabeça 24/7, penso nisso o tempo todo, tenho pesadelos todas as noites, então so durmo a base de remedio, e nunca pude contar nada pra minha familia pq eu que estaria errada nisso tudo. Peço desculpas a quem leu até aqui, eu literalmente so precisava desabafar...
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2020.03.12 12:51 AlencarB7 A realidade é decepcionante

Tenho 23 anos e Já faz algum tempo que tenho me isolado de tudo e de todos. Foram muitas experiências negativas: decepções, frustrações, conflitos, etc. Há cinco anos atrás me brilhava os olhos de conhecer uma pessoa com os mesmos interesses que eu. Já hoje, nem tanto. Conforme vou conhecendo as pessoas vou também conhecendo os seus defeitos, e assim como eu, eles também são falhos, o que é absolutamente normal. Mas seila, chega um momento em que você cansa de se decepcionar com as relações, tanto de amizade, quanto familiar ou amorosa. E o único lugar onde se pode conseguir um pouco de conforto, é sozinho, pelo menos no meu caso, que sou um introvertido e praticamente um hikikomori (pessoa que se isola da sociedade).
Os livros, os filmes, as séries, os jogos, os animes, todos eles tem ocupado minha mente quando antes ocupava-se de amizades (algumas bem tóxicas, inclusive). E é incrível como eles nos mostram histórias onde o protagonista é cercado de amigos que valem mais que ouro e estão sempre ali para ajudá-lo, ou então as relações amorosas, que apesar dos seus tropeços sempre acaba com um final feliz e (aparentemente) eterno. Essas coisas, infelizmente, só acontecem no mundo da ficção, onde cada criador compartilha os seus próprios anseios e sentimentos, sem ninguém para atrapalhá-los.
Atualmente tenho uma namorada (que mora longe e nos vemos pessoalmente muito pouco por conta das dificuldades), e amigos virtuais, pois já abandonei os presenciais a muito tempo por também me decepcionar com eles. Ainda sim, mesmo os virtuais, também são decepcionantes. A humanidade é decepcionante. Eu inclusive, já decepcionei muitas pessoas. É tudo parte do mesmo saco de expectativas que a gente tá sempre inflando, mesmo sem querer. Relações sociais pra mim são superficiais e toscas, resumindo de maneira bem simplória o que Schopenhauer diz num de seus livros: socializar é coisa pra idiotas. Geralmente é um se achando mais que o outro, ou abordando temas superficiais como festas, carreira, sexo, etc. Não que falar disso seja de todo o ruim, mas no momento e lugar certo para isso. De qualquer forma, não é como nos livros e filmes, como já falei, onde as relações são sempre muito significativas e geralmente profundas. Não é que eu odeie totalmente as pessoas, eu gosto de estar com as pessoas certas ao meu lado. Mas conforme o tempo vai passando, começo a pensar que não existe "pessoas certas" e que o problema é, de fato, eu mesmo.
Cruel e decepcionante. A realidade não é como na ficção, afinal de contas. Na realidade você está sempre sendo bombardeado de expectativas de todo o lado: Consiga um bom emprego! Tenha uma família! Esteja em forma! Seja socialmente aceitável! Seja pontual! Tenha contatos! Namore! Transe! Vá para os eventos locais que todo mundo vai! Saiba todas as últimas notícias! Tire as melhores notas da turma! Seja educado! Seja rico! Tenha estilo! Não seja tão emotivo!
Sinto que não aprendi direito a viver nesse mundo. As coisas são sempre decepcionantes, no final das contas. Você nasce, vai pra escola, depois consegue um trabalho, talvez uma família, envelhece e morre. Tudo bem, alguns podem até dizer que isso é o suficiente ou que falando assim parece realmente idiota, mas isso é porque realmente é. É decepcionante.
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2019.11.30 04:18 IWishIWasMoreLikeMe Galera, eu só quero falar um pouco sobre minha vida e sobre a situação ruim que passei hoje com meu pai

TLDR: Levantei o tom com meu pai que me tratou mal durante minha vida, acabei sendo enforcado, quero ajudá-lo a tratar essas emoções ruins que ele sente pois ele é uma boa pessoa, tenho medo que faça algo ruim a si mesmo antes que de fato se dê a chance que merece, meu pescoço está doendo um tanto e devo ir para o hospital(minha namorada me convenceu a ir). Vou tentar ajudá-lo, se não for possível, ajudarei minha mãe com a separação. Espero muito que as coisas deem certo.
Primeiramente, me desculpem caso esse tipo de post não devesse estar aqui, eu pretendia escrever em um local como relationship_advice mas em inglês talvez as coisas ficassem mais incompreesíveis do que já estão.
Procuro apenas visões sobre a situação em que me encontro, já ajudei bastante gente pela internet, é minha primeira vez procurando ajuda e me "expondo". Bem não quero escrever um mega texto, conforme os possíveis comentários eu posso ir oferecendo mais e melhores detalhes, mas aqui vai um tantinho sobre mim: Tenho 20+ anos, estudo de maneira autoditada sobre ciência da computação, desde pequeno gosto principalmente de computadores, linguagem e física, atualmente faço freelances em cybersecurity(consultoria, bug bounties e reversing de malware) e tento fazer o possível pra estudar um pouquinho a cada dia.
Consigo dinheiro para pagar minha internet, presentes pra minha namorada e as vezes sobra um tantinho também para investir, mas me sinto mais destruído a cada dia... Minha namorada que também é minha única amizade simplesmente tem sido tudo que me dá forças nos últimos 3 anos. Devo a ela grande parte do progresso que tenho tido em minha vida, caso ela veja isso, eu te amo muito meu anjo, muito obrigado.
Bem, meu pai tem 60+ anos, é aposentado pelo exército, e hoje trabalha como vigilante, madrugada sim, madrugada não. Tem duas filhas com outra mulher que o expulsou de casa(recentemente descobri que a mãe dele também o expulsou), porém ele ainda o envia dinheiro pra eles e paga o aluguel, até ano passado ele no papel ainda era casado com essa outra mulher, depois de muita luta minha mãe conseguiu a "União Estável"(A outra mulher ainda se achou no direito de tirar metade do pouco que ele tem...). Ele ajuda com as contas de luz, água e leva minha mãe no carro quando é preciso, as vezes resiste um pouco, mas nunca o vi negar isso.
Bem talvez já esteja óbvio, eu ainda moro com meus pais, e sinto que as coisas são mais difíceis do que o necessário há muito tempo, infelizmente grande parte da minha memória parece ter sido apagada, acredito que por conta da depressão que tive a partir de meus 13 anos e não ter tido amizades pra reforçar as lembranças... mas tenho lembranças de minha mãe chorando, deles brigando diariamente, meu pai insultando tanto a mim quanto ela, e nós sempre ficando calados diante dessas atitudes. Nós dois sempre vivemos com medo de errar, eu sempre vivi com medo de contrariá-lo e até de brincar com ele, mas eu tive o privilégio de conseguir viver mais tempo olhando pra uma tela e estudando, fugindo dessa realidade, já minha mãe teve e meio que ainda tem que conviver com ele diariamente(não tanto nos últimos tempos porque comprei um celular pra ela) uma cama pra finalmente conseguir dormir(o que claro deixou meu pai triste :\) e uma Smart TV(ela sempre quis uma), ela internou duas vezes nos últimos 4 meses por estar com fortes enxaquecas, o médico me puxou para um canto e me disse o que eu já suspeitava "Isso é psicológico, puro estresse"
Há pouco mais de 1 ano minha mãe me contou que meu pai anteriormente deu um soco nela, e no dia que ouvi isso eu simplesmente fiquei triste, eu não esperava isso dele, apesar das más experiências... na verdade eu até imaginava que algum dia ele podia partir para a violência, ele sempre foi muito raivoso, mas eu não consegui acreditar que isso já havia acontecido... Bem, meu pai sempre foi de acusar a gente de cometer erros, de fazer o que na verdade ele faz com a gente "Vocês xingam" nunca o xingamos... "Vocês não me deixam falar" Só comecei a interrompê-lo de um ano pra cá, mas já quis fazer isso incontáveis vezes no passado, quando ele não foi capaz de perceber que estávamos desconfortáveis com o que ele estava falando ou até em vezes que vi ele sendo injusto "Vocês não falam direito e querem que eu adivinhe" Logo adiante verão que ele quem fez isso hoje mais cedo... "Vocês querem me deixar louco" O que eu posso dizer que durante minha crise por volta dos 14 anos eu também desenvolvi uma paranóia aonde eu achava que todos queriam me fazer algum mal, todos eram inimigos, isso colaborou muito no meu isolamento, sem amizades, sozinho, apenas consumindo livros e passando muitas madrugadas ouvindo a mesma entrevista do Richard Feynman em loop. Bem, certo dia eu tirei coragem de algum canto, e nesse dia conheci o amor da minha vida, com ela aprendi e tenho aprendido como eu provavelmente cresci em um ambiente um tanto hostil... mas eu nunca levei essa ideia muito a sério...
Eu sempre fui chamado de burro, tanto pelas crianças a minha volta durante a infância, quanto pelo meu pai de diferentes maneiras, e confesso que eu de fato sou um tanto lentinho(apesar de minha mãe dizer que eu falo muito rápido), já fui chamado de "retardado" por uma professora de inglês e durante muito tempo eu fracassei miseravelmente em contas matemáticas porque eu simplesmente não entendia os "porquês" por trás das regras... mas na internet encontrei o necessário pra certo dia conseguir ser chamado de "inteligente" apesar de nunca ter buscado isso, apenas me distanciei das pessoas e fiquei estudando, foram duas professoras, de química e história, também deixei um professor de matemática muito orgulhoso com minha apresentação falando sobre os planetas do sistema solar e minha explicação sobre as equações descritivas da gravidade, ele foi o professor que despertou meu interesse por matemática, ele me explicou que existia lógica por trás das regrinhas, um dos melhores dias da minha vida
Já me consultei com quatro psiquiatras e uma psicóloga, mas foi no meu primeiro psiquiatra por volta dos 14 que eu acho que devo ter tido a dica de qual era meu real problema, naquele consultório eu chorei bastante nos momentos que ele perguntou sobre meu pai, infelizmente meus pais me tiraram de lá porque achavam que ele pensava demais ao invés de dar uma solução. "Ele é meio bobo" esse foi o comentário do meu pai sobre o médico, pode não parecer um comentário tão ruim, mas o "bobo" dele pra mim é algo já bastante carregado. Pois bem, estou escrevendo muito, tá quase uma copypasta isso... Indo direto ao ponto... eu subi num pé de laranja que temos atrás de casa, inclusive agradecendo por poder comer laranjas que meu pai cultiva, então ele entrou em casa irritado dizendo "Não entendo porque a mãe(sim ele chama a esposa de "mãe"...) faz certas coisas..."
Minha mãe então começou a retrucar "O que eu fiz?" "Qual foi meu erro?" E ele não estava (como de costume) comunicando diretamente o que ele viu de errado, não estava facilitando pra ela... ele tende a achar que os outros não merecem facilitação(porque ele diz que nunca teve)
Essa foi nossa segunda grande briga, na primeira vez eu levantei o tom com ele, choramos... nos abraçamos... eu falei pra ele como eu admirava ele apesar dos erros, e tentei dizer pra ele como ele precisava aprender a ser mais querido com sua esposa e começar a pedir desculpas... as coisas não mudaram muito
Bem, hoje eu resolvi me meter de novo nessa discussão deles "Qual o problema pai?" "Sua mãe disse que trocou a água dos cachorrinhos, eu fui lá e a panela não foi trocada" São cachorros pequenos que ficam no terreno nos fundos de casa
Eu acabei insistindo no fato dele ter demorado tanto pra falar o problema
"Tá mas por que você não falou logo qual era o problema pra mãe?"
"Não adianta, vocês querem me deixar louco" "Eu não quero te deixar louco, eu estou comendo laranja"
"Vão lá atrás os dois e vejam aonde tá a água"
E de fato minha mãe esqueceu de dar água para os cachorros, mas eu tentei tranquilizar a situação
"Tudo bem pai, a mãe errou faz parte, eu levo lá pra eles a água"
Eu o ouvi resmungando, e infelizmente eu já não lembro mais o que foi dito a partir daqui...
Mas quando eu voltei eu disse "Negativo!" com um tom de voz alto e levantando o dedo, eu sei que eu estava tentando mostrar pra ele como ele mais uma vez estava invertendo as coisas...
Meu pai se levantou, veio até mim e eu me afastei, meu pai continuou vindo até mim e eu o empurrei, foi então que ele começou a apertar meu pescoço... Eu coloquei minhas mãos no pescoço dele também e o empurrei pra longe Ele ficou dizendo "Quer me bater?" e eu fiquei dizendo que não, minha mãe se meteu no meio e ele ficou me olhando com raiva e acho que ele tentou mais uma vez vir pra cima de mim "Por que você fez isso?" "Você se acha mais forte do que eu!" Dessa vez ele estava levantando a voz e o dedo "Você já vem me ameaçando há muito tempo!" Eu disse pra ele que não, não era minha intenção ameaçá-lo, ele disse que eu o ameacei ao levantar o dedo e minha voz Pela... milésima vez escutei minha mãe dizer " Isso passou dos limites, não dá mais"
E bem... meu pai disse "Você ainda vai perder teu pai" e eu retruquei "E você ainda vai perder teu filho" Ele foi lá para os fundos, com as mãos nos ouvidos(ele costuma fazer isso) mas dessa vez como na primeira eu insisti... eu conversei com ele mais uma vez... ele chorou quando falei sobre o que eu acho que ele sente... choramos bastante Basicamente ele passou pelo mesmo abuso durante a infância e tem cometidos erros porque não teve um amigo pra lhe dizer as coisas que eu o tenho dito nesses últimos meses além de sempre ter se negado a ceder a um "idiota que não resolve nada" vulgo psicólogo, ele não é fã de pessoas "que se acham"... enquanto isso ele diz coisas como "Eu to sempre certo" Mas bem... nos abraçamos de novo, eu pedi desculpas por levantar o dedo e a voz com ele, ele botou as mãos no meu pescoço fazendo carinho e chorando e disse algo como "Você sabe que minhas mãos não querem te fazer mal"
Minha mãe tinha uma viagem pra ir... cancelou... a convenci de ir já que já estava paga e acredito que pode ser bom pra ela...
Meu pescoço dói bastante ainda, e minha mãe tirou fotos das marcas que ficaram(eu nem havia notado tais marcas, não costumo me olhar no espelho) Eu devo fazer BO? Dói pensar em fazer isso...
Eu não sei ao certo porque minha mãe não se separou dele, ela disse já ter tentado mas parece que "ele não sai, e eu não vou deixar minha casa" mas hoje eu tendo a achar que é por conta de eu ainda não ter um carro(tentei tirar a CNH mas a porcaria do carro no dia da prova deu problema nas 4 semanas que fui, por sermos uma família não comunicativa nem sequer processamos a auto-escola(meu pai pagou as aulas))
Bem... por enquanto é isso jovens, estou com medo, bastante triste, mas com esperança de que posso conseguir ajudar meu pai a resolver os problemas que ele não resolveu até hoje. Eu quero ele bem, só tenho medo de não estar vendo as coisas como talvez eu deveria... Eu disse pra ele que não vou relevar esse dia acima da boa pessoa que sei que ele é, meus pais não se amam mais, eu disse isso pra ele, ele parece ter concordado com essa afirmação. É uma situação aonde duas pessoas boas juntas se tornaram ruins, e infelizmente eu estou no meio dessa confusão. No momento vejo dois caminhos possíveis, eu início o "tratamento" dele conversando com ele como nunca fizemos antes na esperança dele considerar ajuda profissional, e caso eu não veja isso como possível, farei o possível pra ajudar minha mãe a se separar dele. É
Obrigado de verdade por ler um pouco sobre mim, desculpe pelo péssimo texto, cabeça tá meio zoada.
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2019.11.07 03:25 Mustafasustenido Completei 30 anos, virei mago e isso me abalou profundamente

Caros colegas redditors.
Buscarei a melhor forma de contar essa história aqui e farei um TL;DR no fim, mas tentarei não deixá-la massiva.
Então... venho de uma família classe média alta onde o que mais tive foi amor e carinho.
Em minha adolescência viajei bastante pelo mundo com minha família, estudei em uma escola excelente, fiz muitos amigos (alguns hoje são meus irmãos de vida) e posso dizer que foi o melhor período de minha vida.
Porém nunca consegui me relacionar com nenhuma mulher. Terminei o ensino médio sem nunca ter dado um beijo. Só tendo encostado na mão de uma menina 1x e passando por dezenas de rejeições (perdi as contas da quantidade de vezes que me apaixonei e não fui correspondido).
Sei que isso, em partes, se explica pelo fato de eu ter sido o ser humano mais magro (com saúde) que já conheci. Sem entrar em muitos detalhes meu IMC era por volta 13, eu era literalmente só o osso. Mais de 1,80m e menos de 50 kg (muito tempo depois descobri que é simplesmente a genética, mesmo malhando existe uma barreira pra meu peso e cada segundo de sedentarismo me faz emagrecer), exames perfeitos. No fim da adolescência entrei pra academia e consegui um corpo magro normal, porém o estrago na minha autoestima já estava feito (apesar de eu ter convicção que a qualquer momento, naturalmente, as coisas aconteceriam e eu acharia alguma menina pra me relacionar).
Passei em uma das melhores faculdades do país, no curso que eu queria, saí de casa pra morar sozinho e estudar, tinha tudo pra minha vida continuar as mil maravilhas, mas encontrei meu primeiro problema. O local de estudo só tinha homens e, como eu não era muito de sair, me bateu um grande desespero de continuar BV por muito tempo, já que não teria contato com mulheres... Enfim, uma depressão apareceu e fiquei quase 2 anos praticamente na rotina casa-faculdade-casa (além de minha família ter colocado quase uma babá em minha casa, pra que eu pudesse ficar mais relaxado). Foi com sobras o pior período de minha vida, em momentos de crise não conseguia comer praticamente nada, em momentos normais eu tinha que empurrar cada refeição. Voltei pra um estado de muita magreza (IMC 14,5), parei de fazer atividades físicas... minha família percebia pouco porque, além da distância, meu desempenho continuou excelente. Meus amigos de infância estavam em outras cidades e meus amigos da faculdade não pareciam notar nada (até porque já me conheceram nesse estado).
Consegui começar a superar essa situação depois de um grave problema de saúde na família. Entendi que nada do que eu sentia se justificava com tanto sofrimento que eu estava vendo daquele ente querido próximo a partir. Tanto que, depois da sua morte meus pensamentos voltaram a funcionar quase que normalmente (algumas recaídas de vez em quando) e voltei a ter aquela certeza adolescente que a qualquer momento naturalmente eu ia encontrar uma parceira.
Resumindo bastante, terminei a faculdade e comecei a trabalhar numa das maiores empresas do país, em uma cidade média do Brasil. Em pouco tempo eu assumi uma função de gestão e hoje estou quase no topo da carreira. Além disso dou palestras periodicamente para centenas de pessoas e ministro um curso noturno na área em que sou referência. Minha remuneração é o equivalente a 1 carro popular a cada 2 meses.
Ah... não possuo redes sociais
O que vou falar agora pode ficar parecendo querer me "gabar", mas é só pra enaltecer a gravidade da situação e o quanto tudo pesa em mim.
Meu modelo de gestão virou referência na empresa (e no mercado em geral), por criar uma equipe "família" (tenho muita facilidade em analisar perfis de pessoas e criar ambientes de trabalho que funcionam de maneira leve), os funcionários da empresa simplesmente me vangloriam pela forma como eu levo as coisas e resolvo as situações. Um dia desses um antigo auxiliar de serviços gerais (o qual sempre incentivei [verbalmente e financeiramente] a terminar o curso que estava fazendo) que conseguiu vaga de assistente administrativo em outra empresa veio pessoalmente me agradecer (até uma lembrança me deu, que guardo com bastante carinho) por conta dos ensinamentos que passei pra ele, que, segundo o mesmo, "foram de grande importância para o crescimento na carreira dele".
Dou palestra pra centenas de pessoas por mês, pra falar sobre a área que domino e está em ascensão em todo o mundo. As palestras tem sido um sucesso, e a plateia aumenta a cada ciclo. Sempre tive muita facilidade pra falar (e prender a atenção das pessoas) em público.
Minhas aulas noturnas também correm de maneira bastante positiva. Sempre tive prazer em ensinar e ver o aprendizado de cada estudante (principalmente os que mais tem dificuldades) me dá uma sensação de dever cumprido muito grande.
Além disso tudo sou multi-instrumentista. A música é parte de mim e sempre quis compartilhar com o máximo de pessoas possível. Dessa forma, sou um dos fundadores (e professor) de um projeto comunitário com objetivo de transformar a vida das pessoas de uma maneira efetiva.
Dito isso, volto pra o ponto do desabafo do tópico.
Completei 30 anos, sou BV e, obviamente, virgem e isso vem me destruindo a cada dia que passa. Todas as pessoas próximas a mim já tem família, ou pelo menos namoradas sérias/noivas e eu mal encostei na mão de uma mulher.
Analisando friamente (uma das minhas maiores virtudes são as autocríticas) sou um homem nota 7 de rosto (sei que nos achamos mais bonito do que o que somos, mas já descontei uns pontos, risos) e 3 de corpo. (recentemente estava melhor de corpo mas ansiedade que venho sentindo nos últimos meses vem me corroendo, e tenho total consciência que não posso por a desculpa dos meus insucessos integralmente no meu corpo)
Ninguém sabe que sou BV e meus dois amigos mais próximos sabem que sou virgem.
Mensalmente recebo a sugestão de procurar uma prostituta, mas meu EU me diz que isso seria a maior prova que sou incapaz de conseguir um primeiro beijo com uma moça que gostasse de mim de verdade (e nem sei se é recomendado beijar prostitutas, risos).
Meus amigos já tentaram me "armar" com conhecidas em festas, mas nas duas vezes que isso aconteceu notei que as moças não queriam e nem tentei forçar a barra. Acabei saindo das situações muito pior do que antes, sentindo a rejeição na pele mais uma vez. Sabe aquela facilidade pra falar em público? Isso desaparece integralmente em contatos sociais diretos com muitas pessoas do sexo feminino (principalmente em festas, que nunca gostei e hoje em dia mal vou, a não ser as do trabalho ou quando faço parte da banda). Na verdade ir em festas no geral me cansa MUITO, vou uma vez por ano, depois de muita insistência dos amigos, porque sei que vou ficar lá 5-6h com cara de paisagem, sem despertar o interesse de nenhuma mulher random por conta de não conseguir ter a mínima postura e não ter um corpo tão legal pra gerar interesse numa numa festa.
Tenho total convicção que, se eu fosse uma mulher, jamais pegaria um cara inibido como eu num ambiente de festa, eu simplesmente me reduzo a um pedacinho de nada, sei que isso é muito por conta da baixa autoestima devido ao meu corpo e às rejeições femininas que sofri na adolescência.
Minha rotina hoje em dia se resume basicamente a:
Trabalhar de segunda à sexta o dia todo (e noite), tento ler algo pra relaxar;
Sexta à noite (pelo menos a cada 15 dias) saio com meus amigos (e suas esposas) pra um barzinho;
Sábado trabalho mais um pouco, assisto futebol e vou dar aula de música para o pessoal no projeto;
Domingo passo o dia feliz com minha família, à noite vou à missa pra relaxar um pouco o espírito e me preparar para a semana.
Sinto um pouco de tristeza principalmente ao escrever que passo o "domingo feliz" com minha família, com um toque de desdém. Porque realmente tinha tudo pra ser algo perfeito, mas meu EU interno já passa cada minuto, em cada uma dessas atividades, pensando no quanto de vida eu perdi por chegar aos 30 anos sem ter me relacionado com uma mulher e saber que esse tempo não volta atrás nunca.
Saber que jamais vou ter uma namoradinha aos 15 anos, conhecer aos poucos e sem maiores pressões como um relacionamento funciona. Ir de mãos dadas ao shopping, assistir um filme, trocar palavras, olhares... Cada vez que penso nisso parece que uma parte de mim fica pra trás, não consigo exprimir com palavras o vazio que isso me faz sentir.
O estopim para que eu resolvesse desabafar e (com fé em Deus) procurar ajuda profissional foi o seguinte:
A empresa é composta majoritariamente por homens e mulheres de mais idade, mas possui algumas estagiárias e o pessoal sempre me fala na resenha (não sei até que ponto é resenha [na verdade eu sei que não é resenha]) que elas fazem de tudo pra se envolverem comigo (lembra aquela história de que sou bom pra traçar perfis de pessoas e montar equipes? Pois é, quando o assunto é relacionamento com mulheres eu não sei interpretar os sinais mais básicos). Obviamente eu jamais me envolveria com uma estagiária (até mesmo uma ex-estagiária), por razões profissionais, mas já recebi muitos "convites" via Whatsapp, que acabo levando na brincadeira pra não queimar minha reputação.
Enfim, recentemente chegou o ponto que resolvi que meu psicológico era mais importante do que meu medo de "me queimar" e comecei a conversar com uma estagiária (10 anos mais nova e de família humilde[claro que não ligo pra isso, só estou dizendo aqui pra que você me ajudem a interpretar a situação depois]) que já estava terminando o contrato e ia ser efetivada em outra cidade. A iniciativa foi minha (e isso me fez ter ainda mais vontade de que desse certo), mas, mesmo sendo um poste, eu sempre notei a forma que ela me olhava, sorria e nas conversas que tivemos nossas ideias se batiam muito, além de ela me atrair fisicamente e ser bastante inteligente.
Começamos a conversar diariamente via Whatsapp (evitávamos contato pessoal por conta do ambiente da empresa). Pouco antes do contrato dela acabar surgiu o momento e falamos mutuamente do que sentíamos, dos problemas que isso podia trazer pra vida profissional, mas acabamos concordando que valeria a pena tentar algo. Um tempo depois resolvi chamá-la pra sair e ela aceitou, mas veio com uma conversa que não era pra eu criar expectativas e que ela "não era fácil" (com outras palavras mas em resumo era isso). Confesso que achei meio estranho, há pouco tempo havíamos nos aberto um para o outro, mas não entendo nada de mulheres mesmo, então vamos seguir a história.
Tive o primeiro encontro da minha vida (sim, aos 30 anos, repito) levei ela pra jantar em um local que não fosse o mais caro da cidade (pensei que ela se sentiria mais confortável caso pudesse pagar o que havia consumido, se desejasse).
Saí de casa bastante nervoso, mas seguindo à risca tudo que os tutoriais on-line tinham me ensinado. Asseado, perfumado, bem vestido (como se eu já não vivesse assim...) e tentando o máximo possível ser simplesmente eu.
Chegamos ao local (um pouco preocupados que algum conhecido nos visse), mas a coisa fluiu tão naturalmente que, aos poucos o nervosismo foi passando. Aproveitamos o momento "livres" e conversamos sobre muita coisa ao longo de quase 3 horas (sem nenhuma forçação de barra, a coisa realmente acontecia de maneira espontânea), falamos um pouco sobre nossas vidas, nossos anseios, falamos mal das pessoas das mesas vizinhas... isso tudo com intensas trocas de olhares. Chegou um ponto que tomei coragem, segurei na mão dela e, pasmem, ela deixou. Fiquei ali de mãos dadas com ela (foi uma das melhores sensações que já tive na vida), trocando carícias e conversando por mais alguns minutos, quando decidi que era hora de sair e tentar algo.
Como já disse, antes do encontro eu estava muito nervoso, mas depois de todo aquele tempo com ela eu percebi que as coisas realmente iam acontecer de forma bastante natural.
Saí do restaurante abraçado com ela, fomos em direção ao carro (estava num local isolado), fiquei de frente com ela, falei 2 palavras e fui em direção ao meu primeiro beijo.
Ela simplesmente se virou e disse "na-não" (foi mais em forma de ruído de negação, mas achei melhor escrever assim), nesse momento não entendi mais nada (teria interpretado algum sinal de forma errada? Deveria insistir?).
Dei um abraço nela falei algumas palavras, tentei novamente e recebi mais uma rejeição.
Não soube o motivo (até agora não sei), mas preferi não insistir, demos um abraço demorado e levei ela pra casa, conversando sobre outras coisas.
Faz pouco tempo que isso aconteceu e ainda trocamos algumas palavras via Whatsapp. O que me deixa tranquilo é que eu pelo menos tirei a bunda da cadeira e tentei. Mas a frustração de mais uma rejeição é algo incomensurável pra mim. Não sei quando terei contato com outra mulher a esse ponto (estatisticamente eu tenho contato, com chances de dar algo, com uma mulher a cada 2 anos, e, é claro, nunca deu certo)
Com relação a esse encontro (eu queria até a opinião dos colegas redditores) eu trabalho com 3 hipóteses:
1 - Ela quer algo, mas não quis se mostrar fácil/interesseira (como as outras estagiárias que mandam mensagens diretas pra mim por Whatsapp) e está esperando outro convite meu para que possamos sair novamente e finalmente ocorra algo;
2 - Ela não quer mais nada por conta de uma das milhares de coisas que podem estar se passando na mente dela;
3 - Isso foi a prova de que meu corpo possui alguma substância não identificada, incolor, inodora e insípida, que cria uma barreira contra mulheres.
Não sei se vale a pena insistir, estou tão frustrado que não consigo ter forças pra um contato mais direto (apesar de sentir muita falta das conversas com ela);
Pra finalizar, meu desespero hoje é tão grande que penso até em fazer uma rede social (coisa que nunca tive) só pra me "amostrar" (algo que é totalmente contra meu perfil). Mostrar meus carros, minha casa na praia, minhas viagens semanais, meus momentos com os amigos, sei lá, qualquer coisa que pudesse gerar alguma curiosidade sobre mim para as mulheres.Mas aí me olho no espelho e percebo que quando chegar a esse ponto eu realmente não estarei mais sendo eu e algo de muito errado (além do que já está se passando) estará acontecendo.
TL;DR: Homem, 30 anos, família perfeita, muitos amigos (alguns verdadeiros irmãos), trabalho dos sonhos, ótima situação financeira, porém BV e virgem.
Fazendo um resumo desde a adolescência:
Comecei a aprender sobre música achando que com isso um relacionamento viria naturalmente (ao menos a música virou uma paixão real em minha vida);
Comecei a fazer academia achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
Comecei a cursar um dos cursos mais concorridos do Brasil achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
Comecei a trabalhar e hoje ganho mais do que 99% da população brasileira achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
E não veio. Hoje não sei mais o que buscar ou a quem recorrer... A ansiedade (ou seria depressão?) está chegando a tal ponto que me vejo totalmente refém de alguns pensamentos que me atrasam bastante. Eu não consigo, por exemplo, passar mais de 15 dias (ou ir pra um lugar distante) longe da minha família/amigos próximos. Começa a bater um desespero (tipo os que eu sentia na depressão quando tinha 20 anos) e começo a pensar que eu poderia estar ali com uma companheira, aproveitando cada segundo. Já desisti de diversas viagens para fora do Brasil por conta disso. Coisa que fazia naturalmente na adolescência.
Sinto que a cada dia a bolha vai aumentando, a ponto de começar a atrapalhar nos meus trabalhos e vida pessoal, viagens a trabalho para fora do estado estão se tornando um sofrimento (as consequências de todos meus medos recaem sobre meu sistema digestivo), acordo à noite desesperado com medo do dia de amanhã, comecei a procrastinar algumas coisas e perder o tesão em diversas situações de prazer do dia a dia (não consigo mais jogar videogame por achar que isso me torna ainda mais virgem e inútil. A própria masturbação se tornou um momento de tristeza. Tocar piano, violino, violão, etc sozinho muitas vezes só me traz dor).
Cada elogio que recebo na empresa, palestras, aulas, crianças no projeto de música, família, amigos, parece aumentar o vazio que sinto.
Gostaria de simplesmente arrumar uma companheira e viver a vida a dois, viajar, compartilhar momentos, beijar, quem sabe, caso a coisa desse certo, ter filhos, criar uma família...

De qualquer forma, me sinto um pouco mais leve por ter passado 2 horas escrevendo e tendo exprimido todos esses sentimentos pela primeira vez (pra o lado de fora de minha cabeça).
Estou pensando em procurar um psicólogo (creio que já devia ter feito isso desde a minha primeira depressão lá nos 20 anos). Como garantir que eu, sendo uma figura conhecida na cidade não terei todas as minhas histórias íntimas divulgadas (sei que psicólogo é uma profissão muito séria, peço até desculpas de antemão caso essa pergunta ofenda alguém, mas uma pessoa má intencionada poderia destruir toda minha reputação externalizando minha intimidade). Na verdade a pergunta é "como escolher um psicólogo?". Caso não dê certo é normal trocar de psicólogo?
Obrigado a todos pela atenção.
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2019.10.02 13:52 Milet0 Eu realmente não sei lidar com os meus sentimentos

Há 2 semanas atrás (Dia 17 de setembro,uma terça feira)eu estava desesperado numa terça feira estudando para 2 provas que teria Quarta,deixei pra estudar encima da hora pra variar
Fui tirar um tempo pra conversar com minha namorada, perguntei como ela estava com a vida (tava um clima meio pesado pq a mãe dela tinha se machucado e tava internada ) ela disse que tava bem mal e logo depois disso falou que a gente precisava conversar urgentemente Eu fiquei bem receioso pq nunca depois de um "Precisamos conversar,sobre a gente" vem coisa boa,perguntei se era sobre termino e ela disse que sim,acabei indo pra casa dela pra gente conversar. Depois de 2 anos e meio de Namoro,tudo acabou da maneira mais repentina possível,a gente nunca brigou nesse tempo todo,nunca rolou nenhum desentendimento/briga por todo esse tempo
Os motivos dela ter terminado nem importam pra falar aqui O maior problema é que eu tô totalmente confuso e instável emocionalmente
Ao mesmo tempo tô triste,tô puto por ela ter sido egoísta e ter decido sozinha sobre nós,confuso por não ter mais a minha melhor amiga (Ela era minha namorada e melhor amiga) ,frustado por tá indo mal na faculdade. É um turbilhão de emoções juntos que me deixa com um vazio existencial fodido juntando com uma cobrança minha pra conseguir lidar com tudo da melhor forma
Eu só queria realmente saber lidar com a Saudade,com a Solidão ,com a Frustração. Homens continuam sendo criados e ensinados e reprimir seus sentimentos
Eu só queria saber lidar comigo mesmo e com minhas emoções.....
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2019.09.28 20:56 masternavarro A história de uma ninhada...

Isso ficou bem maior do que eu pretendia. Estou há duas horas escrevendo no celular. Talvez esteja horrível o textão, provável que ninguém leia até o final. Só precisava escrever. Tentar minimizar o desespero que estou passando nesse momento.
Edit: O cirurgião ortopédico me ligou há pouco pra explicar a cirurgia e dizer que não teve lesão na bexiga ou órgãos internos do Pão (o que é bom sinal. Senão o quadro seria bem pior).
Mas ainda assim disse vai ser uma cirurgia complicada que tem seus riscos, mas ele me soou bem profissional e seguro da própria capacitação. Porém ele também disse que o bichinho está sentindo muita dor, e só será operado na segunda. Agora estou em agonia me imaginando nas patinhas dele, sozinho, confuso, longe das irmãs, machucado. Visitarei ele todos os dias até receber alta pra dar um carinho e dizer que tudo ficará bem.
No final de 2018, após muita deliberação, eu e minha namorada decidimos sair da casa de nossos respectivos pais e alugar um apartamento juntos. Conversávamos bastante sobre ter um bichinho de estimação e, diversas vezes, quase compramos um coelho no impulso, mas nunca aconteceu.
Minha mãe sempre teve muitos gatos a vida inteira. Ela, assim como eu, tem um laço muito forte com os felinos. Nem consigo contar de cabeça quantos já tivemos ao longo da minha vida, mas lembro de todos, suas personalidades, seus trejeitos, maneira com que demonstravam carinho. Cada um único, de sua própria maneira.
Mesmo com tantos gatos ao longo da vida, há de se imaginar que desde muito cedo comecei a compreender a mortalidade de um ser vivo, mas não foi o caso. Nossos três primeiros, Rimbaud, Porco e Arnaldo, vieram ao mundo antes de mim, e só foram embora após minha maioridade.
Foi um ano horrível, cada um dos meus companheiros, da vida inteira, partindo simultaneamente, com poucos meses de diferença entra cada um. Tentei me manter forte, ser o ‘homem da casa’. Como éramos apenas eu, minha mãe e meu irmão (um bebê na época), eu me sentia na obrigação manter a compostura e mostrar que estava tudo bem, que tudo ia ficar bem. Era durão durante o dia e chorava horrores em silêncio durante a noite.
O tempo passou, outros gatos iam e vinham, porém nunca cheguei a ter um laço emocional forte com nenhum outro, como tinha com aqueles três primeiros.
Retornando ao passado recente, novembro de 2018. Uma das gatas da minha mãe, chamada Pipi, engravidou em seu primeiro cio. Ela sempre foi magrinha e raquítica (vira lata resgatada). Até adulta ainda parecia uma filhotinha. Só descobrimos a ninhada depois que ela deu à luz.
Nasceram-se assim um casal de irmãos, um meio Maine Coon, maravilhoso, que hoje em dia é gigantesco, caminha pela casa como um rei, rebolando sua pelugem loira e charmosa, e sua irmã, feiosa, de coloração estranha, magrela e pequenina.
Como minha mãe não podia ficar com os dois, ela pediu pra que eu escolhesse um pra morar comigo e minha namorada. É claro que escolhi a feiosa raquítica. Sempre me identifiquei com os mais fraquinhos. Nomeamos ela de Micro Empreendedora Individual (MEI).
Sendo assim, foi realizado nosso desejo de ter um bichinho de estimação. Tínhamos nossa gata arisca e feiosa, que de vez em quando vem nos dar carinho, mas prefere ficar quieta no próprio canto.
Alguns meses depois, minha mãe foi novamente surpreendida com um parto repentino da Pipi. Não sabemos como aconteceu, pois tentávamos mante-la dentro de casa, para que não cruzasse novamente. Ela deve ter escapulido na surdina durante alguma madrugada.
Dessa vez, era uma ninhada de 5 gatinhos que, infelizmente, veio acompanhada de uma grave hemorragia. Minha mãe correu para o hospital veterinário 24h, no meio da madrugada, mas não conseguiram salvá-la. Tínhamos então cinco órfãos em mãos.
Sabe, é muito trabalhoso criar um gatinho órfão, ainda por cima recém nascido. Eu e minha namorada levamos os seis para nosso apartamento, com a missão de nutri-los e fazer com que sobrevivessem.
A cada duas horas, dia e noite, preparávamos uma fórmula especial para filhotes e dávamos na mamadeira pra eles. Esse processo em si já era trabalhoso. Alguns se recusavam a comer e tínhamos que dar à força, o que demorava ainda mais.
Além disso, após cada refeição, fazíamos eles arrotarem, um a um e, em seguida, usávamos algodões levemente mornos e úmidos para estimular com que fizessem cocô e xixi. Depois de dar comida, tínhamos que colocar uma compressa quente no local onde dormiam, para que mantivessem sua temperatura corporal e ficassem confortáveis.
Claro que eu não estaria escrevendo isso se fosse tudo um mar de rosas. A parte que pesa no emocional vem à seguir.
Após duas ou três semanas desse processo de criar os gatinhos, ainda não tínhamos dado nome a nenhum deles, com medo de nos apegarmos e sofrermos caso algum viesse a falecer, afinal são muito frágeis por não terem tido amamentação materna.
Apenas nos referíamos a eles por sua coloração. Eram dois gêmeos completamente amarelos, outros dois gêmeos com um misto de amarelo e branco e (todos machos) e, por fim, a outcast do grupo. Uma fêmea completamente preta.
Nessa fatídica terceira semana, houve um incidente. Eram cerca de 6 da manhã e estava na vez da minha namorada cuidar deles, enquanto eu dormia. De repente ela começa a me gritar pedindo ajuda, do lado da cama. Acordei desorientado e assustado, me apressando pra acudi-la no que fosse.
Os gêmeos amarelos caíram numa panela de água fervente que estava ao lado pra esquentar o leite, compressa, etc. Demorei alguns poucos segundos pra raciocinar o que estava acontecendo. Não me lembro muito bem da ordem dos eventos, mas tentei pegar um deles imediatamente, porém ao colocar a mão na água, o reflexo foi mais forte que eu, fazendo com que eu recuasse.
Minha namorada foi mais forte. Ela sempre é. Não conheço pessoa que consiga manter a compostura e a calma durante uma situação de crise melhor que ela.
Colocou as duas mãos dentro da água fervente e tirou os gatinhos. Corremos com eles pro banheiro, pra tratar dos ferimentos. Apenas me lembro da situação como um borrão. Eu chorando, enquanto fazia uma prensa com uma toalha molhada, minha namorada fazendo o mesmo.
De tempos em tempos essa visão me assombra quando vou dormir. Um dos gatinhos estava com ferimentos bem piores. Pedi pra minha namorada ir pra outro cômodo cuidar do que estava melhor. Disse pra ela que estava tudo bem e eu ia resolver, que ia ficar tudo bem. Mais uma vez era aquele sentimento de tentar ser o ‘homem da casa’, tentar aliviar a dor de alguém e jogar o peso nas minhas costas.
Não ia ficar tudo bem. Eu sabia muito bem disso.
Fiquei horas deitado no chão ao lado desse gatinho. Ele estava sofrendo, eu não sabia o que fazer. Tentava eu mesmo fazer com que parasse de sofrer? Talvez só piorasse a situação.
Considerei muitas possibilidades nessas horas, mas eu não teria coragem de fazer nada. Apenas fiquei ali... deitado, fazendo companhia pra uma criatura que nem teve a oportunidade de abrir os olhos pra ver o mundo. Torcendo pra que cada respiração fosse sua última.
Quando ele finalmente cedeu, chorei de alívio. Enrolei ele em um paninho e fui dar a notícia. Choramos de alívio, tristeza e trauma juntos. Mais tarde nesse dia fomos enterrar ele numa praça da cidade.
Continuamos seguindo em frente, cuidando dos demais gatinhos da mesma maneira que já estávamos fazendo. O outro irmão que sofreu o acidente não estava tão crítico, mas levamos num veterinário no mesmo dia, pra ver o que fazer.
Nessa consulta ao veterinário, demos um nome pra ele. Amarelinho.
Durante mais uma semana, dávamos tratamento especial pra ele. Passávamos os cremes receitados, fazendo tudo o que podíamos pra essa criaturinha tão pequena, cada dia torcendo pra que ele melhorasse.
Eu nunca pedi tanto pra que algo desse certo na minha vida, rezei pra entidades que nem acredito.
Uma semana depois, o Amarelinho faleceu enquanto dormia.
Embrulhamos ele, choramos mais ainda e enterramos ele no local mais alto da cidade.
Continuamos cuidando dos demais. O dia que o Amarelinho faleceu foi o mesmo dia em que a primeira da ninhada abriu os olhos.
Algum tempo depois, os três restantes já estavam de olhos abertos, aprendendo a andar, mas ainda necessitavam de atenção a cada poucas horas. Foi na mesma época em que estávamos começando a tentar introduzir algo além da fórmula na alimentação deles.
Um dos gêmeos amarelo-branco começou a recusar a mamadeira. Por dois dias tivemos que força-lo a comer. No segundo dia, ele estava bem letárgico.
Sendo assim, levamos ele ao hospital veterinário. Apertamos as finanças pra conseguir pagar a internação e os tratamentos, mas a essa altura, já tínhamos nos apegado.
Foram quatro dias internado. Também chamamos ele de Amarelinho. Novamente, eu nunca quis tanto na minha vida que algo desse certo.
No início do terceiro dia internado, me ligaram pra dizer que o quadro dele estava melhorando. Ao anoitecer, ligaram novamente pra informar que ele havia piorado e, os exames de sangue indicavam uma infecção. Na noite do dia seguinte me informaram que o Amarelinho havia falecido.
Não conseguíamos ir ver o corpinho dele. Não tínhamos força de espírito suficiente pra isso. Preferimos ficar com a última foto que tirei dele antes de interna-lo. Mandamos cremar.
Esses eventos foram terríveis pro nosso emocional. Essas criaturas tornaram-se nossos filhos. A dor de perder algo que você criou e nutriu desde o nascimento é indescritível.
Acho que nosso relacionamento ficou mais forte depois disso.
Por que estou escrevendo isso agora? Passaram-se 8 meses desde esses ocorridos. Os dois gatos restantes cresceram muito bem, agora moram conosco e com a irmã mais velha, MEI. Demos o nome de Preta e Pão pra cada um e, são os gatos mais carinhosos que já tive.
Poucas horas atrás, o Pão sofreu uma queda de cerca de 4 metros na varanda, vimos na hora. Eu entrei em pânico. Minha namorada manteve a calma, pegou ele enquanto tentava me acalmar. Disse que a perna dele estava bamba. O gatinho estava chorando de dor.
Ela pegou ele no colo, segurou para que não mechasse o machucado. Eu não consegui olhar, estava em desespero. Descemos para a garagem, ela sentou no banco de trás do meu carro com o gato no colo e eu dirigi, em choque para o hospital veterinário.
Liguei pra lá enquanto dirigia, avisei que tinha uma urgência e chegaria em poucos minutos. Fomos prontamente atendidos, sedaram o Pão e fizeram um raio-x.
A perna dele está completamente quebrada e precisa de cirurgia. Porém, sua bexiga estava bem maior que o normal no Raio-x, o que poderia indicar uma ruptura, mas precisavam fazer um ultrassom para ter certeza.
Deixamos ele lá. Chegamos em casa e choramos novamente. Agora estou sentado no chão do banheiro, escrevendo isso, enquanto espero me ligarem para dar retorno sobre a situação dele.
Só os exames imediatos já saíram bem caros. Não sei, nem me importo como vamos pagar a/as cirurgias. Dei autorização pra realizarem todo procedimento que precisarem e pedi pra me atualizarem assim que surgir algo novo.
Não ligo se ficar endividado. Não ligo se tiver que vender meu carro de merda pra pagar. Só quero que meu filho saia de lá bem e recuperado.
Novamente, nunca pedi tanto para que algo desse certo na minha vida. Agora me resta esperar.
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2019.09.15 19:11 YareYareDaze007 Minha "breve" história amorosa

Essa História que será aqui contada, nesse livro, é a jornada de um garoto chamado Giovane, um garoto quieto, de poucos amigos, porém muito estudioso, sempre tirava boas notas na escola. E é exatamente lá que nossa história começa.
No ano de 2017, nosso protagonista está sentado tranquilamente em sua mesa, na sala de aula, quando repentinamente ao olhar de relance para a porta, ele percebe alguém entrando, mais especificamente uma garota, uma linda garota, que instantaneamente desperta o encanto de Giovane. Vale lembrar que naquela época, ele era um garoto de 13 anos, sem nenhuma preocupação além de vídeo-games e estudos, mas tudo aquilo estava prestes a mudar. Naquele momento, ele havia descoberto o amor, que muitas vezes pode ser comparado à uma benção ou maldição. Ao ver a garota de nome desconhecido entrar, Giovane logo ficou surpreso com tamanha beleza, porém no momento não fez muita coisa. Apenas voltou aos estudos e tentou não pensar muito naquilo, porém era quase impossível, a cada conta que fazia, a cada texto que lia, a imagem da garota continuava a aparecer em sua cabeça. O que era muito ruim, considerando o fato de Giovane sempre dar muita importância aos estudos, aquilo estava o atrapalhando. Mas logo o nome da garota foi revelado: Sabrina. Giovane ouvira a professora dizer esse nome na chamada e viu a garota responder.
Não demorou muito para ele se dar conta do que havia acontecido. Ele sabia que estava sob o efeito da droga mais poderosa que existe: O Amor. E para o amor não existe cura, apenas o tempo, que foi justamente o que decidiu fazer: dar um tempo e ver o que acontecia. Giovane Não tinha ideia de como os eventos se desenrolariam dali em diante, não sabia o quanto sofreria pensando nela.
Passado algum tempo, cerca de 3 meses, e o amor de Giovane por Sabrina continuava aumentando, como uma fogueira que é atiçada pelo vento. No entanto, uma dúvida ainda pairava sobre sua cabeça: O sentimento era recíproco? Sabrina via Giovane com outros olhos? Ele não sabia, e isso estava o enlouquecendo.
Um mês depois do acontecimento anterior, ele havia pensado em uma maneira de acabar com suas dúvidas, era o único modo que nosso protagonista havia pensado: Falar à Sabrina sobre seus sentimentos. Porém, Giovane era um garoto extremamente tímido, o que deixava essa hipótese quase impossível. Ele tinha medo de contar o que sentia e não ser correspondido, ou ainda pior, ser ridicularizado pelas pessoas ao redor da escola. Chega o fim do ano e Giovane não havia conseguido se declarar. "Meu Deus, mas e se ela não estiver aqui o ano que vem? " Pensava.
2018, início do ano. E para sua surpresa, ele estava na mesma sala que Sabrina. Seria o destino dando uma segunda chance a ele? Talvez. E como dito anteriormente, seu amor não diminuía, apenas crescia dia após dia. Nosso protagonista tem 14 anos agora, muito mais maduro, certo? Errado! Ele continuava com uma ideologia de " deixar o rio fluir ", ou seja, não fazer nada e deixar que o destino cuidasse do resto. Claramente essa tática não deu certo. Porém, Giovane possuía um amigo chamado Marcos, cujo qual se dava muito bem com as mulheres. E fui justamente a ele que Giovane foi pedir ajuda. E acontece que Marcos era realmente bom no que fazia, e milagrosamente conseguiu fazer Sabrina se aproximar consideravelmente de nosso protagonista, que estava pensando sobre a vida e as decisões que havia tomado e aparentemente não interagindo com Sabrina, o que fez Marcos aparecer e talvez ter causado o maior arrependimento da vida de Giovane. Ou não? Marcos chegou conversando com ambos e acabou deliberadamente por falar que Giovane estava apaixonado por Sabrina, o que deixou nosso protagonista completamente paralisado, como se tivesse visto um fantasma, sem nada para dizer, como se tivesse visto a morte cara-a-cara. E Sabrina pareceu incrédula do fato, tanto que até se levantou da cadeira na qual estava sentada e estava se dirigindo a seu lugar, quando Marcos a parou e tentou argumentar com ela, mas nada parecia dar certo. Enquanto isso, nosso protagonista continua sentado imóvel na mesma posição que havia começado a conversa. Passados cerca de 3 minutos, Sabrina chega à mesa de Giovane e pergunta:-O que aconteceu?
-Nada. Diz Giovane
-Você está com cara de bravo. Foi alguma coisa que eu fiz?
-Não, não foi nada.
E Sabrina sai daquela mesa e volta para a dela.
A partir daquele dia, Giovane se tornou outra pessoa, alguém completamente novo. Ao invés do garoto alegre e piadista de sempre, ele havia se tornado alguém quase depressivo, não falava quase nada, passava horas parado pensando na vida, não fazia mais tantas piadas. Até o dia 10 de agosto de 2018, quando ele decide que não vale mais a pena sofrer tanto por conta de falta de coragem. Na escola, durante a aula de geografia a lição era fazer um mapa-múndi e foi o que nosso protagonista fez, porém Marcos tinha um plano para ambos ganharem nota apenas com o esforço de Giovane, que aceitou ajudar já que poderia precisar de algum favor de Marcos algum dia. E foi um plano, absurdamente bem bolado, executado com maestria e finalizado com êxito.
Na noite daquele mesmo dia, Giovane decide cobrar a ajuda que ofereceu à marcos. Mandou uma mensagem para ele e combinou que iriam executar um plano para que nosso guerreiro Giovane tivesse a coragem de se declarar à belíssima donzela Sabrina. Marcos a convenceria a segui-lo e passaria por um local combinado, onde Giovane apareceria e abriria seu coração para ela, acabando de uma vez por todas com isso, do jeito bom, que Giovane sairia com uma namorada e se livraria de sua tristeza ou do modo ruim, que era o que Giovane achava mais provável, onde ele seria completamente rejeitado e jogado à depressão para sempre, porém esquecendo de Sabrina. Nada poderia impedir esse plano de funcionar.
Exceto uma coisa: O esquecimento de Marcos que não conseguiu atrair Sabrina até o local combinado, o que fez com que Giovane saísse vagando pela escola envolto em seus pensamentos, e andando sem parar, para praticar pelo menos de alguma maneira, algum exercício, contudo ao fazer a volta na escola várias e várias vezes, no caminho Giovane se deparava com Sabrina andando com uma amiga e seu namorado, e durante algumas dessas vezes ele pôde ouvir claramente a amiga de Sabrina dizer: " quem quer catar a Sabrina? " Duas vezes na mesma hora em que ele estava passando e ainda ouviu mais uma última vez: " Ela está se doando ". Giovane estava começando a ligar os pontos, tudo começava a fazer sentido em sua cabeça. A vontade dele era alterar o curso de sua caminhada e abrir seu coração a ela, porém se fizesse isso, ele estaria desperdiçando um favor de Marcos, então Giovane Simplesmente continuou sua jornada de volta à sala de aula. Ele estava prestes a descobrir o significado de tudo que aconteceu.
No final daquele dia, Giovane decidiu perguntar à marcos se ele havia se esquecido. E de fato ele havia, no entanto se ofereceu para fazer o mesmo plano no dia seguinte. Giovane concordou.
Terça-feira, 14 de agosto de 2018, nosso protagonista vai para a escola apreensivo pensando em como vai ser, no que ele vai dizer..., mas durante a aula de história, nosso herói percebe que Sabrina estava muito impressionada com o professor novo. Estaria ela realmente afim do professor? Ou seria apenas uma brincadeira? Ele não sabia e isso o deixava apreensivo. Na próxima aula, a de matemática, a professora havia mudado Sabrina de lugar. E coincidentemente, o lugar que ela foi designada era bem perto do lugar de Giovane. Seria esse o destino colaborando mais uma vez para que tudo desse certo em sua vida?
No recreio, tudo estava combinado com Marcos. Só lhe restava sair da sala e seguir com o plano. Acontece que um amigo de nosso protagonista, conhecido pelo codinome Sem Mão, decidiu segui-lo e ver o que aconteceria e como acabaria. Giovane conta o plano à Sem Mão, que fica impressionado e diz que aquele plano era como fazer roleta russa com 5 balas. No entanto, Marcos demorou muito para fazer o plano e quando fez, não fez corretamente: Ele simplesmente disse para Sabrina que Giovane gostaria de conversar separadamente com ela, enquanto nosso protagonista apenas passava por ela e ia direto ao banheiro, pois estava muito tenso. Acaba o intervalo e Giovane se dirige à sala de aula. Na última aula, logo em seguida da de educação física, todos voltam para a sala e se preparam para a aula de matemática e provavelmente a coisa mais inesperada desse livro acontece: Ele pensando na vida como sempre, consegue ouvir Sabrina e Vinícius, um outro colega de sala, discutirem sobre voltar ao lugar anterior deles, e de repente ouve ela dizer que aquele lugar era bom porque ela conseguia ter uma boa vista de uma coisa. Instantaneamente nosso protagonista percebeu que essa "coisa" era nada mais nada menos que ele mesmo, até porque em certo momento dessa conversa ele pôde perceber Vinícius responder: Do G? Que foi logo respondido com uma resposta de Sabrina: Por que você não grita logo de uma vez?! Seguido disso, Vinícius em tom de brincadeira, aumenta levemente sua voz e repete a frase anterior. A teoria das cinco balas de Sem Mão acabara de ser refutada, pois com essas informações, suas chances aumentaram consideravelmente, deixando a arma com apenas uma bala. Estava muito claro para Giovane que Sabrina aparentemente gostava dele, mas não queria que isso fosse exposto. Passado certo tempo da aula, mais uma vez Sabrina diz que é um bom lugar e que ela consegue observar muito bem essa "coisa" e foi respondia por Vinícius: Mas do seu lugar anterior, você também consegue ver. E logo veio a resposta: Sim, mas daqui eu consigo ver mais de perto, logo esse lugar é melhor. Ele sabia que, ou se tratava dele ou de algum de seus amigos que sentavam perto, e estava bem convencido de que se tratava dele. Nesse momento, Giovane estava pulando de alegria por dentro, mas por fora só se via sua expressão mais comum: a de indiferença. Ninguém simplesmente olhando, poderia saber a felicidade que residia dentro de Giovane naquele instante. Ele foi para casa se sentindo renovado e feliz, só não voltou saltitando por motivos de masculinidade. O que aconteceria depois?
No dia seguinte, Giovane não foi para a escola. Ele havia ido ao médico, e como o sistema de saúde do Brasil não é dos melhores, não conseguiu voltar a tempo de ir para a escola. Ainda nesse dia, pela primeira vez ele decide tirar seu bigode e por incrível que pareça, se achou mais bonito e se sentiu deveras confiante em sua jornada. Por volta das 18 horas, conversa por mensagens com seu amigo Sem Mão e lhe conta sobre o que havia descoberto ouvindo aquela conversa, e para desanimar um pouco nosso herói, Sem Mão diz que o "G" mencionado na conversa, poderia ser de Gustavo, outro aluno da mesma sala, mas Giovane prefere acreditar que ela se referia a ele. Logo em seguida, começa a conversar com Marcos, que também fica ciente da situação e diz:
- Ela está brincando com você, cara...
- Não, estou tão confiante que apostaria cinco reais que ela não está brincando!
- Cinco reais? Apostado então! Mas para você ganhar, ela tem de deixar explícito que aceita você. Assim como para eu ganhar, ela deve deixar explícito que rejeita você.
- Claro.
Giovane não possuía cinco reais, nem sabia onde conseguir, mas estava confiante.
16 de agosto de 2018, nosso protagonista aparece na escola e diferentemente do último dia, não parecia tão tenso, parecia até mesmo confiante do que iria fazer. Logo Marcos apareceu:
- Está fechada a aposta de hoje?
- Com certeza!
- Você sabe que vai perder, né?
- Certamente que não, estou tão confiante que nem trouxe o dinheiro, como sinal de que sei que não vou falhar! – Cada frase que nosso protagonista falava, era dita com convicção.
- Se está tão confiante assim, suba a aposta para dez reais!
Giovane pensou por alguns segundos. Ele não tinha esse dinheiro em mãos, mas para mostrar confiança à Marcos e a si mesmo, subiu a aposta.
- Feito!
No instante que disse isso, o sorriso malicioso que habitava o rosto de Marcos fora substituído por uma expressão de espanto. Não podia acreditar que nosso herói estava tão confiante. Porém, durante toda essa conversa na aula, Marcos decide contar à professora de ciências sobre a aposta, e para a surpresa de ambos, ela havia achado uma aposta interessante.
15:30, havia chegado a hora do intervalo, a hora da verdade. Quando pôs o pé para fora da sala de aula, soube que duas coisas importantíssimas estavam em jogo: Seu futuro amoroso e dez reais, que podem não parecer muito, mas na época que o país estava... Ele achava que seria fácil, mas estava muito enganado, pois quando estava fazendo o reconhecimento do melhor lugar para a abordagem, pôde sentir sua perna fraquejar. Depois de dar algumas voltas na escola e consequentemente acabar encontrando com Sabrina no caminho, ele havia achado que estava pronto e quando foi procurar seu alvo em movimento, não o encontrou, no entanto, logo descobriu que ela estava sentada, com sua amiga já mencionada anteriormente. Não havia mais escapatória, teria de se declarar na próxima volta e podia sentir seu coração bater cada vez mais forte ao se aproximar do local. Infelizmente, ao chegar e estar preparado, se depara com mais 4 garotas conversando com Sabrina e sua amiga, o que fez nosso herói alterar o curso e ao invés de parar, acabou seguindo sua trajetória comum. Faria na próxima volta, não importava o que acontecesse, porém, ao chegar novamente e ver que só estavam ela e sua amiga sentadas, não conseguiu. Era como se uma força desconhecida o impedisse.
Bate o sinal para todos voltarem para suas salas de aula e nosso protagonista entra e percebe que teria uma aula vaga, e logo seu lamento em não ter conseguido se declarar, se tornou em forças para tentar agora que não haviam tantas pessoas lá fora. E mais uma vez não conseguiu, até que Sem Mão propõe um desafio: reproduzir um desenho de seu amigo Raul, um cara vidrado em desenhar, e Giovane aceita, pois ficar andando e se lamentando não era a melhor atividade. Chegando onde Raul estava, Sem Mão explica o desafio, porém, por algum motivo Raul pega uma folha e corta em duas, dando uma parte para Sem Mão e outra a si mesmo. Giovane não se importa. Na verdade, parecia não se importar com mais nada depois de ter fracassado em conversar com uma garota. Sem Mão reproduz um desenho de um homem com terno roxo e gravata que Raul havia feito. A única diferença, no entanto, foi que sua reprodução ficou parecendo o cruzamento de um desenho de uma criança sem talento com um feto malformado em um pote com formol. Após isso, aparentemente Sem Mão ficou tão entediado quanto nosso protagonista e decidiu voltar a andar, quando de repente veem Marcos e o namorado da amiga de Sabrina tentando tirar a namorada de Marcos e a amiga de Sabrina de um banco no qual estavam todas sentadas. Giovane pensou que poderia ser Marcos querendo ajudá-lo a conseguir, mas qual seria sua motivação além de perder dinheiro? E eles conseguiram tirar as garotas do banco, deixando Sabrina sozinha, que decidiu levantar e começar a andar, mas nosso herói não pensou em abordá-la, simplesmente não tinha a coragem para isso. E acontece que ele era um cara muito corajoso quando se tratavam de brigas e tudo mais (até enfrentou um bando de garotos que estavam o incomodando uma vez), mas quando se tratava de garotas, ele não sabia o que fazer. Depois disso voltou para a sala a tempo de acompanhar as duas últimas aulas de geografia. Contudo, no final da última aula, Marcos veio conversar com nosso herói:
- E aí cara, cadê meus dez reais?
- Eu não falei com ela, logo não tomei um fora, o que significa que eu ainda fico com meu dinheiro.
- Porra, cara. Qual a dificuldade? É só chegar lá e falar " eu estou afim de você, vamos ficar juntos? " E acabou.
- Se fosse tão fácil assim, eu já teria feito há um ano e oito meses atrás...
- Mas é fácil!
- Não para mim. Me falta coragem.
Então Marcos decide tomar uma abordagem mais agressiva.
- Olha lá a bunda dela como é grande! Você não quer ter isso?
Giovane continuava dizendo que não tinha coragem.
- Olha lá, o cara foi dar tchau para ela e passou a mão na bunda dela! E ela ainda deu risada! Você vai deixar o cara fazer isso com sua futura esposa?
O sangue de Giovane fervia, como se ele mesmo fosse explodir a qualquer momento, mas ele era um cara calmo e conseguiu se manter normalmente apenas dizendo " calma e tranquilidade " a si mesmo enquanto Marcos dizia:
- Se amanhã você não conseguir, você vai ter de dizer para todo mundo que você é um merda e eu sou superior!
- Okay, já me considero um merda normalmente...
Mas aquela conversa lhe deu forças para o que ele faria no dia seguinte.
Dia 17 de agosto de 2018, nosso herói está prestes a sair de casa, enquanto seu pai assistia tevê, e de relance, pôde ver a notícia mais bizarra que já havia visto em toda a sua vida: " Homem-Aranha do crime " que aparentemente era um ladrão que escalava prédios tão bem que recebeu esse nome.
Chegando na escola, pronto para fazer um trabalho de artes, acaba descobrindo que haveria outra aula vaga, já que sua professora tinha faltado, o que o deixou feliz e enraivecido. Quando já havia saído da sala e estava andando pela escola, começa a falar com Sem Mão desse livro que está sendo escrito agora mesmo.
- Vai ter muita coisa nesse livro!
- Essa conversa também?
- Provavelmente, já que eu vou colocar qualquer coisa que pareça insignificante o suficiente no lugar de alguma informação que seria crucial, ou seja, essa conversa vai direto para ele.
- Bem, isso não seria meio que...
- Um Inseption muito foda!
- Eu ia dizer quebra da quarta parede, mas Inseption também está valendo.
- Não é bem uma quebra da quarta parede. Eu só estaria fazendo isso se eu dissesse: " Ei, você aí que está lendo esse livro, como é que você está? "
- É, realmente...
Ao andar, se deparava algumas vezes com Sabrina andando com Marcos e outra pessoa não apresentada anteriormente: Kauã. Em algum momento, Marcos tentou parar Giovane o empurrando e lembrando que ele tinha de concluir sua tarefa naquele dia, ou então seria um fracassado.
- Você tem até hoje para conseguir.
- Veja bem, meu amigo, até a meia-noite ainda é hoje.
E essa foi uma sacada bem esperta, tenho que admitir. Enfim, nosso protagonista continuou andando um pouco até que...
- Giovane! Chega aqui! – Disse Marcos aos berros sentado em um local perto de uma árvore.
- Porra... – Disse Giovane.
E foi andando até chegar a ele.
- Que foi, cara? – Perguntou em tom de desânimo.
Eu preciso que você tire uma foto.
" Uma foto? " Pensou Giovane, achando que poderia ter um esquema armado por Marcos.
- Ok, vamos lá!
E foram caminhando em direção à uma outra parte da escola. Quando chegaram, nosso herói se pôs em posição e segurando o celular de Marcos, estava pronto para fotografar. Enquanto olhava para a tela do celular, podia ver Sabrina e sua beleza, ao mesmo tempo que pensava " Caralho, eu sou um merda meu irmão! " E tirou a foto. No entanto, o que não sabia, é que quando já ia se retirando do local, Marcos o chamou e disse:
- Não, cara. A gente só quer que pegue essa parte da parede.
- Ah, ok.
E novamente estava em posição observando Sabrina pela câmera, e logo tirou outra foto. E dessa vez, conseguiu voltar à sua rota sem ser chamado mais uma vez. Andava e andava, sem rumo, sem destino, sem coragem, quando com sua super audição pôde ouvir Sabrina discutindo com Marcos, atrás dele.
Ouvindo isso, ela decide desafiar Marcos para uma briga, e ele logo se acovarda. Como Giovane, ele não tinha coragem. Quanta hipocrisia, não é mesmo, caro leitor? No entanto, ele logo teve uma ideia.
- Vai lá e usa essa raiva no Giovane!
E Giovane continuava andando na frente apenas ouvindo essa conversa, quando foi chamado.
- Giovane! Chega aqui!
E lá ele foi conversar com ele.
- O que foi dessa vez?
- A Sabrina quer te dar um soco.
Mas ela não queria.
- Não, eu não vou! – Disse ela.
- Por que não? – Perguntou Marcos
- Porque eu estou com raiva de você, não dele!
Mas depois dessa breve conversa, Giovane notou um olhar de Sabrina dirigido ao nosso herói. Sabrina realmente teria olhado para ele da forma que imaginava? Ou só estava ficando louco? Descobriria tudo isso em breve...
Dia 18 de agosto de 2018, sábado, por volta das 22:30 da noite Giovane é contatado por Marcos com uma mensagem:
- E aí, cara?
- Opa.
- Tudo beleza, cara?
- Tudo de boa.
- Então, cara... eu acho que você perdeu a aposta.
- Não, pois a aposta não tinha prazo. A única coisa que tinha prazo era eu dizer que sou um merda e a sexta já passou, então você foi enganado...
- Aí é que está, meu amigo quem está se enganando é você mesmo. O único que está sofrendo por amor é você.
- Sim, mas ainda assim, a cada dia minha coragem vai aumentando...
- Não se iluda meu pobre amigo. Esse seu coração não merece sofrer!
- Eu estou apenas contando os fatos.
- Não ame aquela garota, ela não merece você.
- Se fosse tão fácil assim... E você não vai me fazer desistir, porque sou brasileiro e brasileiro não desiste nunca!
- Entendo, apenas não quero que sofra por algo que não tem futuro.
- Eu já sofri para caralho, eu tentar isso não vai aumentar a dor que eu sinto por não estar ao lado dela.
- Você realmente quer isso, não quer?
- Sim, porra!
- Para que você possa ver que eu não estou mentindo. Eu nunca disse isso para você, porém... eu realmente não tenho nada para fazer.
- Etcha porra!
- Sim, essa foi a única palavra que você nunca me ouviu dizer.
- E qual seria? – Perguntou Giovane apenas para ver Marcos admitindo que estava tão perdido quanto ele.
- Eu não sei o que fazer.
- Ca ra lhou.
- Por conta dela, não tem muito o que fazer.
- Isso mostra que é um caso absurdamente difícil.
- Sim, porém não impossível.
- Até porque nada é impossível, exceto o Palmeiras ganhar um Mundial. Isso é impossível.
- Kkk verdade. Como eu já vi que você não vai desistir da Sabrina...
- Certamente que não.
- Eu vou pelo menos tentar ajudar.
- Que bondoso.
- Porém, como nada na vida é perfeito, eu vou usar minhas técnicas...
- Caralho. Tenho trauma dessas técnicas.
- Pode apostar! Até porque, eu aprimorei elas...
- Acho bom mesmo, kkk
- Porém não foi para um lado bom! Foi para um lado mais extremo.
- Puta merda.
- Eu já pensei no que vou fazer. Funciona muito em filmes e novelas.
- Diga-me.
- Vou trancar vocês dois, em algum lugar sozinho.
- Caralho. – Giovane já sabia que aquele plano não iria funcionar, porém decidiu ouvir até o fim.
- Vai ser perfeito. Você vai ver, aí é por sua conta. Na verdade, a parte mais difícil sempre vai ser para você.
- Eu estou com um certo medo do que pode acontecer.
- Ela pode falar tudo que sente por você, ou ela pode ficar de fato com você.
- Ou pode não acontecer nada.
Depois de um tempo de conversa Marcos se convenceu de que seu plano não era dos melhores. Até que disse:
- Eu te ajudo e você me ajuda. Eu te ensino o que sei, e você o que sabe...
- O que exatamente você precisa?
- Eu quero saber como você pensa tanto e quero saber como você é tão concentrado, etc....
- Caralho, sério?
- Sim.
- Ok, aqui vai. Não tem segredo: Você só tem que pensar que sua vida dependesse daquilo. Mas, o lance de ser pensativo, acho que é porque eu não tenho muito o que fazer, apenas pensar.
- Ótimo!
- Espero ter ajudado.
- Ajudou sim, muito obrigado. Agora o que você precisa?
- Fora o lance da Sabrina, nada.
- A melhor opção seria chegar nela em alguma hora em que ela estivesse sozinha ou falar que é uma conversa em particular.
- Sim, o lance é que eu preciso de coragem.
- Quer saber, você transmite confiança. Algo que eu queria muito transmitir.
- Só reprimir suas emoções e mostrar nos momentos mais cruciais.
- Como assim?
- Você nunca sabe se eu estou feliz ou triste, certo?
- Certo.
- Mas as minhas emoções mudam. Tudo que eu faço é mostrar o que eu quero que os outros vejam: A minha cara de indiferença de sempre.
- Porra.
- É basicamente só isso.
- Valeu, cara.
- Você me ajuda muito, estou retribuindo.
- Muito obrigado. Mesmo, cara.
- Não há de quê.
Dia 19 de agosto de 2018, Marcos envia uma mensagem por volta das 21:00 para Giovane:
- Cara, estamos na mesma situação. Eu me apaixonei e ela não dá bola para mim. Fudeu, eu me apaixonei. Isso não é natural no universo.
- Vamos conversar.
- Fudeu.
- Você se fodeu.
- Sim, Fudeu. Eu me apaixonei e isso não é normal da porra da natureza! Eu sou Marcos Ribeiro, não posso me apaixonar!
- Agora sente o que eu sinto há quase dois anos. Não é fácil quando é com você, né?
- Literalmente não. Mano, ela é maravilhosa e não me dá bola. Nem com meus truques e experiência não consigo.
- Você sabe que se eu conseguir ficar com a Sabrina e você não pegar essa mina, o mundo deu uma puta volta.
- Sim.
- Algo de errado não está certo.
- Nem um pouco. Mas, mano ela é perfeita! Pensa na Sabrina e multiplica por 20.
- Impossível!
- Juro.
- Para mim não existe nenhuma garota na face da terra que se compare à beleza da Sabrina. Acho que o amor faz isso...
- Mano, Fudeu. Eu me apaixonei. Pera aí...
- Eu poderia ser muito cuzão e não ajudar, mas você tentou me ajudar, então farei o que puder.
- Pronto. Não sou mais apaixonado.
O amor não é brincadeira de criança, é coisa séria e não se livra do amor tão rapidamente. E Giovane sabia disso, então ou Marcos não estava apaixonado desde o início, ou ainda estava apaixonado ou talvez estivesse inventando tudo aquilo.
- Ata kkk.
- Sério, passou. Eu me controlei.
- O amor vai e vem como uma montanha-russa.
- Não. Não comigo.
E foi então que nosso herói se preparou para fazer um dos melhores discursos de todos os tempos.
- Você pode ter esquecido agora, mas vai pensar nela de novo. E aí fodeu. Mas, se tem uma coisa que eu aprendi é que você tem que insistir...
- Não. Foda-se.
- ... até não ter mais forças. Você não vai esquece-la, apenas aceite o destino. Se você não tentar, alguém vai e você vai ficar muito arrependido. Então você não vai desistir, porra! Logo você, o cara que me incentivou a correr atrás da Sabrina, não pode simplesmente desistir. Essa pode ser a mulher da sua vida, então você teria que ser muito burro para deixar de tentar. E é por isso que você vai correr atrás dela.
Esse foi um puta discurso. Foi tão bom que parece que foi redirecionado a si mesmo e deu forças para ele fazer o que faria amanhã.
Dia 20 de agosto de 2018. O que nosso herói fez? Nada! Até tentaria falar com Sabrina, mas o problema é que não a via. Ficou todo depressivo por passar mais um dia sem conseguir e foi para casa. Chegando lá, sente uma certa fome e decide fazer uma omelete. Uma coisa que deve ser dita anteriormente, é que independente de quanta pimenta do reino colocasse, não conseguia sentir a picância que deveria. Fazendo a omelete, coloca pimenta do reino e seus dedos ficam sujos. Logo vem seu pai, com uma má intenção.
- Lambe a pimenta aí para você ver que não arde quase nada.
Giovane confiava em seu pai então provou e por um segundo pensou " nossa, não arde mesmo ", mas estava muito enganado e arrependido, pois depois de dizer isso, pôde sentir sua língua queimando como carvão em brasas, então pensou " vou tomar um copo de leite e estará tudo resolvido ", acontece que no momento a caixa de leite que estava na geladeira, havia acabado e Giovane teve que esperar cerca de trinta segundos de pura dor e sofrimento até conseguir abrir outra caixa de leite.
Esse pequeno conto não interfere em nada nossa história, mas achei que deveria ser compartilhado.
Quinta-feira, 23 de agosto de 2018. Nosso herói já está na escola durante a terceira aula, esperando o sinal para o intervalo. Ao ouvi-lo, Giovane, como sempre, começa a andar em voltas, porém, mais uma vez se depara com Sabrina, mas dessa vez ela não está andando, e sim parada com algumas garotas, o que eliminava completamente a possibilidade de tentar fazer seu plano, então apenas segue seu caminho. Voltando para a sala, ele não sabia, mas sua vida que já era depressiva, estava prestes a ficar pelo menos três vezes pior, por um tempo. Ao entrar e sentar em sua cadeira, pôde ouvir Yasmin, sua prima, dizer claramente que era um cupido, logo em seguida Sabrina conversa com alguém que ele não conseguira identificar, mas ouve a seguinte frase durante a conversa " Eu virei e dei um beijo na mina ". Naquele momento, não sabia o que fazer. Seus olhos começaram a lacrimejar como se estivesse cortando um milhão de cebolas enquanto um anão tailandês chicoteava suas costas. Sentiu que todo o sentido de sua vida havia acabado, sentiu-se como se o chão que estava aos seus pés havia desabado. Para esconder sua tristeza de todos e de si mesmo, Giovane adotou um comportamento bem agressivo, mas enquanto conversava com Marcos ouviu-o dizer:
- Vamos fazer uma aposta amanhã. Tipo os gringos jogam pôquer e apostam salgadinho essas coisas, já a gente que é fudido aposta bala. A gente poderia, sei lá, jogar algum jogo de azar tipo pôquer, truco...
- Eu toparia um truco. – Disse nosso protagonista.
- Ok, então amanhã todo mundo traz bala para apostar e a gente joga um truco.
Chegando em casa, de noite, Giovane decide contar a seus amigos sobre o motivo de ter ficado tão furioso a partir do intervalo, exceto por uma parte que ele não conseguia parar de rir como se fosse um retardado " Bebidas Xabás ". E ao contar para Semeão, ele recebe um discurso motivacional quase tão bom quanto o que havia feito para Marcos.
- Giovane, sabe o que você precisa?
- O que?
- TVNC
- Wtf?
- Tomar vergonha na cara.
- Porra, semeon.
- Criar coragem e ir.
- Sim. Só preciso do meu bigode, ele me transmite segurança.
- Não deixe que coloquem o dedo na sua cara e digam quem você é!
- Minha autoestima começou a subir...
- Virou mó conversa motivacionap. Maldito correto. R.
- Maldito analfabetismo!
- Cara, você é o cara!
- É bizarro que eu nunca pensei que não conseguiria por falta de coragem, mas sim por rejeição.
- Você vai conseguir. Se tiver a lábia mais do que perfeita, você é imbatível!
- Sim, eu só preciso chegar nela.
- E puxar um bom papo.
- Com puxar um papo, você deve saber que eu vou chegar fazendo a proposta.
- Hum, é mesmo?
- Se a porra do Marcos tivesse seguido o plano...
- Então quando você chegar nela, já sabe...
- Agora tenho que ir.
- Vou recobrar o favor do Marcos, mas falous.
- O Kauã está mandando eu jogar com ele.
- Olha só, escravatura, mas falous.
Naquele mesmo dia, ele cobrou o favor e Marcos concordou em ajudar.
Dia 24 de agosto de 2018, na escola durante a primeira aula que deveria ser de artes, mais uma vez é uma aula vaga. Ao andar com Sem Mão e Raul, como sempre nosso herói se depara com Sabrina sentada com algumas amigas. Dando algumas voltas, durante uma delas, ao passar pelo grupo de garotas, nosso protagonista consegue ver claramente Sabrina olhar diretamente para ele por cerca de três segundos. E não era qualquer olhar, era um olhar tão certeiro que não havia a possibilidade de ela estar olhando para algum outro lugar. Esse fator somado às informações que Giovane havia conseguido ouvir ao longo do tempo, lhe dava uma chance de 99% de Sabrina estar afim dele.
Feliz para cacete, depois que a aula vaga acaba, volta para a sala e vai fazendo as lições até chegar a última aula de geografia. Todos haviam se lembrado do que Marcos havia combinado sobre o truco. Mas ninguém trouxe um baralho.
Depois de tudo isso, com sua confiança, nosso herói faz uma das coisas que mais se arrependeria em sua vida, ele decide aumentar a aposta que havia feito com Marcos para 20 reais. Se ele conseguisse, seria ótimo ganhar esse dinheiro, mas Giovane não pensou no caso de não ganhar a aposta, pois estava cego pela ganância do dinheiro fácil. Marcos aceita a proposta e dessa vez foi mais esperto por ter colocado um prazo de dois dias na aposta.
Durante alguns dias, nada de tão importante acontece que deva ser mencionado nesse livro. Isso até o dia 30 de agosto de 2018...
Giovane decide que pediria Sabrina em namoro durante o recreio, mas para isso precisaria da ajuda de Marcos, que concordou em ajudar depois de certas negociações.
É chegado o intervalo e a tensão estava subindo, até porque agora além de Sabrina, 20 reais estavam em jogo, e nosso herói não tinha nem perto disso...
Giovane anda durante o recreio procurando Marcos e acaba o encontrando.
- Então, cara... agora seria uma ótima hora para aquela ajuda...- Disse nosso protagonista.
- Ah, sim claro, claro... A gente só precisa encontrar a Sabrina...
E lá se vão Marcos, Giovane e Thiago (Não o Sem Mão) procurando a garota. Até que Marcos tem uma genial ideia (sem sarcasmo).
- Giovane, faz o seguinte: fica ali na árvore que eu vou ver se eu encontro ela e chamo-a aqui.
Nosso herói concordou com a cabeça e foi se dirigindo à árvore. Chegando lá, não parava de pensar o que iria dizer, até que de relance, consegue ver Marcos caminhando com Sabrina em sua direção. Eles haviam chegado.
- Então, o Giovane tem um negócio para te falar...
"É agora", pensava Giovane. Não havia mais escapatória.
- É então, é sobre o lance que eu ia falar ontem... Sabrina eu sou absurdamente afim de você, e você sabe disso, então... quer namorar comigo?
- Então... no momento eu não estou disponível..., mas se quiser a amizade, estamos aí.
Ele se sentia arrasado, detonado, zuado, fudido, quebrado.
Aquelas palavras ecoaram na cabeça de Giovane, que agradeceu a Sabrina por ter cedido seu tempo e foi embora andando. Por incrível que pareça, ele se sentia libertado. Triste, porém, libertado.
E nossa história termina aqui com um final não tão feliz(ou será que não?).
E com essa finalização, eu agradeço por ter tirado um tempo do seu dia para ler isso.
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2019.06.23 23:56 d3rr1c53xpl0r3r Como tudo aconteceu (Na minha Cabeça)

Depois de ter ouvido todos os 24 episódios do Caso Evandro é impossível não formar uma narrativa própria na sua cabeça. Ao longo desses 24 episódios você transita entre a culpabilidade e inocência dos sete acusados. Impossível não, já que num caso tão conturbado quanto esse e com tantas variáveis fica difícil acreditar 100% em qualquer depoimento ou confissão. Pensei em esperar que todos os episódios saíssem antes de fazer esse post, mas aí lembrei que o Ivan mencionou que dará o seu parecer pessoal de como acha que as coisas aconteceram. Então para que não haja “Depois de ter ouvido fica fácil falar”, eu vou postar agora. Até para que eu não me influencie pela versão dele. Caso nos próximos episódios alguma coisa bombástica venha à tona e mude a minha opinião, eu irei colocar edits na minha postagem.
Só para que vocês entendam um pouco sobre mim venho de uma família umbandista e cresci entremeio sessões espiritas em casa, centros de umbanda e candomblé e “presenciei” sacrifícios de animais (Por ser pequeno na época, nunca me deixaram ver o ato, mas via o resultado nos dias seguintes. Como já ficou claro, as vísceras têm que ficar no alguidar por 3 dias antes de serem descartadas em água corrente, ou levadas a uma encruzilhada). Meu avô (Já falecido) era pai de santo e minha tia filha de santo e atendíamos apenas família e vizinhos próximos. Nunca tivemos um centro propriamente dito. E como isso já faz bastante tempo, obviamente algumas coisas me somem à memoria então fui pesquisar mais sobre o assunto.
Antes que eu comece, até para que vocês entendam um pouco melhor sobre as religiões Afro-Brasileiras, existem VÁRIAS vertentes. Sabe aquela coisa de brasileiro “gourmetizar” as coisas? (isso será importante na minha versão da história) Pois bem, com essas religiões não é diferente. Primariamente vieram da África com seus escravos TRÊS religiões, a Umbanda, a Quimbanda (ou Kimbanda) e o Candomblé. Sendo a umbanda e a quimbanda cultos semelhantes. Na “Umbanda Branca” temos o trivial de sessões espiritas, atendimento aos consulentes e o famoso passe (Algo apenas para dar uma paz de espirito a quem precisa, limpeza de aura e etc.) e oferendas à Yemanjá, Oxalá, Xangô, Ogum, Oxossi, Iori, Iorimá, que são as 7 linhas da umbanda. Na “Umbanda Negra” ou Quimbanda também há 7 linhas, todas chefiadas (encabeçadas) por diferentes Exus, que esses por sua vez em troca de sua sabedoria e conhecimento de outros Exus da gira (networking) pedem oferendas mais “caras”, oferendas de sacrifício de sangue. Dependendo do que lhes é pedido os tipos de oferenda variam desde uma simples galinha até humanos. Na África até hoje esses sacrifícios acontecem segundo o que pude encontrar (Não sei se é verdade). Eu poderia fazer um post apenas sobre isso, pois é uma assunto MUITO extenso e complexo. Pois bem, abaixo vocês podem conferir a minha versão do acontecido. Algumas coisas apenas os envolvidos sabem e ninguém NUNCA saberá a verdade.
Chega em Guaratuba no começo de Janeiro de 1992, o “Pai-de-Santo” e jogador de Búzios Osvaldo Marceneiro com sua então namorada Andrea Barros e os mesmos tentam estabelecer negócio na feira de artesanato no centro da cidade. Antes que os outros integrantes da feira se opusessem a permanecia de Osvaldo na feira, o mesmo conhece Beatriz Abagge que como declarou varias vezes gostava de misticismo e coisas do gênero. Após algumas leituras de Búzios os dois se tornaram próximos e assim começaram um relacionamento de amizade. Beatriz por sua vez leva seus pais a uma consulta em 29 de Janeiro de 1992.
Osvaldo por morar no imóvel de Carmelita Cristofolini, ficou sabendo do terreiro da Mae Hortência o qual Beatriz Abbage também frequentava. Carona vai e carona vem, já que Osvaldo não tinha carro (como declarou), os dois vão ficando cada vez mais próximos. Beatriz Abagge recém separada de seu noivo, estava obviamente em busca de respostas e um direcionamento em sua vida e recorreu a ajuda de Osvaldo nos búzios (Aquela coisa de mulher, “será que ele vai voltar”, “será que ele ainda gosta de mim” e etc.). Contundo Osvaldo oferece não apenas o consolo espiritual, mas também um consolo emocional e o que era amizade acaba se tornando um affair. Aí pronto, isso é o suficiente para que Beatriz comece mover montanhas por Osvaldo. Logo após isso os outros integrantes da feira de artesanato começam uma movimentação para que Osvaldo e Andrea sejam removidos da feira e com o apoio de Beatriz, Osvaldo vai à prefeitura de Guaratuba para pedir ao Prefeito Aldo Abagge que o conceda um alvará de funcionamento na Feira. Com isso Osvaldo conhece Davi Dos Santos Soares que era o Vice-Presidente do conselho dos artesãos e esses se tornam amigos. (Não sei ao certo, ou não me lembro de onde Vicente de Paula e Osvaldo se conhecem ou quando se conhecem). Pois bem, Osvaldo consegue a permissão para permanecer na feira lendo os seus Búzios.
Osvaldo, um jovem que na verdade era FILHO-de-Santo precisa se “firmar” para conseguir se tornar um Pai-de-santo propriamente dito e abrir o próprio Terreiro em Guaratuba com a ajuda de Beatriz Abagge. Osvaldo foi vulgarmente chamado de “pai-de-santo” por todos por ignorância dos que não conhecem como a religião de fato funciona. Só é considerado “Pai-de-Santo” quem tem um terreiro e passa por uma iniciação feita por um outro Pai-de-Santo que tem um terreiro em funcionamento. No caso da região de Guaratuba já existia um terreiro, o da Mãe Hortência, e por motivos não sabidos talvez a Mae Hortência não quis iniciar Osvaldo (O que já é um red flag). Pois bem, Osvaldo ambicioso e com sede de se estabelecer de vez em Guaratuba pois agora estava apaixonado por Beatriz vai atrás de informações para fazer a sua própria iniciação como Pai-de-Santo na umbanda. Entendam, para que alguém se torne Pai-de-Santo, o mesmo deve possuir amplo conhecimento sobre a religião, linhas de trabalhos, tipos de espirito, como proceder no caso de algo dar errado numa sessão, e principalmente, o quão forte o “cavalo” é, se aguenta a pressão imposta pelos espíritos. (Algo que não mencionei no texto acima sobre as religiões, é que Umbanda e Quimbanda se entrelaçam de uma maneira homogenia. Quem segue uma acaba seguindo a outra indiretamente, já que as duas juntas são o ponto de equilíbrio. Sendo uma sempre contraria à outra.).
Já envolvido com Vicente de Paula e Davi dos Santos Soares, Osvaldo começa a busca de sua primeira oferenda. Oferenda essa para se auto iniciar como Pai-de-Santo. Com isto, o menino Leandro Bossi desaparece em 15 de Fevereiro de 1992. Não temos detalhes sobre esse acontecido pois como tudo consta o menino Leandro continua “desaparecido”. Há “informações” de que o corpo havia sido descartado no mesmo rio onde o saco com partes de Evandro seriam encontrados mais adiante, porem nada de concreto foi constatado. Vale ressaltar que não acredito que Beatriz e Celina estejam envolvidas nesse desaparecimento, inclusive acho que Beatriz na época do ocorrido em Fevereiro não ficou sabendo que havia sido Osvaldo o responsável por isso, pois ate então os dois não eram tão próximos assim e obviamente Osvaldo não queria assustá-la. Pois entendam, somente quem segue a religião e a estuda, entende a razão do sacrifício e não encara isso como um crime, pois o está fazendo por suas crenças e o vê como necessário para obter o que almeja. (Não estou de maneira nenhuma defendendo a prática, e de fato apesar da religião requerer tais sacrifícios os mesmos não deverão ser praticados pois envolve o assassinato cruel de um semelhante. Aqui sem dúvida entra a linha tênue entre a crença e a moral do ser humano)
O menino Leandro continua desaparecido e ninguém tem pistas, apenas o relato de Diógenes de ter visto Leandro na garupa da moto com Osvaldo (?). Portanto esse acontecido segue em paralelo enquanto as vidas dos 7 acusados continuam e tudo está maravilhoso. Osvaldo, De Paula e Davi estava certos que nunca ninguém descobriria o que aconteceu, como de fato não descobriram, pois, o retrato do Menino Leandro Bossi continua na pagina do SECRIDE na seção de crianças desaparecidas, ou seja, não falecidas. Portanto não há materialidade para se constatar que um homicídio ocorreu.
Passam-se então quase dois meses até que cheguemos ao desaparecimento do menino Evandro Ramos Caetano. Nesses dois meses, na minha cabeça entendo que muitas coisas aconteceram, principalmente entre Beatriz Abagge e Osvaldo Marceneiro. Os dois com certeza se tornaram ainda mais próximos, porem Osvaldo tinha Andrea, a qual já suspeitava do affair entre os dois. Daí vem os relatos de ciúmes excessivo de Osvaldo e de possíveis agressões. Só quem trairia (ou trai), acha que está sendo traído. Pensem, o affair de Osvaldo e Beatriz jamais poderia vir à tona, por várias razões. Primeiro, Osvaldo era juntado com Andrea que veio com ele pra Guaratuba, ela talvez não tivesse pra onde ir caso os dois se separassem e por esse motivo Osvaldo talvez se sentisse responsável por ela, já que a mesma o acompanhou ate Guaratuba. Segundo, Beatriz era filha do prefeito e da poderosa Família Abagge, e não poderia ser vista com tendo um caso com um “Pai-de-Santo”. Isso iria colocar em xeque a credibilidade da família perante a política local e até mesmo estadual. Sem mencionar que na cidade o mesmo já era visto com maus olhos pelos artesãos e obviamente pelo eleitorado católico, predominante em cidades do interior brasileiro, incluindo Celina Abbage.
Porém, sabem como é não é verdade? Basta apenas que uma dádiva seja concedida para que o descrente se torne crente. Nesses dois meses Osvaldo dever ter feito alguma previsão que se tornou realidade, ou fez algum trabalho (Oferenda) para Beatriz que se provou frutífero e a mesma juntada de seus sentimentos por Osvaldo mergulhou de cabeça na idéia. Nesse interim Beatriz começou um trabalho de convencimento com seus pais com prováveis “Tá vendo, não disse que ele é serio” ou “Desde que o Osvaldo começou a fazer trabalhos nossa vida tem melhorado, estamos abrindo o Centro pra cuidar das crianças, você esta trazendo o partido pra cidade, vai Lançar a Denise como candidata e etc.” ou coisas do tipo. O que não sabíamos no começo do podcast mas ficou claro nos últimos episódios é que Celina era extremamente arrogante, ambiciosa e sedenta por poder. Logo, ao ver que as coisas estavam andando na vida da família atribuiu tudo (por influencia de Beatriz) à Osvaldo, esquecendo assim o seu catolicismo e se convertendo ao “Osvaldicismo”.
Osvaldo, sabendo que sua influência na família Abagge havia aumentado consideravelmente em poucos meses propõe à beatriz que abrissem um centro de Umbanda junto com De Paula e Davi que já estavam próximos ao “casal” nesta época. O único problema é em que cidades pequenas, notícias envolvendo a família do prefeito correm rápido. Logo ficou sabido que Beatriz estava envolvida na abertura de um centro de umbanda com Osvaldo. O que fez com que a mesma, até por pedido de seu próprio pai deixasse a idéia de lado pois não seria bom por motivos políticos. Enfim, com algumas coisas indo bem pra família Abagge atribuídas à Osvaldo faltavam as coisas principais serem “consertadas”. A serraria que não andava muito bem das pernas (e da onde provavelmente vinha o sustento de toda a família, já que pelo que dá a entender Beatriz, suas irmãs e sua mãe não tinham renda alguma ainda que estavam envolvidas em projetos aqui e acolá) e a força política que Aldo e Celina tanto queriam e que estava sendo ameaçada por Diógenes (com seus panfletos) e pelo outro candidato da oposição (o qual não me recordo o nome).
A família Abagge convencida de que Osvaldo tinha o poder de interceder por eles e ajudar a família a sair dos problemas políticos e financeiros que os afligiam pedem ajuda à Osvaldo. Agora lembrem-se de que Osvaldo não tinha nenhuma outra ocupação a não ser jogar búzios e ser “Pai-de-Santo”. Depois de meses de consultas com a população de Guaratuba e seu envolvimento com Beatriz, Osvaldo vê neste apelo a chance de fazer um pé de meia. Neste momento Osvaldo descreve à Beatriz o que deveria ser feito, quanto custaria e quem participaria. Acredito que Beatriz ao ouvir o que deveria ser feito deve ter se assustado e não deve ter concordado de primeira, porem Osvaldo lhe diz que é a única maneira de conseguir tais benefícios. Depois de conversa com sua família Beatriz e Celina decidem proceder com as orientações de Osvaldo. Começa então a segunda caçada ao próximo menino que teria de ser sacrificado. Entra aqui agora a parte da “Gourmetização” da religião. Osvaldo por conveniência ou não, não posso afirmar, envolveu o número 7 neste trabalho. Pois lembrem-se, há de fato 7 linhas de trabalho nas religiões afro-brasileiras. Coincidência ou não, neste caso acredito que não. Osvaldo, além de ter 7 letras, é um nome o qual a soma de suas letras pela numerologia também é 7. Evandro, além de ter 7 letras, também soma o número 7 quando usamos a numerologia. E o suposto ritual acontece no dia 7 de Abril 1992. Neste caso, não acredito que sejam apenas coincidências, pois são muitas. É aquele velho ditado, onde há fumaça há fogo. São muitas coincidências juntas, porém vamos chegar nessa parte quando falarmos sobre as torturas.
Após a aceitação da proposta de Osvaldo, a família Abagge, começa a premeditação do ritual. Se o que falei sobre o número 7 no parágrafo acima confere, então Evandro se torna um alvo. Pois lembrem-se, para que o menino escolhido se encaixasse nos parâmetros, eles deveriam saber o nome do garoto, não poderia ser qualquer garoto. Então assim, as Abagge começam a pensar nos meninos os quais elas sabiam o nome e que poderiam se encaixar no pedido de Osvaldo. Os pais de Evandro estavam diretamente ligados à prefeitura, sendo sua mãe Maria trabalhando na Escola onde Evandro frequentava e o seu Pai Ademir na prefeitura. Logo, a família Abagge conhecia a família Ramos Caetano muito bem, e sabia o nome de seus filhos. Por um infortúnio Evandro se encaixava perfeitamente. Agora, colocando de lado o simbolismo do número 7, Evandro só estava na hora errada no lugar errado e fui abduzido pois era um menino. Pensem, proveniente de uma família humilde, os Ramos Caetano jamais pensariam que a família Abagge, a mais poderosa de Guaratuba faria uma coisa dessas. Mas sabe aquele negócio de é tão óbvio que ninguém nunca suspeitará? Pois então, mas o que eles não esperavam é que Diógenes estaria à espreita aguardando um passo em falso para que ele atacasse.
Eis que no dia 6 de Abril de 1992 por volta de 9:30 da manhã por um acaso (ou não, pois acredito que o menino Evandro não fazia aquele trajeto todos os dias naquele mesmo horário. Naquele dia ele não havia tomado café (ou esquecido o mini-game) e foi até em casa buscar na hora do recreio) enquanto passando pelas redondezas da casa dos Ramos Caetano, as Abagge avistam o menino Evandro indo pra casa e o seduzem com balas para dentro do carro. Voltando à simbologia do numero 7, lembrem-se de que o ritual seria feito no dia 7, logo elas deveriam ter o menino um ou dois dias antes apenas, pois o mesmo deveria estar vivo no momento do sacrifício e não teriam onde deixar o menino por um longo período de tempo caso o tivessem raptado por muito tempo antes de poder fazer o ritual.
Vale voltar um pouco no tempo para mencionar o relato de Diógenes dizendo que Osvaldo havia espalhado pela cidade que uma grande tragédia iria acontecer e iria virar a cidade de pernas pro ar. Aqui é a parte onde ele mesmo começa a entregar a corda pra que fosse enforcado mais adiante. Sabendo do ritual que aconteceria, já que as Abagge haviam concordado, Osvaldo viu aí a oportunidade de se tornar “famoso” pois ele haveria previsto um acontecimento antes que o mesmo houvesse ocorrido, OU, o mesmo de fato viu nos búzios que algo viraria a cidade de pernas pro ar, mas não sabia que ele estaria envolvido. Afinal, ninguém comete um crime esperando ser pego, certo?
Depois do rapto do menino Evandro no dia 6 começam os preparativos para o ritual no dia seguinte, dia 7. Airton Bardelli, já envolvido com Osvaldo por intermédio de Beatriz recebe a ordem de que no dia seguinte todos da serraria deveriam ser dispensados mais cedo às 6 horas da tarde, para que o trabalho pudesse acontecer às 7 (?). Aqui fica a minha duvida, e eu não sei responder essa questão de como Bardelli e Cristofolini entram no ritual. Será que apenas para composição de quórum, já que Osvaldo disse que precisariam de 7 pessoas? Osvaldo pediu à Cristofollini, seu então vizinho para que apenas os ajudasse compondo o grupo, e a mesma coisa à Bardelli por parte de Beatriz já que Bardelli estaria na Serraria e seria responsável pelos funcionários não estarem lá? Isso é uma das coisas que jamais saberemos. Porém, não acredito na parte que a serraria ficou fechada uma semana para que eles pudessem limpar o local e etc., qualquer idiota colocaria um pedaço grande de lona ou plástico para forrar o chão e não ter que lavar ou limpar o sangue depois. Se eles não o fizeram assim, foram burros – fica a dica pra próxima rs.
O Ritual acontece de acordo como relatado, onde o menino Evandro é oferecido em forma de sacrifício para um Exu (Não para o Diabo, não para Satã, não para nada disso). Acreditem ou não, mas Exus em sua grande maioria não são espíritos maus, são apenas mensageiros entre o mundo dos vivos e dos mortos os quais cobram pelos seus serviços (em forma de oferendas). Contudo, há também Exus de má índole, que são espíritos não evoluídos e que agem pelo lado errado da gira. Qual o Exu ao qual o menino Evandro foi oferecido, nunca saberemos. Após o ritual ser terminado os 7 deixam a serraria e Beatriz e Celina voltam pra casa, e Celina vai à tal festa com Aldo. Osvaldo, De Paula, Davi, Bardelli e Cristofolini se dirigem às suas casas. Aqui fica aquela confusão sobre o dia 6 ou dia 7, bar da dobradinha, jantar na casa de Antonio Costa. E também onde Andrea desmente o álibi de todos, pois diz ter visto Osvaldo e De Paula saindo com roupa de trabalho e sendo buscado por Beatriz. Mais um indício de que Osvaldo e Beatriz estavam tendo um affair o qual Andrea já sabia e por vingança não encobriu o seu namorado.
Voltando ao dia 6, após o desaparecimento de Evandro, sua família obviamente estava recorrendo a qualquer tipo de ajuda. Nisso chega a notícia no terreiro da mãe Hortência por meio de Davina de que o menino havia sumido e a família estava pedindo que pessoas se dirigissem à casa da família para orações. Não obstante, Vicente de Paula vai à casa dos Ramos Caetano e recebe a entidade que se propõe a ajudar porem não quer fazer naquele momento pois o “cavalo” não está com a roupa adequada. A entidade pede que o mesmo coloque sua roupa enquanto vai na “gira” ver se consegue achar o menino e que depois voltaria. Acho que é aqui que o resto está na casa de Antonio costa jantando após a sessão no terreiro. Depois do jantar quem vai ajudar na busca é Osvaldo com Davi dos Santos (que não é o “Cheiro” rs) junto com Davina e seu marido Mario. Quando a entidade pede que seja levada a uma rua que tenha palmeiras Osvaldo sinaliza que sentiu uma presença forte no final da rua perto do mato. Aqui na minha opinião, Osvaldo entrega mais um pouquinho de corda para ser enforcado na tentativa de fazer o seu nome como Pai-de-Santo. Depois da profecia de que haveria uma tragédia na cidade ele deve ter achado por bem profetizar a presença do menino naquela região pois já havia planos de desová-lo lá após o ritual. Porém isso foi mais uma bala na arma de Diógenes.
Cinco dias depois quando o corpo é encontrado no Sábado dia 11 de Abril a 30 metros do local onde Osvaldo havia sentido uma “presença forte”, as coisas começam a ficar suspeitas. Infelizmente o corpo encontrado está além do reconhecimento e fica difícil a confirmação porem como já sabemos o corpo encontrado está sem as mãos, sem alguns dedos dos pés, sem orelhas e olhos e sem órgãos internos incluído coração. E tudo isso é explicado nas doutrinas, a falta das mãos é para fortuna, do pênis para impotência, e assim vai. Não me recordo de todos. E é aqui que as coisas começam a ficar esquisitas e se esclarecer ao mesmo tempo. Mesmo que o corpo encontrado não seja de Evandro, seja de Leandro Bossi por exemplo. Os cortes citados, as partes faltantes do corpo são por coincidência de acordo com a doutrina de sacrifícios?! Não acredito, e tem mais, aqui cai por terra também a teoria de que Diógenes teria conspirado contra as Abagge. Pelos depoimentos de Diógenes ele se mostrou TOTALMENTE ignorante às religiões aqui envolvidas. Portanto, ele não saberia o que fazer com o corpo para que parecesse que um ritual de sacrifício tivesse sido realizado no corpo em questão. E mais, se hoje nem na internet se encontra tais instruções podemos imaginar em 1992. Só quem de fato é praticante há MUITOS anos tem acesso a como praticar tais rituais. Pois não é apenas pegar um corpo X cortar e tchau, como o nome diz é um ritual, portanto existem musicas, palavras a serem faladas dentre outras coisas e só quem estuda há um bom tempo sabe o que fazer.
Portanto quando Diógenes faz a sua denuncia no dia 29 de Maio de 1992 quase DOIS meses depois do ocorrido, ele se baseia em “fofocas” porém também em outros fatos, como sobre a do “Grupo Tigre” estar próximo à família Abagge durante as investigações. Se depois de dois meses ninguém sabe absolutamente nada, é porque alguma coisa tem, concordam? Depois da sua denuncia ao ministério público, o mesmo acha por bem colocar o “Grupo Águia” da PM em uma investigação paralela à da Polícia Civil que nada fez por dois meses. Aqui na minha opinião entra a parte onde Diógenes tinha sim uma agenda contra a Família Abagge. Por N motivos ele não gostava deles em especial à Celina que causou o divórcio de seus pais. Após ficar sabendo de tudo que ficou por intermédio de conhecidos, Davina, Edézio, Jorge Banana e cia, ele foi mais do que correndo colocar a sua denuncia pois então ainda que não tivesse provas concretas pra ele tudo aquilo fez sentido e ele tinha nas mãos o que sempre quis.
Não acredito que as testemunhas tenham mentido a pedido de Diógenes. E entendo o fato delas não terem se pronunciado no dia, ou dias depois. Morando numa cidade pequena onde todos se conhecem, a família mais poderosa e talvez mais rica da cidade se envolve num crime hediondo desses, você se pronunciaria? Eu não me pronunciaria, e é a verdade. No caso de Edézio, ele ficou sem saída porque seu amigo Hamilton ao qual ele havia confidenciado ter visto as Abagge raptando o menino Evandro contou ao Diógenes que por sua vez deve ter obrigado ele a prestar depoimento do que havia visto. Não há nada de estranho nisso. A mesma coisa com o Jorge Banana, se eu estou pescando e vejo um saco cheio de restos mortais do que poderia ser um feto, meu barco viraria uma lancha de tão rápido que eu sairia de lá. E com peixe ou sem peixe no meu barco eu JAMAIS puxaria o saco pra dentro do barco. E é isso que talvez destrua a credibilidade das testemunhas, o MEDO. Ninguém quer admitir que tem medo, mas a grande maioria das pessoas tem, e por não querer admitir isso em juízo ou em depoimento acaba passando por mentiroso. Pois é muito fácil falar, “Ah, mas você viu que tinha mãos dentro do saco, cabelo e não pegou o saco?!”. Não, eu também não pegaria. Agora, se eu soubesse do que tinha acontecido (Coisa que Jorge Banana não sabia à época do ocorrido), e visto um saco com as coisas eu chamaria a policia sem dúvida alguma, porém se não soubesse, aquele saco de cal iria ficar lá pra sempre.
Finalmente chegamos às prisões dos dias 1,2 e 3 de Julho de 1992, onde os 7 acusados são presos. Aqui eu vou ser bem sucinto e explicito nas minhas opiniões. Eu acredito que todos tenham sofrido tortura sim, sem sombra de dúvidas. Porém pra confessar aquilo que de fato haviam cometido porque jamais confessariam de uma outra forma. Não defendo tortura e não acho que esse deveria ter sido o caminho a ser seguido. E acho que a maneira com a qual a PM conduziu as prisões e os interrogatórios foi o que estragou o caso. Se eles não tivessem torturado os réus a argumentação da promotoria teria sido muito mais forte e o único argumento da defesa seria o de que o corpo encontrado não era o de Evandro.
Agora as perguntas que ficam e talvez a chave de todo esse mistério é, se o corpo encontrado não é o de Evandro como afirma piamente até hoje o Delegado Luis Carlos de Oliveira, porque os acusados colocaram as roupas de Evandro no cadáver? O que eles tentaram fazer aqui? Encobrir uma morte com outra? Desovar o cadáver de Leandro Bossi que estava na geladeira que a Celina tirou da serraria como relatou Teresinha e por isso tinha marcas roxas e já estava em estado de putrefação como se fosse Evandro? O que vocês acham? Isso vai ficar no imaginário de cada um, pois nunca saberemos.
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2019.02.01 01:07 lucius1309 MENSAGEM NUMA CAIXA SOTERRADA EM ALGUM LUGAR FUNDO O BASTANTE

Deus sempre soube de todas as coisas, e ele sempre sabia de tudo o que estava planejado pra minha vida por mais ateu que eu possa ter sido em grande parte dela (a minha vida) e agora eu tô aqui. Vivo e respirando. E isso pra mim é o grande milagre, porque eu sempre achei que ia morrer sem encontrar um caminho, que eu não iria sentir jamais a sensação de felicidade sem vir do fundo de uma garrafa de bebida barata.
Ou bebida caríssima. Álcool é álcool, meu parceiro. O importante é ficar bem louco.
E agora eu tô em paz e sereno, algo raro mas possível, eu diria.
Desse momento em diante as coisas não serão como sempre foram. A vida é isso: de repente, tudo muda. Nem sempre pra pior, nem sempre pra melhor, mas sempre de maneira inconstante. Eu passando em frente aos antigos lugares que eu ia e sentindo o cheiro do álcool ou lembrando das notas de duas pratas que ficavam enroladas no bolso, do cartão velho de banco e das carreiras de cocaína esticadas dentro de biqueiras, sendo aspiradas com a mesma raiva que eu sempre senti de mim mesmo e do meu pai. Como se eu quisesse não necessariamente me matar, mas matar meus sentimentos. E eu sei que agora eles (os sentimentos) ainda estão guardados dentro de uma caixa, mas eu não quero mexer, por mais que eu saiba que é importante que eu mexa pra que as coisas continuem caminhando minimamente bem e que tudo permaneça no seu devido lugar.
Tentei mandar a vida tomar no olho do cu, sem muito sucesso. Bares foram meus abrigos, putas insensíveis foram minhas namoradas, homens sem rosto e sem brilho nos olhos foram meus amigos sinceros e leais. Meus pés caminharam sobre chamas e brasas vindas do inferno, e, pode parecer alucinação, mas eu já estive sentado frente a frente com a dona Morte, mas quando ela estendeu a mão eu não peguei, e de repente eu acordei completamente nu no chão da sala da minha casa, suando e tremendo e com os olhos cheios de lágrimas vermelho sangue, depois de quase 15 dias bebendo sem parar, abusando também de crack, maconha, cocaína e LSD. Ali era pra eu ter ido, mas eu não fui.
E agora estou aqui, sendo fruto de um milagre. Eu não vi, eu não vivi, eu sou o milagre.
O tempo voa quando você se perde no céu dos seus próprios pensamentos, e foram bons 10 anos assassinando a mim mesmo aos poucos, deixando a porra da caixa trancada, cheia, abarrotada de sentimentos muito insanos pra explicar, coisas que nem eu sei dizer, que refletem o que se passava dentro do meu ser quando eu lembrava da minha infância.
Eu particularmente odeio a minha infância.
Lá tem muitas surras, tem muita dor, palavras de ódio, violência emocional, traumas, decepções, eu chorando na porta do quarto dos meus pais, eu assustado, eu carente, eu triste e revoltado, eu engolindo tudo o que eu passava e guardando na porra da caixa. Agora tá lá, louca pra ser aberta.
Até quando eu preciso insistir em fugir de tudo e de todos? Até quando eu vou ficar me olhando no espelho só de soslaio, como se não tivesse coragem de me olhar nos meus próprios olhos? Até quando eu vou ficar pedindo desculpas pelas várias merdas que fiz, pelos homens que vi morrer na minha frente, pelas mulheres que decepcionei e fui imbecil, pelos empregos que joguei pelo ralo junto com a minha esperança de encher o cu de dinheiro e ir morar na puta que pariu sem ter que conviver com ser humano algum? Carlos Reis talvez seja desgostoso demais pra ter que lidar consigo mesmo, e se nem ele consegue, quem mais vai conseguir?
"Que tipo de ser humano me tornei?" eu me pergunto às vezes. Dependendo da situação, é claro.
Eu acho que essa pergunta não deve ser respondida por ninguém além de mim mesmo, e que todos deviam se perguntar isso pra ver se tá dando certo esse negócio de "viver", que pra grande maioria se trata apenas de ficar preso nessa bola gigante chamada de planeta, ser atraído pela força da gravidade pra não cair em órbita, ouvir música ruim, pagar contas, comer mulheres estranhas, procriar, tomar cachaça e morrer sozinho. A gente sabe disso. Eu sei e todo mundo sabe. Mas nem todos falam.
Um dia eu tava na rua brincando de esconde esconde, eu me escondi com uma menina atrás de um muro na rua da minha casa, a gente começou a se beijar, eu tinha uns dez anos e não sabia exatamente o que tava fazendo, mas eu tava gostando da coisa, e a gente foi pego e não conseguimos nos salvar. Ela estudava na mesma sala que eu. No dia seguinte, na escola, ela não olhou na minha cara e eu me senti decepcionado. Não disse isso pra ela e nem pra ninguém. Mas eu tenho certeza que o sentimento daquilo tudo ainda é real o bastante pra ficar escondido na minha caixinha.
"Você se sente feliz a maior parte do tempo? Ou viver é sofrer?"
Muitas vezes também me perguntei isso, e agora, olhando pra trás, depois de tanto me foder e olhando o que tá rolando agora, eu prefiro ainda não responder essa pergunta. Eu acho que estar vivo já é por si só um excelente argumento pra botar a vida pra fuder de verdade. Pra batalhar pelas coisas.
Pois eu, quando me levanto com o sol queimando meus olhos pela fresta da minha janela, às 6h30 da manhã, acordo disposto a fazer as coisas do melhor jeito possível, não que isso possa me fazer feliz, mas torna a vida mais suportável.
Ok.
Agora chega.
Só mais uma coisinha rápida.
Se a gente perceber a vida querendo nos abocanhar e não soubermos lidar com ela, e estivermos completamente sozinhos e perdidos, existem algumas opções que já estive a fundo tentando, como foi da vez em que me embriaguei sozinho no meu aniversário de 26 anos, eu tava num bar imundo do centro da cidade, uma puta tava querendo passar a mão nas minhas bolas, dois nóias tavam dando tiro comigo numa farinha ruim pra caralho e o dono do bar cantou "parabéns pra você" prostrado sobre meu corpo caído depois de tanto encher o cu de pinga, e eu achei que assim eu tava conseguindo sair das situações difíceis que eu mesmo me colocava.
Ajudou? Sim.
Resolveu? Não.
Portanto hoje eu tento simplesmente dar risada da minha desgraça, bater em teclas, beijar e transar com alguma garota legal e que seja doida o bastante pra estar comigo, pagar minhas contas de maneira honesta, beijar minha irmã o máximo possível e abraçar mais outros seres humanos. Sendo assim, minha cabeça fica mais arejada pra lidar com os desafios que a vida coloca na minha frente, e mesmo que os problemas não tenham acabado de vez, eles parecem no mínimo mais suportáveis, o que é bom pra mim, pra minha família e pra quem mais estiver ao meu lado nessa porra de planeta.
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2018.04.20 20:34 CarroR24311 Como eu uso o Tinder pra despertar a “GP” interior em algumas mulheres

PRIMEIRO PASSO - O PERFIL
Bem, meu objetivo no Tinder sempre foi obter encontros com finalidade estritamente sexual, mas ao mesmo tempo precisava manter minha identidade preservada. Não estava buscando uma namorada, amante, crush, ou nada do tipo. "Ah, CarroR24311, mas não seria mais fácil então sair com uma GP?" Sim, seria...mas minhas motivações nem sempre são muito simples de serem definidas ou explicadas; encontro prazer no inusitado, no inesperado, na surpresa. Gosto de jogos, e me pareceu um jogo interessante essa "pescaria"...jogar a isca e ver quem nesse universo tão variado de meninas que aparecem todos os dias na descoberta do Tinder cairia na minha rede. Sabia desde o primeiro momento que seria uma loteria...sair com meninas das quais eu não sabia nada, das quais não tinha nenhuma informação senão meia dúzia de fotos e uma descrição que geralmente se resumia a signo, altura, gosta da série tal, dispensa quem quer apenas sexo (essa parte geralmente era a mais engraçada, por motivos óbvios).
Assim, o primeiro passo foi criar um facebook apenas com a finalidade de usar o Tinder, já que é obrigatório vincular uma conta do face ao Tinder. Feito isso, é hora de criar o perfil...por via de regras, no Tinder as pessoas avaliam as outras com base nas fotos e uma breve descrição. No meu caso a minha foto não mostrava a minha pessoa, mas sim uma sugestão sobre o meu objetivo ali. E minha descrição era bem objetiva, do tipo "Sou casado, busco relacionamento sexual e como retribuição ofereço um valor de até $$$ por cada encontro. Não busco romance ou namoro, ofereço e exijo o máximo de discrição".
SEGUNDO PASSO - A PESCARIA
Nesse momento se define o que se deseja, podendo limitar sua escolha por localização e faixa etária. No meu caso, no começo eu defini que gostaria de visualizar apenas meninas de 18-22 anos e localização de até 160 km do meu local. Nesse primeiro momento eu geralmente dava likes indiscriminadamente, queria mais ter um feeling se meu perfil iria fisgar a atenção de alguém. Logo no primeiro dia consegui 8 matchs, e então passei a ser mais seletivo, reduzindo o "range" de distância e concentrando meus likes apenas nas meninas que de fato me chamavam a atenção.
TERCEIRO PASSO - DEI MATCH, O QUE FAÇO AGORA
Bem, eu uso a seguinte regra: se dei like por último, eu começo a conversa, se a menina deu like por último, espero ela começar. No meu caso, tudo sempre começa com o famoso "Bom dia, tudo bem com você?", e em seguida eu pergunto se ela leu meu perfil por completo, se existe alguma dúvida com relação à minha proposta. Acho isso importante pois reforça a objetividade da oferta e não dá muita margem para a menina ficar de papo furado depois. Na maioria dos casos as meninas afirmam terem lido e estarem de acordo. Mas também na maioria dos casos elas vão querer saber um pouco sobre você, sua motivação, e principalmente, vão querer uma foto sua. Posso afirmar que 99% vão pedir para ver uma foto antes de seguir em frente, e existem mil maneiras que você pode enviar uma foto: colocando no próprio perfil do Tinder e depois tirando (não gosto de fazer isso, pois alguém conhecido pode justamente estar olhando seu perfil naquele exato momento), upando em um tumblr da vida e passando o link, ou então passando a conversa do Tinder para o popular WhatsApp. Eu geralmente uso essa última.
Bem, daí pra frente vai de cada um. Você vai ter que conversar com a menina e combinar o seu encontro. Eu geralmente pergunto à menina se ela prefere encontrar antes para tomar um café, conversar um pouco, quebrar o gelo, afinal de contas são garotas que na maioria das vezes nunca fizeram sexo em troca de dinheiro e ficam preocupadas de você ser um maníaco ao algo do tipo. Para uns 20% isso foi muito importante, e eu não teria sucesso com elas se não tivesse colocado essa possibilidade. As demais foram de boa para abate sem floreios. Também é bom salientar que na maioria dos casos de encontros pelo Tinder não é a menina que vem ao seu encontro. Você vai ter que ir atrás...e isso pode ser um empecilho para alguns.
Outra coisa, eu não pedi nudes para nenhuma menina. Como já disse lá no início, encarei essa experiência como uma loteria, e solicitar fotos sem roupas poderia colocar em risco meu objetivo. Tem muita gente no Tinder que fica só pedindo foto, e as meninas por razões óbvias vão ter muito receio de encaminha-las para um estranho. Em razão disso, tive alguns desapontamentos, mas no fim, como Edith Piaf posso afirmar que "Je ne regrette rien"
Com relação à duração dos encontros, isso também era algo totalmente em aberto. Eu particularmente preferia não definir nada, deixar rolar...assim, para algumas meninas eu paguei para ficar uma noite inteira o mesmo que valor que gastei para passar 20 minutos com outras.
Enfim, o resultado dessa experiência foram encontros com 19 meninas, das mais diversas origens e classes sociais. Vou descrever um resumo de cada um, para que tenham uma ideia do que poderão encontrar...
Menina 1 - Mesquita - 20 anos - Funcionária Pública
Bem, essa foi fisgada ainda na primeira leva de likes. Mulata, não muito bonita de rosto, mas tinha um corpão de passista de escola de samba. Combinamos na praça, e na hora marcada ela estava lá. Eu estava nervoso por ser meu primeiro encontro, e ela nitidamente também estava. Quando ela entra no carro bateu uma bad, pois as fotos haviam pegado apenas seus melhores ângulos, que eu pessoalmente não conseguia enxergar. Enfim, mas eu já estava ali, então ia tentar fazer daquele limão uma limonada. Já no carro ela começa a me elogiar, dizendo que me achou bonito e que não entendia o porque de eu estar pagando para sair com garotas, e no caso, estar saindo com ela. Eu pensei a mesma coisa, mas não disse. Como eu havia combinado antes com ela de sairmos para comer algumas coisa, fomos para o shopping almoçar e conversar um pouco, antes de ir para o hotel. Bem, pelo menos sem roupa ela compensava a cara. Menina bem gostosa, seios médios, bundão. pedia para chamar ela de puta e por fim, me ofereceu atrás que eu claro, não recusei. mas logo em seguida bateu a bad de novo, e disse a ela que tinha um compromisso e ia precisar ir embora. Devemos ter ficado em torno de 1 hora no hotel...na hora de pagar ela ficou muito constrangida, a princípio não quis receber. Mas depois de minha insistência, ela acabou aceitando.
No caminho para deixá-la de volta em casa ela contou que imaginava que iríamos ficar mais tempo, mas que como saiu cedo iria conseguir ir à reunião do grupo de jovens na igreja 54** . Achei essa parte engraçada, mas segurei para não rir. Dois minutos depois de deixá-la no local onde a peguei, descombinei no Tinder e fui seguindo meu caminho pra casa, quando ela me manda uma mensagem pelo WhatsApp perguntando o porque de eu ter descombinado. Enfim, como justamente estava nessa para não ter que dar satisfação a ninguém, não respondi e tratei de bloqueá-la no WhatsApp também. Ela foi a primeira de 36 contatos que estão bloquedos hoje no meu telefone, que vão de garotas que eu já saí e não quis repetir até meninas com quem eu comecei a conversar mas decidi por não encontrar.
Menina 2 - Volta Redonda - 21 anos - Estagiária em Escritório de Advocacia
Sim senhores, nesse afã por ppk eu fui parar em Volta Redonda. Como no começo meu "range" estava de até 160 km, acabei dando match com essa menina de lá, e ela me chamou tanta atenção que decidi que valeria a viagem. Pelas fotos do tinder e instagram ela parecia com a Mulan, personagem de um desenho da Disney. Na conversa pelo WhatsApp se mostrou instruída, tranquila, o que me animou ainda mais em encontra-la. Com ela não teve papo antes...nos encontramos e fomos direto para o hotel. Era a segunda vez que encontrava alguém em troca de grana e estava juntando para por silicone. Dei duas com ela, e poderia ter dado mais se quisesse, mas eu tinha que voltar ao Rio para trabalhar. Enfim, apesar de ter sido legal, não tinha intenção de repetir, então foi para o saco dos blocks também.
Menina 3 - Santa Cruz - 18 anos - Blogueira e Hostess
Fiquei impressionado com as fotos dela. Pelo WhatsApp a menina me pediu um monte de fotos, perguntou um monte de coisas, já estava ficando puto, mas como queria muito conhecê-la fui relevando. Até que ela passou um pouco dos limites, perguntando coisas da minha vida pessoal, daí eu dei-lhe um fora, e já imaginava que ela ia me xingar e cair fora, mas o oposto aconteceu. Ela pediu desculpas e ficou mansinha, me mandou até nudes sem eu pedir. hahahaha
Enfim, fui encontrá-la em Santa Cruz, e a menina queria manter as luzes apagadas no quarto. Muito gostosa, mas tinha um comportamento meio estranho. Parecia sofrer de distúrbio de dupla personalidade. Enfim, essa eu não bloqueei, pois achei que valeria a pena encontra-la novamente, mas três dias depois ela vem com uma história que estava precisando de grana para por implante no cabelo, se eu não podia adiantar, e tal...bem, percebi que essa mulher ia ficar no meu pé, então mais uma foi morar no saco dos blocks.
Menina 4 - Tijuca - 18 anos - Universitária
Quando dei match com ela eu nem acreditei. A menina era muito gata, mas muito mesmo...um corpo perfeito, conforme pude ver pelas suas fotos de biquíni. O relacionamento com ela extrapolou um pouco os limites que eu havia determinado para mim mesmo. Fui dormir na república onde ela morava, falava com ela todos os dias, já não pagava mais, mas a coisa já estava saindo do controle, então preferi me afastar. Dessa eu tenho saudades..
Menina 5 e 6 - Tijuca - 18 e 21 anos - Universitárias
Dei match com a de 21 anos, que durante as conversar informou que uma amiga também estava interessada. Me mandou fotos da amiga, que de fato parecia ser muito gata. Perguntei se ela e a amiga se pegavam, ela disse que não. Eu então questionei o sentido de eu sair com as duas. Elas disse que estava precisando muito de dinheiro, e que poderia fazer "2 pelo preço de 1,5". Bem, como eu estava muito afim de comer a amiga dela, topei. Nesse eu me dei mal...a amiga de fato era gata, mineira, 18 aninhos, branquinha, peitões. Uma delícia. Agora a menina que eu dei match era simplesmente diferente das fotos!!! Uma gordinha baixinha que eu não pegava nem de graça...mas é aquilo, "tá no inferno, abraça o capeta".
No hotel, as duas não podiam ficar no mesmo ambiente pois a mineira (que apesar de linda parecia um bicho do mato), tinha vergonha de dar na frente da amiga. Assim, a comi no banheiro enquanto a gordinha ficava no quarto olhando o que tinha na geladeira. Estava bom com a mineira, até que ela dá um troço e fala "agora vai com ela"...hahaha. Quase me desesperei, argumentei que estava bom ali, que não queria parar naquele momento, mas ela disse que estava ficando com a buceta ardendo por causa da camisinha. Enfim, muito puto fui comer a gordinha, que pelo menos tinha uma buceta quentinha e apertada...botei o travesseiro na cabeça dela e percebi que daquela forma, com ela de 4, até que não estava de todo ruim. Enfim, gozei e quando eu viro por lado a mineira já estava vindo arrumada do banheiro. isso não tinha passado nem 40 minutos de quando havíamos chegado. Pra não me estressar, levei as duas embora com a intenção de nunca mais ver a cara das delas. Até que um dia recebo uma mensagem no whatsapp de um número desconhecido, e para a minha surpresa era a mineira, que estava querendo sair de novo comigo (ou seja, estava precisando de grana). Falei que ela estava doida, que tinha me decepcionado da última vez e não estava afim de me aborrecer novamente. Daí ela falou que ia se esforçar para me agradar desta vez, pediu desculpas, quase implorou. Como ela era gostosa, e estava aparentemente arrependida, lá fui eu encontrá-la. Até que de fato foi melhor, mas ela estava afim de um patrono, e eu não queria ter compromisso de ter de ficar saindo sempre que ela precisasse de grana, então botei ela no saco junto com as outras.
Menina 7 - Baixada - 20 anos
Essa prefiro não relatar, sorry.
Menina 8 - Nova Iguaçu - 18 anos
Essa eu conheci por intermédio da menina 8, então boto na conta do tinder também. Branquinha, linda, uma princesa...essa eu faço questão de encontrar até hoje.
Menina 9 - Duque de Caxias - 18 anos - Lojista
As fotos dela eram sensacionais. Os seios foram os que mais me chamaram a atenção, mas o rosto era lindíssimo. Por isso até fiquei meio cabreiro. Mas ao vê-la pessoalmente fiquei impressionado em como ela era ainda mais bonita. Segundo ela, eu era apenas o segundo cara com quem ela fazia sexo na vida. O primeiro havia sido um namorado com quem ela havia terminado apenas dois meses antes. A menina era muito, mas muito gostosa, e além de tudo ainda deixou eu fazer várias coisas loucas. Detalhe, ela disse ter uma irmã gêmea, o que foi suficiente para aflorar em minha mente os mais perversos pensamentos. Infelizmente não encontrei mais com ela, embora tenhamos nos falado algumas vezes depois. Fico na esperança, pois dessa também tenho muitas saudades
Menina 10 - Magé - 20 anos - Universitária
Loira, 1,75 m de altura, mulherão. Mas com carinha de menina...essa foi engraçada, pois demoramos a nos encontrar. Ela só podia em um dia específico da semana, num espaço de duas horas. Como fui descobrir depois, ela estudava com o namorado, e a única matéria que eles não faziam juntos caia nesse horário. Então eu a pegava na porta da faculdade, saía correndo pro hotel, e antes da aula terminar eu tinha que deixá-la de volta, pois ela ia para casa com o corno. Nos encontramos 3 vezes, e só paguei a primeira...nas outras ela me chamou, pois como o namorado dela não comparecia (eram crentes), ela sentia falta de sexo e acabava pedindo minha "ajuda". Saí fora pois fiquei com receio de dar merda, mas valeu a pena a aventura.
Menina 11 - Duque de Caxias - 22 anos - Comerciante
Me chamou atenção pois parecia ser linda de rosto pelas fotos. E de fato era muito mas muito bonita. Mas tinha um corpo meio estranho. Já era mãe, e a gravidez acabou judiando da menina. Mas tinha os maiores seios que já vi na vida, ainda que um tanto que moles. Gente boa, não tive coragem de dar block de primeira, mas também não queria mais sair com ela. Só que ela ficava me mandando mensagem direto, daí não teve jeito e mandei pro saco também.
Menina 12 - Duque de Caxias - 21 anos - Universitária
Essa foi engraçado. Menina de Goiânia, nos falávamos pelo WhatsApp e seu sotaque dava o maior tesão, aquele "amorrr" fazia o pau subir na hora. Mas a menina era muito carente, e já no chat ficava falando que não ia querer receber pois tinha medo de isso afetar nosso futuro 08** 08** 08** . Bem, no dia do encontro saímos antes para tomar conversar, tomamos um chá, e a menina estava cheia de amor. Já no hotel se mostrou uma devassa na cama, muito gostosa, mas ela estava afim de romance, então tive de sair fora.
Menina 13 - Barra da Tijuca - 18 anos - Só fuma maconha 70**
Essa menina eu já encontrei algumas vezes. Tem um perfil social que difere da maioria das outras pois é de família abastada. Mora em uma mansão em condomínio fechado da Barra, tem tudo o que quer, e sinceramente eu não sei por que está nessa. Acho que ela curte o lance da aventura, sei lá...nunca entendi. Mas enfim, é gostosa demais, muito safada, então eu vou aproveitando.
Menina 14 - Campo Grande - 18 anos - Trabalha mas não sei aonde
Essa menina foi meio estranha, bonita, vivia me mandando nudes perguntando quando eu iria encontrá-la, até que um dia resolvi ir na longínqua Big Field. De fato muito gostosa, mas muito estranha também. Eu a elogiei assim que nos encontramos, tipo "você é muito bonita", e ela "eu sei!" 17** . Já fiquei meio bolado...calada, não falava absolutamente nada até chegarmos ao hotel. Bem gostosa, mas não me senti a vontade em nenhum momento com ela. Até que uma hora ela começa a ter dificuldades para respirar, e eu fiquei super bolado pensando que a menina ia morrer...ela disse que isso era normal, que ela precisava tomar um remédio para melhorar. Daí falei para irmos embora, mas ela não queria ir. Eu ficando desesperado, mas ela aparentou melhorar. Fumava igual um saci....fui puxar assunto, comentando que ela era muito quieta, até estranha. Que eu estava com medo dela...hahaha. Ela começou então a contar a história dela, que tinha vivido em orfanato até os 13 anos, um monte de história triste, daí fiquei na bad e insisti que tinha que ir embora. Finalmente ela aceitou. Nesse dia tive duas alegrias, uma quando a encontrei, e vi que era bonita, e outra quando consegui me ver livre dessa doida. Óbvio que foi para o saco.
Menina 15 - Jacaré - 18 anos - Terminando 2º grau
Menina bonita, mas meio feminista. Não depilava a perna nem as axilas. Estava menstruada quando nos encontramos (só descobri na hora), não chupava (nas palavras dela "não faço aquele job"), enfim, desastre total. E o pior é que ela ficou me ligando depois querendo me encontrar de novo...
Tiveram mais 4, inclusive uma que mora no Leblon, que eu até agora não acreditei que deu match. Conheci-a dois dias atrás e estou praticamente apaixonado. A mulher é tão linda, mas tão linda que só o fato de eu ter saído com ela valeu por todos os infortúnios que passei. Mas agora estou com preguiça de descrever, e esse texto está ficando muito longo. hahahaha
Enfim, fora essas, ainda tem 19 matchs para desenrolar, e isso tudo em pouco mais de 1 mês. As experiências foram das mais diversas, e dá para comer uma menina por dia nesse tinder se você tiver disposição, grana e tempo.
Espero que tenha sido útil para quem ainda tem dúvidas sobre a utilização desse app. Eu já estou perdendo o fôlego, tem umas meninas que ainda quero conhecer pois me chamaram muito a atenção, mas depois disso vou dar uma parada. Administrar a logística para todos esses encontros não foi fácil. Mas valeu a pena!
TL;DR: ofereço grana pra mulheres “normais” no Tinder em troca de sexo e elas aceitam. Seguem também relatos de alguns encontros.
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2017.11.29 20:20 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois / Parte 3

Galera, finalmente postando a última parte da saga. Depois de pensar para caralho, resolvi falar com ela pelo Facebook e marcamos de nos encontrar num café pertinho da praça onde nos esbarramos. Para quem não conhece a história desde o começo:
Parte 1 - TL/DR: sou casado, reencontrei uma garota por quem eu era apaixonado há 12 anos e só nesse reencontro eu percebi como eu fui um imbecil com ela. Em resumo, nós éramos grandes amigos, eu fiquei com medo de me declarar, meti o pé do curso de inglês que fazíamos sem dar nenhuma explicação e desapareci completamente da vida dela.
Parte 2 - TL/DR: comecei a me perguntar se aquela garota que eu reencontrei realmente era ela, já que ela parecia tão mais velha. Depois de dezenas de tentativas, achei ela no Facebook e sim, realmente era ela. Descobri que um amigo meu já tinha saído com uma prima dela há muito tempo e soube que ela teve uma vida bem escrota, foi abandonada por um marido meio babaca e agora basicamente vivia só pelo filho na casa dos pais.
Parte 3 - Taí. Nos reencontramos. Foi uma experiência que eu não sei classificar. Foi feliz, foi triste. Foi amargo, foi doce. Foi impressionante. A gente chorou um pouco junto. Escrevi um pouco ontem à noite e terminei hoje de manhã.
Só queria agradecer a todos os conselhos e dicas que recebi aqui. Reencontrar alguém do passado é uma coisa que mexe muito com a gente, faz com que nosso coração se sinta naquela época novamente. Essas quase três semanas foram muito estranhas. Foi quase uma viagem no tempo por coisas que eu achava já ter esquecido completamente. Infelizmente não posso dividir muito disso com amigos próximos, então fica aqui o desabafo.
Esse último ficou mais longo do que eu esperava. Honestamente, a gente conversou tanto que acho que resumi até demais. Como da primeira vez, fiz em formato de conto. Novamente, obrigado a todo mundo que deu um help nessa história, que finalmente se fechou.
Era um café bonito. Novo da região, era um daqueles negócios em que você vê o coração de um sonho do dono. As mesas rústicas de madeira, as lâmpadas suspensas que desciam do teto em fios de prata, como teias de aranha tecidas por vagalumes. O quadro negro cuidadosamente preenchido com os preços e até desenhos estilizados de alguns pratos. No fundo, um jazz instrumental marcava presença de forma tênue. Também era um daqueles negócios que você sabe que não vai durar muito. Que você bate o olho e pensa: “com essa crise, é melhor eu dar um pulo lá antes que feche”.
Eu presto atenção a cada detalhe ao meu redor. À roupa preta das atendentes, ao supermercado do outro lado da rua que vejo pela vitrine. Aos clientes que entram e saem de uma loja das Casas Pedro. Eu não quero esquecer de absolutamente nada. Era um ritual meu que fiz pela primeira vez aos 14 anos. Sempre tive boa memória, mas naquela época eu me esforcei para colocá-la inteiramente em ação. Era um verão e eu estava prestes a reencontrar uma prima que, anos atrás, fora minha primeira paixão. Ela nos visitava de anos em anos e, três anos após trocarmos beijos juvenis debaixo do cobertor, ela havia acabado de chegar à casa dos meus avós, onde se hospedaria.
Naquela noite, eu não consegui dormir. Por volta das 4h da manhã, peguei meu cachorro e caminhei 15 minutos em meio à madrugada até a casa da minha avó. Não, não fui fazer nenhuma surpresa matinal ou pular a janela em segredo. Eu apenas fiquei do outro lado da rua e observei tudo ao meu redor. “Eu vou lembrar desse reencontro para o resto da minha vida”, pensei, do alto dos meus 14 anos. “Eu quero lembrar de cada detalhe”.
E até hoje eu lembro. Da rua cujo chão estava sendo asfaltado, mas onde metade da pista ainda exibia os bons e velhos paralelepípedos. Das plantas da minha avó balançando ao vento, o som singelo dos sinos que ela mantinha na varanda e davam àquilo tudo um clima quase de sonho. Do meu cachorro, fiel companheiro que viria a morrer dois anos depois, sentado ao meu lado com metade da língua para fora. Do frescor da madrugada que precedia o calor inclemente das manhãs do verão carioca.
Mas não é dessa memória - e nem dessa paixão - que eu falo no momento. Eu falo dela. Dela, que eu reencontrei depois de tanto tempo. Que eu julgava já ter esquecido. Que, apenas mais de dez anos depois, eu percebi que tinha sido um babaca ao desaparecer sem qualquer despedida. Mesmo que ela jamais tivesse segundas intenções comigo, mesmo que fosse apenas uma boa amiga, eu havia errado. E aquela era o dia de colocar aquilo, e talvez mais, a limpo.
Foram três semanas de tortura comigo mesmo. Desde que achara seu perfil no Facebook e ouvira de um amigo em comum notícias de uma vida triste, seu rosto não me saía da cabeça. Ao menos uma vez por dia, eu pagava uma visita ao seu perfil e mirava aqueles olhos. As fotos, quase todas ao lado da mãe e do filho pequeno, tinham um sorriso fugaz encimado por olhos dúbios, tristes. Eles lembravam-me de mim mesmo. “Você tem um olhar de filhote de cachorro triste, por isso consegue tudo que quer”. “Você parece feliz, mas sempre que para de falar por um tempo, parece ter uns olhos tão tristes”. “Essa cara de pobre-coitado-menino-sofredor é foda de resistir, dá vontade de levar para casa e dar um banho”. Eu já havia perdido a conta de quantas vezes ouvira aquilo das minhas ex-namoradas e ficantes da faculdade. Os dela não eram muito diferentes. Quando ela finalmente apareceu, com sete minutos de atraso, eu pude perceber.
Meu coração parou por uma fração de segundo e depois disparou, como se os sineiros de todas as catedrais que haviam dentro de mim tivessem enlouquecido. Era engraçado como algumas pessoas passavam vidas inteiras sem mudar o jeito de se vestir. Ela ainda parecia com aqueles sábados em que nós nos encontrávamos no curso de inglês: os tênis All-Star, a calça jeans clara, uma camiseta simples - de alcinha, branca e com corações negros estampados - e o cabelo com rigorosamente o mesmo corte. “Talvez por isso que foi tão fácil reconhecê-la, mesmo depois de todo esse tempo”, pensei. Ou talvez eu reconhecesse aquele rosto e aqueles olhos - antes tão vivos e alegres - em qualquer lugar. Eu jamais saberia.
Como qualquer par de amigos que não se vê há milênios, falamos de amenidades no começo. Casei, separei. Sou funcionária pública, ela dizia. O relato do meu amigo, eu descobria agora, não estava perfeitamente certo. Ela não havia se demitido do trabalho, apenas se licenciado por algum tempo. “Fui diagnosticada com depressão”, ela admite, sem muitas delongas ou o constrangimento que tanta gente tem sobre o tema. “Meu casamento estava indo muito mal e eu desabei. Mas agora tá tudo bem”. Não estava, não era necessário ser um especialista para notar aquela tristeza escondida no canto do olhar.
Falei da minha vida para ela também. Contei que a minha ex-namorada que ela conheceu não deu certo e que, naquela época de fim da adolescência e início da vida adulta, eu tinha muita vergonha de falar sobre o que eu passava. Ela praticava gaslighting comigo, tinha crises de ciúme incontroláveis, me fazia sentir um crápula por coisas que eu sequer havia feito. “Você parecia tão feliz com ela”. “Eu finjo bem”, admiti. “E eu tinha vergonha de mostrar para os outros o que passava. Homem dizendo que a mulher é abusiva? Eu não queria que ninguém soubesse”.
Após quase meia hora de amenidades, eu exponho o elefante na sala de estar. Na verdade, quem começa é ela. Quando a adicionei no Facebook, falei que tinha esbarrado com ela na rua e que ficara com vergonha de cumprimentá-la na hora. Mas que queria muito revê-la depois de tanto tempo, tomar um café, falar sobre a vida. “Por que você sumiu?”, ela pergunta, no meio de um daqueles silêncios que duram mais do que deveriam. Eu tremi por dentro, mas não havia como continuar escondendo.
No começo, falei o básico. Que era de família humilde, como ela bem lembrava, e que o parente que pagava meu curso havia descoberto um câncer. Poucos meses depois, eu perdi meu emprego. Tudo isso num intervalo curto, de três ou quatro meses e perto da virada do ano. “Me ligaram do curso e ofereceram um desconto. Eu era pobre, mas sempre fui orgulhoso. Naquela época, era mais ainda. Burrice minha. Se bobear, eles iam acabar me oferecendo uma bolsa”. “Eles iam”, ela responde. “O Francisco - dono do curso - era maluco por você. Você era um ótimo aluno”. Ela dá um gole no mate que pediu. Meu café esfria ao meu lado. “Mas por quê você não falou nada comigo?”, ela continua.
Eu sabia que estava num daqueles momentos em que poderia mudar radicalmente o dia. Porque eu poderia ter mentido. “Eu não falei porque fiquei com vergonha de ter perdido o emprego”. “Eu não falei porque eu estava muito triste: parente próximo com câncer, desempregado, meu relacionamento com uma pessoa abusiva”. Eram mentiras com um pouco de verdade, mas não revelavam o grande problema. Naquele fim de tarde, eu escolhi não mentir. Nem me esconder. E eu já tinha ensaiado essas palavras dezenas de vezes nas últimas semanas.
“Olha, eu não sei se dava para reparar na época ou não. Não sei era muito óbvio, sinceramente. Mas eu era completamente apaixonado por você naquele tempo. Eu passava a semana inteira pensando no dia em que a gente ia se encontrar, trocar uma ideia no curso, caminhar junto até a sua casa. E eu tinha uma vergonha absurda disso. Eu tinha namorada, você tinha namorado e estava para se casar. Então eu achava errado expor aquilo, ser claro. E eu achava que você não gostava de mim. Eu tinha auto-estima muito baixa e esse relacionamento com essa ex-namorada abusiva só piorou as coisas. Eu me sentia um lixo, então achava que você não ia ligar se eu sumisse. Que ninguém ia ligar se eu sumisse. E foi o que eu fiz. Mas, se você quer uma versão curta da resposta, é essa: eu era completamente apaixonado por você naquela época e quis sumir, sair correndo”.
Enquanto eu falava aquilo tudo, a boca dela se abriu em alguns momentos. Às vezes parecia surpresa, às vezes parecia que ela tentaria falar alguma coisa que se perdia no caminho. Eu fazia esforço para olhá-la nos olhos, mas era difícil. Mesmo depois de todos esses anos. Tentei dar a entender com o tom de cada palavra que aquilo era uma coisa do passado, que não me incomodava mais, que agora eu queria apenas revê-la e saber como andava a vida.
O desabafo foi seguido de um silêncio que tornava-se mais pesado a cada segundo. Havia alguma coisa fervendo dentro dela, dava para ver. Foi aí que os olhos dela brilharam mais do deveriam, lacrimejando. Quando vejo aquilo, sinto que o mesmo vai acontecer comigo, mas me seguro. Ela vira o rosto e olha para além da vitrine, onde um ponto de ônibus está lotado com os clientes do supermercado e estudantes recém-saídos de suas escolas, o trânsito lento e infernal. A acústica é tão boa no bar que o caos de fim de tarde do outro lado do vidro parece uma televisão ligada no mudo. Quando ela me olha de volta, vejo que ela não faz qualquer esforço para esconder os olhos marejados.
“E você nunca me contou nada? Nem pensou em me contar?”.
Eu não sei quantos de vocês já ficaram sem notícias de um parente ou de alguém que você ama por muitos anos. Aconteceu comigo uma vez, com uma tia que desapareceu por quase 10 anos no exterior e reapareceu após ser mantida em cárcere privado por um namorado obsessivo. A sensação é estranha. É como descobrir que um livro que você tinha dado como encerrado tinha uma continuação secreta. As memórias de hoje se misturavam com as de 12 anos atrás, da última vez que li esse livro. Ela começou a contar tudo.
Ela, como eu já disse antes, era o meu ideal de felicidade. Casara cedo, tivera filho cedo, empregara-se no serviço público cedo. Era tudo com o que eu sonhava. Eu sempre quis constituir uma família, ter uma vida simples, ter um filho cedo para poder aproveitá-lo ao máximo. Mas a falta de dinheiro e a busca por uma parceira ideal sempre ficaram no caminho, assim como a carreira. O problema é que ela tinha uma vida muito diferente do que eu imaginava, muito mais parecida com a minha à época.
Acho que já deixei claro o quanto eu era apaixonado por ela no passado. Ela não era bonita nem feia, tinha o tipo de rosto que se perde na multidão sem ser notado. Filha de pai negro e mãe branca, era morena e tinha o cabelo liso levemente ondulado, quase até a cintura. Quando éramos adolescentes, ninguém a elegeria a mais bela da turma, mas dificilmente negariam que tinha seu charme. Eu a achava linda.
Mas ela, como eu, era o tipo de pessoa que tinha a auto-estima no fundo do poço. Como eu, também cresceu em um lar bem humilde. Também colecionou desilusões amorosas. E, como todo mundo já sabe, isso te transforma em um alvo perfeito para relacionamentos abusivos. O namorado dela, assim como a minha namorada à época, era muito bonito e manipulador. E ela achava que ele era a única pessoa que gostava dela, o único que lhe daria atenção. E isso fez com que, por anos, ela suportasse tudo que aconteceu entre eles. Traições, brigas, mentiras, chantagens, ameaças de abandono, ciúmes doentios. A história deles dois era tão parecida com a minha história com minha primeira namorada que eu fiquei assustado. Só que, diferente de nós, eles casaram. Eles colocaram um filho no mundo.
Ele só piorou com o nascimento da criança. Ele não era mau com o filho, ela dizia. Era um pai carinhoso, inclusive. Mas o pouco amor e bondade que ele tinha por ela transferiu-se todo para a criança. Vivia para o trabalho, para o filho e para os amigos.
“A gente chegou a ficar sem se falar por meses”.
“Morando na mesma casa e sem se falar?”.
“Sim. Nem bom dia. Nada. Eu me sentia um fantasma”.
Na contramão dele, ela dobrava-se para dentro de si própria. Abandonou a faculdade para cuidar do filho enquanto o marido formou-se com seu apoio fiel. Vivia para o filho e tinha seus problemas conjugais menosprezados pela família. “É coisa de garoto, ele vai melhorar”. “Homem quando acaba de ter filho é sempre assim”. “Vai passar”. Mas não passou, só piorou. As traições recorrentes evoluíram para uma equação desequilibrada de álcool e uma amante fixa no trabalho que ele sequer fazia questão de esconder. Ele anunciou que ia deixá-la, convenceu-a de que era um bom negócio vender o apartamento que eles haviam comprado. Racharam o dinheiro e ele foi viver a vida. Ela voltou a morar com a mãe, agora viúva.
O filho, nitidamente a coisa mais importante daquela mulher, tornou-se a única razão para viver. A pensão que a mãe recebia era baixa, o salário dela também não era bom. A pensão que o marido dava ajudava a manter uma vida extremamente funcional e sem luxos. As roupas eram das lojas mais baratas. Viagens não existiam. O único gasto relativamente alto era com uma escola particular de qualidade para o filho. O resto era sempre no básico.
Contei para ela sobre o meu sonho de casar cedo, de ter uma vida tranquila e estável. Falei que eu admirava muito a vida que ela escolheu no começo, que era a vida que eu queria ter vivido. A grama realmente é mais verde no jardim do vizinho, ao que parece.
“Mas a sua vida parecia tão tranquila, tão perfeita”.
“A minha?”.
“A sua namorada naquela época era uma menina tão bonita, eu lembro dela. Loira, bonita de corpo. Até lembro que ela fazia medicina e ainda era dançarina. Eu achava ela linda, perfeita. E você… você era sempre tão fofinho. Carinhoso e atencioso com todo mundo. Inteligente pra caralho, nem estudava e tinha as notas mais altas em tudo. Todo mundo gostava de você, todo mundo queria ser seu amigo e você nem se esforçava para isso”.
“Eu não lembro disso…”.
“Porque você não se achava bom. Você tinha 16, 17 anos e sentava para conversar de igual para igual sobre cinema e livro com uns professores de 40 e poucos anos. Você parecia fluente conversando com os professores em inglês e espanhol enquanto a gente tentava chegar perto disso. Passou no vestibular de primeira. Você não percebia, mas você era o queridinho de todo mundo. Você não era o garoto malhado bonitão, você era o garoto charmosinho e inteligente que todo mundo gostava. Eu gostava de você também. Gostava mesmo, de verdade. Eu tinha uma paixãozinha por você. Mas eu achava que eu não tinha a menor chance. Eu achava que eu merecia o meu namorado. Que eu era feia, ruim. Que ele estava certo em me falar aquelas coisas”.
“Eu era completamente apaixonado por você”, eu respondo. “Eu pensava em você todo dia”.
Engraçado como as pessoas se veem de maneira tão diferente. Eu me definia de três formas quando a conheci: eu sou gordo, eu sou feio, eu moro num dos bairros mais pobres e violentos da cidade. No dia seguinte, de manhã, eu olharia minhas fotos de 12, 14 anos atrás e me surpreenderia com quem eu via ali. Eu era bonito, só um pouco acima do peso. Com 16 anos, eu já era o barbado da turma antes de barba ser coisa hipster. Na foto do colégio, uma das últimas do terceiro ano, eu parecia tão dono de mim, tão no controle. Eu tinha aquela cara de inteligente e rebelde. Por dentro, eu era completamente diferente. Inseguro, assustado, sem auto-estima alguma e com uma namorada abusiva.
São sete e meia e a noite já começa a cair no horário de verão. Educadamente, uma das atendentes nos indica que a galeria onde o café funciona vai ser fechada em breve. Eu pago a conta e nós ficamos meio perdidos, sem saber o que fazer. Ela ainda tem os olhos inchados, eu também. Os funcionários da loja nos olham de forma surpreendentemente carinhosa, não sei o quanto eles escutaram do desabafo.
Saímos em silêncio do café, ela atendeu a uma ligação da mãe. Minha esposa estava fora do estado e só voltaria dali a alguns dias, então eu estava bem relaxado em relação às horas.
“Não sei se você precisa voltar para a casa por causa do Hugo, mas tem um bar aqui perto que é bem vazio a essa hora. A gente pode sentar pra conversar”, eu digo.
“A gente tem mais coisa para conversar?”. Ela pergunta sorrindo, não vejo nenhum traço de mágoa no seu rosto.
“Claro que tem. Doze anos não se resolvem em duas horas”.
Fomos para um bar pequeno ali perto, um que eu costumava frequentar nos tempos de faculdade. Nos tempos em que eu pensava nela e não me achava capaz de tê-la. Ele pouco havia mudado de 12 anos para cá: a mesma atmosfera que fazia dele aconchegante e levemente depressivo ao mesmo tempo. Era um bar das antigas, com azulejos portugueses azuis e poucos frequentadores. O atendimento era excelente e o preço razoável para a região, mas aquela estética de 40 anos atrás parecia espantar os frequentadores mais jovens. Os poucos que iam lá, no entanto, eram fiéis. Como eu fui no passado.
Nos sentamos no fundo do bar vazio em plena terça-feira e desnudamos nossas vidas um para o outro. “Eu quero saber quem você é”, eu comecei. “A gente falava sobre um monte de coisa, mas eu não sei nada sobre você. Sobre sua família. Sobre sua infância, quem você é. E você não sabe nada sobre mim”. Ela riu. “Você é maluco”. “Não, só quero te conhecer melhor. Compensar por ter sido um babaca há doze anos”.
A conversa foi agridoce. O que mais me assustava era como tínhamos origens semelhantes, desde a família até a criação. Os dois criados no subúrbio do Rio de Janeiro, os dois de famílias humildes que, por conta da pobreza e da necessidade de contar uns com os outros, permaneciam unidas. Primos de terceiro ou quarto grau criados próximos, filhos que casavam e formavam suas famílias nas casas dos pais. Assim como a minha família, a dela investiu tudo que tinha para que ela estudasse em um colégio particular até que eventualmente ela passou para uma escola pública de elite.
Nossas duas famílias tinham essa estranha tradição carioca que mistura catolicismo, umbanda e espiritismo, um sincretismo religioso que eu, como ateu, tenho dificuldade em entender - mesmo tendo crescido nesse meio. Assim como eu, achava-se feia, indesejada na adolescência. Isso fez com que rapidamente trocasse o mundo cor de rosa pelo rock e pelos livros. No meu caso, eu acrescentaria videogames e RPG, mas o resto não mudava muito.
“Na minha escola, tinha muita patricinha, muito playboy. Eu não aguentava eles. E eles sabiam que eu era pobre, então não se misturavam muito comigo”. Contei a minha versão para ela. “Eu gostava de ler, RPG e jogar videogame. Mas eu era muito pobre, fodido mesmo. E isso tudo era coisa de gente com grana na época, né? Então eu acabei ficando amigo dos nerds na época por conta dos gostos comuns. Eu tive sorte, demoraram a perceber que eu era pobre. Eu tenho toda a pinta de gente com grana, essa cara de europeu que engana. Quando perceberam que eu era duro, foi só no segundo grau. Ali eu já era um pouco mais cascudo, tinha bons amigos”. Ela não.
Era tudo tão igual que, em dado momento, eu parei de falar que havia sido igualzinho comigo. Eu esperava ela terminar a parte dela. Falava a minha. E intercalávamos nossas histórias, os dois surpresos com as semelhanças. Provavelmente a grande diferença era a vida dela após ter o filho e abandonar a faculdade. Ela trabalhava em uma repartição pública onde tinha 20 anos a menos do que a segunda funcionária mais nova, se afastou dos amigos. Era estranho conversar com ela. Não usava redes sociais praticamente, apenas para trocar mensagens com parentes distantes e mostrar fotos do filho para eles. Não via séries, não tinha Netflix - só novelas. Não conhecia bandas novas, não era muito de ir ao cinema. Era uma sensação estranha, mas parecia que boa parte da vida dela tinha parado em 2006 ou 2005. Os hábitos dela e poucos hobbies pareciam os de uma pessoa de 50 e poucos anos.
Me doeu imaginar o que poderia ter sido, o que poderíamos ter feito juntos, como poderíamos ter sido bons um para o outro. Pensei na minha esposa, que tem um perfil familiar radicalmente diferente do meu. Ela vem de uma família de classe alta, só com engenheiros e funcionários públicos de elite. O mundo dela era muito diferente do meu, tão diferente que às vezes me assustava. Famílias que não se falavam e que, mesmo endinheiradas, brigavam por herança e cortavam laços de vida por conta de bens que eles não precisavam. Todos católicos ou evangélicos, sem exceção. No máximo um ou outro ateu escondido no armário, como eu.
Essa diferença nos causava estranhezas, pontos de atrito que me surpreendiam. Quando eu elogiava a decoração de uma festa, ela falava do preço e da empresa que a produziu. Ela sentia uma obrigação social em aparecer em eventos familiares ou do círculo social deles, de ser e parecer uma boa esposa. Eu só queria estar onde eu estava afim e quando eu estivesse afim, nunca vi a família como uma obrigação social. Eles discutiam herança entre irmãos com os pais bem vivos, nós nos preocupávamos em fazer companhia à minha mãe quando meu pai morreu. Já era meio subentendido que abriríamos mão de qualquer coisa e deixaríamos tudo para minha mãe, tendo direito ou não.
Havia uma preocupação com patrimônio, normais sociais e aparências que, por muitas vezes, me assustavam. Muitas vezes ela parecia desgastada ou enojada com isso também, mas fazia porque alguém na família tinha que fazer, porque era tradição, porque sempre foi assim. Eu assistia àquilo atônito, impressionado como uma família tão numerosa quanto a minha - com literalmente dezenas de primos e tios até de terceiro grau que moravam em um mesmo bairro - era tão mais simples e unida do que uma dúzia de endinheirados que pareciam brigar por coisas fúteis.
Ela, que estava ali do meu lado, não. Tudo que ela me contava soava como uma cópia fiel da minha família, apenas em escala ligeiramente menor. Pensei em como as coisas seriam simples ao lado dela, despreocupadas, tranqulas. Que eu não passaria a vida sendo julgado pela família da minha companheira como o ex-pobre com pinta de hipster que conseguiu ganhar algum dinheiro, mas não tem muita classe nem é muito cristão, como nos últimos anos.
As palavras que saíram da boca dela depois de uns dois ou três copos de cerveja poderiam muito bem ter sido lidas do meu pensamento. “Você acha que a gente teria sido um bom casal? Que a gente ia se dar bem?”.
“Não tem como saber”, eu respondi. “Mas a gente pode imaginar”. E a gente começou a brincadeira mais dolorosa da noite, imaginando como seria se tivéssemos ficado juntos 12 anos atrás.
“Eu jogava videogame para caralho, você ia se irritar. E eu ia te pentelhar para jogar comigo”, eu comecei.
“Eu gostava de videogame, só não jogava muito. Eu ia te arrastar para show da Avril Lavigne e da Pitty, você não ia gostar”.
Eu sorri. “Eu não tenho nada contra as duas”.
“Britney e Justin Timberlake também”.
“Porra, aí você já tá forçando a barra, amor tem limite”.
Falamos sobre meus primeiros estágios, sobre como eu era maluco e fazia dois estágios e faculdade ao mesmo tempo. Saía de casa às cinco da manhã e voltava às onze da noite. Tudo para conseguir ter uma grana legal, já que na minha área os estágios eram ridiculamente baixos. Ela falava sobre a rotina de estudos para concurso, sobre como foi difícil conciliar a faculdade - que ela eventualmente abandonou por causa do filho - com o recém-conquistado emprego público. Eu falava do meu início de carreira, que foi bem melhor do que eu jamais imaginara, como subi rapidamente. Como eu achava estranho ganhar a grana que eu ganhava - que não era nada extravagante, garanto - mas meus hábitos simples faziam com que eu mal gastasse metade do salário. Ela falava da depressão que tomou conta dela ao perceber que estava num emprego extremamente burocrático e ineficaz, deixando-a incapaz de buscar outras alternativas. Falamos sobre a morte dos nossos pais, que parecem ter conspirado para falecer no mesmo ano.
Em algum momento, a cabeça dela repousou no meu ombro. Eu não soube o que fazer. Pensava apenas na minha esposa, em jamais ter traído ela nem nenhuma outra mulher. Foi aí que eu percebi que ela chorava e, novamente, eu chorei também.
“É engraçado a gente ter saudade de algo que a gente não teve”, eu disse, lembrando de um livro que eu li há muito tempo.
“Acho que a gente seria um casal do caralho”, ela disse, com um inesperado sorriso entre as lágrimas.
“Ou talvez a gente se detestasse e desse tudo errado, a gente nunca vai saber”.
“A gente nunca vai saber”, eu repeti, mentalmente. Como um vírus, a ideia se espalhou dentro de mim rapidamente. “Eu posso fazer uma diferença na vida dessa mulher, na vida do filho dela, na própria família dela. Eu posso ter uma vida mais tranquila ao lado dela, sem essas picuinhas de família rica. Minha esposa pode encontrar um homem muito melhor para ela. Um cara rico, cristão e que tenha a classe e pose que a família dela tanto quer. Isso pode acabar bem para todo mundo”.
Mas não podia. Lá no fundo, eu sabia que não podia. Eu tinha quase uma década de história com minha esposa. Eu tinha um casamento plenamente feliz atrapalhado por alguns poucos problemas familiares e inseguranças minhas. Tínhamos uma química ótima, gostos parecidos para livros e filmes, nos dávamos bem na cama. Valia a pena jogar aquele relacionamento tão bom e funcional - algo que me parece cada vez mais raro hoje em dia - por uma aventura fugaz? Um remorso do passado? Em um relacionamento com uma estranha que eu estava voltando a conhecer havia algumas horas?
“Você nem a conhece”, dizia a cabeça. “Ela é igual a você”, dizia o coração.
No fim das contas, eu segui a cabeça. Conversamos até quase dez da noite. Pegamos um Uber e fiz questão de deixá-la em casa, um prédio pequeno em um bairro abandonado do subúrbio. Quando o carro parou, ela se demorou um pouco do meu lado e, por impulso, eu segurei a mão dela. Ela me encarou assustada e ansiosa. Eu pensei em beijá-la, em ligar o foda-se e jogar tudo para o alto ali mesmo. Mas eu só desci do carro com ela na rua deserta e caminhamos juntos para dentro do prédio, sem saber exatamente o que a gente estava fazendo. Pedi para o motorista me esperar e disse que depois acertava uma compensação com ele.
“Eu vi o seu Facebook. Você é casado com uma mulher linda. E inteligente. Você não vai me trocar por ela. Nem eu quero acabar com o seu casamento”.
“Você acha ela linda e inteligente?”.
“Você sabe que ela é”.
E então eu desabafei. Falei que passei as últimas semanas reavaliando meu casamento e meu futuro, encarando a foto dela no Facebook de tempos em tempos. Que meu coração quase parou quando encontrei-a pela primeira vez. Que eu gostava de tudo nela. Da dedicação como mãe, da simplicidade, dessa aura de pessoa correta que ela exalava sem fazer esforço, desse espírito suburbano e familiar que ela tinha. Dos olhos dela, tão animados no passado e tão tristes agora. De como eu estava me segurando para não beijá-la naquele dia todo.
“Você é linda. Eu sei que você se acha feia, eu sei que você acha que ninguém vai se interessar por você. Mas você é uma mulher foda, e nem preciso subir para saber que você é uma mãe foda, uma filha foda. Não deixa a vida passar. Eu tenho certeza que tem mais gente que, igual a mim, já percebeu isso em você e não sabe como falar. Não faz de novo a mesma coisa que a gente fez lá atrás. Eu só queria que você soubesse disso porque eu acho que você merece ser muito mais feliz do que você é agora. E você não tem ideia de como você me deixou maluco esses dias todos. Eu sou bem casado com uma mulher linda sim, mas só de encontrar você eu tive vontade de jogar tudo para o alto”.
Foi um monólogo mais longo do que eu esperava. De novo, ela chorou. Dessa vez, eu contive as lágrimas. O abraço que partiu dela foi um dos melhores e mais tristes que já ganhei na minha vida. Havia ali uma história de amor não vivida, saudades de uma história que jamais colocamos no papel, de um mundo que nunca existiu. Ela me apertou forte e eu sentia minhas mãos tremerem.
Encostamos as laterais do rosto um do outro, aquele prenúncio de um beijo adiado. E que tive que usar todo auto-controle do mundo para manter adiado. Me afastei, olhei nos olhos dela, sorri e fui embora. Quando o Uber saiu, ela ainda estava parada na portaria e minhas mãos ainda tremiam.
Eu não sei se essa história acaba aqui ou não. Mas eu tenho quase certeza que sim. Algum dia eu vou contar tudo isso para a minha esposa, mas vou esperar esse sentimento morrer primeiro. Eu conheço ela o suficiente para saber que, em um bom momento, ela não ficaria triste com essa história. Eu até consigo imaginar a reação dela, repetindo a frase que ela me diz desde que a gente casou. “Eu te conheço. Você não vai me trair com alguma gostosona oferecida por aí. Se alguma coisa acontecer, você vai se apaixonar por alguém. Eu te conheço, você é romântico. Mas a gente se resolve”.
Quando cheguei na minha casa vazia, sentei e escrevi quase tudo isso de uma tacada só. Sem revisão, sem pensar muito. Eu acho que eu poderia escrever dezenas de páginas sobre os detalhes da conversa, mas isso aqui já está longo demais. Antes de dormir, eu vejo que tenho uma mensagem no Whatsapp.
“Foi muito bom encontrar você”.
Toda aquela tentação de falar algo mais grita dentro de mim, se debate.
“Foi bom te ver também :) “.
Por via das dúvidas, coloquei o celular em modo avião e suspirei. “Eu tô feliz ou triste?”, me perguntei. Parece uma pergunta simples e relativamente objetiva, mas eu não soube responder. Eu custei a dormir, com medo de sonhar com ela. Quando eu acordo no dia seguinte e me preparo para ir ao trabalho, a impressão que eu tenho é de que tudo foi um sonho. Vê-la, reencontrá-la, chorar, abraçá-la.
E, como quando a gente acorda de um sonho triste, eu volto a viver minha vida normal para esquecer. Hoje tem reunião com cliente. À noite, preciso pegar minha esposa no aeroporto.
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2017.05.15 01:09 FellowOfHorses Não há ninguém perto de você. - Feliz dia das mães.

(minha foto mais bonita) Fernanda, 27 anos
Mãe
Professora
Militante
Feminista
Amor à culinária, literatura e aos amigos
Ódio ao capital e aos de coração raso.
Essa é a minha descrição num experimento social, no meu perfil do Tinder.
Depois de conversar mais uma vez com uma amiga sobre a relativização afetiva que as mulheres sofrem e como é isso pós maternidade, ela lembrou de um post que fiz um tempo atras, contando dos perfis no Tinder. Homens com fotos dos filhos, mulheres, nunca. Esconder a maternidade é necessidade. Ela, socióloga, propôs que reativássemos meu perfil e fizemos essas alterações. Foi uma semana forte. não fez bem pro meu ego, mesmo.
83 matchs masculinos. Homens entre 24 e 34 anos. Alguns (re)machs - praticamente os únicos que não me fizeram mal ao ler as mensagens recebidas (nem todos, também). todos homens que eu realmente me interessaria pela aparência física e/ou descrição e interesses em comum.
TOP 10 das bostejadas:
1
*Raul - 27 anos:
-Oi gata
-Oi. tudo bem?
-Melhor agora.
-Que bom que você avisa que tem filho.
-É? Por que?
-Assim facilita e a gente não tem surpresa.
-Como assim?
-ah gata
não se apaixona nem se desiludi
já sei q n rola nd sério
2
*Felipe - 31 anos:
-Tu é mãe?
ainda amamenta? <3
(combinação desfeita, por ele)
3
*Lucas - 28 anos:
-...
-então o seu filho está onde agora?
-Nossa.
Você é bem feminazi esquerdista mesmo.
coitada da criança com uma mãe puta dessas que fica procurando macho.
4
*Lucas - 24 anos:
-Sim. 3 anos. Isso é um problema grande?
-n, n. é q vc é mãe, e eu procuro uma namorada
-E?...
-E que daí n dá, né
-Por que? Sua mãe nunca namorou?
-N fala da minha mãe
vadia
(combinação desfeita, por ele)
5
*Markus - 25 anos
-vc tem com quem deixar a criança? n sou chegado, mas achei vc gata.
-oi? tu n é chegado em que?
-Pra chamar mulher?
(combinação desfeita por mim, porque não tive mais estomago)
6
*Marcos - 27 anos
-...
-Mas priorizei outras coisas na minha vida
-Como assim? temos a mesma idade e tu tbm é pai
-sou pq minha ex quis. acho q ela e vc n são iguais
-Como assim?
-tbm. ela engravidou de gosto
-hmmm. Quantos anos vcs tinham?
-Ela 17 e eu 26
(combinação desfeita por mim, por motivos óbvios)
7
*Ivan - 34 anos
-Divorciada?
-Oi. Tudo bem contigo? Sim, sou separada. Por que?
-É que mulher com filho a gente pergunta né
-Se n casou é que n vale muito
vc é feminista
raça ruim eim
o corno que deve ter te dado um pe na bunda pq tu n se depila
8
*Renan - 26 anos
-...
-Não. meu filho tem um pai, que ama muito ele.
Nao entendi a colocação.
feminista suja
professor ainda kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
9
*Tarciso - 31 anos
-...
-INgenuidade, querido.
sozinha kkkk
10
*Elton - 29 anos
-... eu concordo com esses caras na verdade
-p q se ja teve filho e ta solteira boa coisa n é
(match desfeito, por ele)
Quando se fala em irresponsabilidade social e abuso afetivo sobre as mulheres, negligenciar essa cultura da misoginia acerca da maternidade é ser canalha. A solidão da mãe é vista como obstaculo para tornar aquela mulher forte. Nós não queremos esses obstáculos. Ninguém quer. Essa cultura coloca todos os dias milhões de mulheres numa posição que facilita a exposição aos abusos.
Logo depois que me separei, passei por vários "relacionamentos" que tinham um traço forte em comum: Todos homens que me relacionei me esconderam socialmente. O primeiro homem que me assumiu socialmente, no entanto, era mais um dos abusadores emocionais que estão por aí. E eu caí, como uma presa, em mais um relacionamento abusivo porque estava recebendo atenção. Fingia estar bem, feliz, que tudo era flor amor e gratidão, mas a gente aprende a disfarçar bem e evitar perguntas. Enlouqueci, literalmente.
Hoje sigo no limbo social e emocional que nos colocam, fingindo que sou forte e que está tudo bem.
Não está.
Esses diálogos nojentos aí em cima provam que nada está bem. O meu estado "civil" no momento não importa pra ninguém porque essa não é a questão desse experimento e do futuro artigo. Meu estado emocional e o estado emocional de todas as mães que escondem sua maternidade no primeiro momento para evitar fetichização e conseguir atenção afetiva, sim.
Ser mãe não é amar incondicionalmente e abrir mão da vida social/sexual/amorosa; nem desfazer planos, nem se privar da carreira, nem se privar de todos os sonhos e planos traçados. Isso é ser submissa à alguém. Ser mãe é ser responsável pela vida de um terceiro, eternamente ligado a ti. Nutrir o crescimento desse ser da melhor maneira que conseguires e se esforçar muito pra que tudo de certo pra ele, em primeiro lugar.
Sempre que se fala da mãe, se fala dela como algo terceirizado, como uma entidade atrelada ao filho de uma maneira submissa. Isso é desumanizador.
Espero que esse experimento e esse textinho facebookiano ajude a elucidar a posição que todos vocês acabam nos colocando dentro dessa estrutura patriarcal e misógina.
Ser mulher não é fácil.
Ser mulher e mãe, menos ainda.
Ser mulher, mãe e reivindicar uma vida social fora dos padrões patriarcais, é enlouquecedor.
Na luta da mulher mãe, a resposta é essa mesmo: Não há ninguém perto de você, só seu filho.
Feliz dia das mães. Comprem um presente pras suas, aliviem a culpa e reflitam o quanto de abuso emocional elas já sofreram por serem mães de vocês.
Pai, marido, irmão, cunhado, chefe, amigo, namorado, colega... todos já foram abusivos e/ou negligentes de alguma forma.
Pensem em quantas mulheres permanecem em relações falidas e criminosas com medo da solidão.
Mãe de bicho lê/ouve coisas como essas todos os dias? Alguém já deixou de te assumir porque vocês tem um gato e dois cachorros em casa? Você sofre abuso emocional em todas os meios que vive e circula, inclusive o familiar, por ter bichos e ama-los muito?
Eu queria ter escrito mais, muito mais mesmo; mas não deu. Prefiro manter minha saúde emocional minimamente estável no dia de hoje porque sei que tem muita mulher que aguenta firme coisas muito piores. Reconheço meus privilégios.
*os prints das conversas não foram postados porque a intenção não é transformar isso aqui num álbum de nojeiras. As conversas foram transcritas, mantidas abreviaturas e corrigidas falhas de digitação. Os nomes e idades também foram mantidos.
*não foram vinculadas fotos do meu filho nem seu nome foi exposto em nenhum momento. foi apenas informada a maternidade.
*as mulheres na mesma condição que eu sabem identificar cada frase e contexto, porque certamente passam por isso diariamente.
*não somos menos mães por nada disso.
*não amo menos meu filho por entender que ele não é minha propriedade e eu não sou propriedade dele.
*também vivo em processo de enfrentamento familiar constante por negar o padrão. A luta também acontece no âmbito familiar, por mais massa que seja minha familia.
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2017.04.13 16:07 1984stardusta Alienação parental

O SILOGISMO SOFÍSTICO DO ABUSO SEXUAL TRAVESTIDO EM ALIENAÇÃO PARENTAL
 Silogismo, conceito filosófico, é um modelo aristotélico de raciocínio lógico baseado na ideia de dedução. Como todos sabem, ele é composto por duas premissas e uma conclusão deduzida. Muito usado no Direito, baseia a Jurisprudência, dando sustentação à ideia de igualdade de direitos para todos. No entanto, o silogismo pode levar a um erro. Outra figura filosófica, o Sofisma, pensamento que se utiliza do raciocínio lógico dos três elementos do silogismo para induzir ao erro, a uma falsa conclusão sem perder a lógica, com a intenção de enganar. 
O calo social, pai é pai, é outro sofisma que conduz a desastres psicológicos quando ignora a diferenciação entre titularidade, hoje muito diversificada e função. É a função que é rasgada quando de um abuso sexual contra um filho ou filha. No discurso psicojurídico esta diferença é negada. E ainda, o pedófilo é um psicopata. E como tal, tem uma enorme capacidade de convencimento, é exímio manipulador. É uma pessoa acima de qualquer suspeita posto que tem uma divisão em sua mente, e gerencia com muita habilidade esta cisão, diferente dos psicóticos que são regidos por ela. Sedutor por natureza, o psicopata está sempre atento a todos os detalhes, tendo plena consciência do crime que está cometendo, mas sem sentir nenhuma culpa.
Ao contrário do que parece, não é o prazer sexual que o move para praticar o abuso. É o prazer pela Síndrome do Pequeno Poder, da dominação absoluta do outro, do desafio da prática da transgressão secreta, do êxtase de enganar a todos.
Este perfil é mais um complicador que é evitado nas avaliações destas queixas. Em lugar de examinar o pai suspeito, é feita acareação, lembrando porões, para depois afirmar, pelo uso do olhômetro, que não houve abuso porque a criança sentou no colo do pai.
Mais uma vez temos um grave Silogismo Sofístico. Claro que a criança pequena continuará a sentar no colo do pai abusador, não se pode esquecer que as práticas de abuso excitam as crianças e lhes deixam uma mistura de sensação prazerosa única, e culpa. A criança ama e obedece ao abusadopai. Portanto este olhômetro é um sofisma que vem baseando o argumento de laudos periciais, todos não protocolares, recheados de achismos e silogismos sofísticos.
 A tão aludida Alienação Parental da mãe, isto é curioso porque hoje este conceito pertence ao gênero feminino apenas, tem sentenciado a totalidade dos processos de abuso sexual intrafamiliar. E tem cometido a aberração do afastamento do convívio da criança com sua mãe. 
A perda da guarda está banalizada, num tempo em que se funda a importância do convívio compartilhado com pai e mãe. O caso da menina Joanna Cardozo Marcenal Marins é emblemático. Atendendo ao pai que alegava Alienação Parental, foi tirada a guarda da mãe, ordenado seu afastamento absoluto por 90 dias, e a menina foi assassinada pelo pai e madrasta no primeiro mês do prazo deste despacho.
 A Alienação Parental não precisa ser muito provada. Alegações verbais, pequenas manobras de autoalienação, já apontada como ponto a ser verificado com cuidado por Maria Berenice Dias em seu livro “Incesto e Alienação Parental”, fazem o argumento que pode levar a este desfecho. Esta autora chama a atenção para o uso de falsa alegação de Alienação Parental como manobra para se tornar vítima através da Alienação Auto Infligida. Mas, da alegação de abuso sexual é exigida prova de materialidade, o que destituiria este crime de sua essência, o crime às escuras. Maria Clara Sottomayor, desembargadora em Portugal, autora de vários títulos sobre Direito da Criança, contesta o conceito de Alienação Parental, que, aliás, não tem base científica. Ela compreende o período que se sucede à separação do casal como um processo de luto que tem sua própria duração de tempo, e que se desfaz, naturalmente, à medida que os dois do casal refazem suas vidas afetivas. Ela também faz uma classificação das ocorrências de Alienação Parental. Os critérios diagnósticos da S.A.P. precisam distinguir a Alienação Adaptativa da Alienação Patológica, a Alienação Justificada da Não Justificada, para evitar ignorar as causas da Alienação. Por exemplo, a Alienação Parental Justificada, quando, sob o tempo da Justiça e todos os seus prazos e recursos, um pai é nefasto para a criança, por qualquer tipo de violência com ela praticada, é uma maneira encontrada pela mãe de alertar a criança para o uso da sedução que ele faz. Vale trazer aqui o criador do conceito: Richard Gardner. Prestando trabalho voluntário na Universidade de Columbia, defendia homens acusados de violência doméstica e abuso sexual contra filhos. .Forjou o conceito e com o seu uso ele, desacreditando a criança, inverteu as posições de vítima e algoz e passou a fazer sucesso, o que lhe rendeu ganhar o título de professor convidado. Gardner pensa como pedófilo e escreve: “as atividades sexuais entre adultos e crianças são parte do repertório natural da atividade sexual humana, uma prática positiva para a procriação, porque a pedofilia estimula sexualmente a criança, torna-a muito sexualizada e a faz ansiar experiências sexuais que redundarão num aumento da procriação”, em seu livro “True and False Accusations of Child Sex Abuse”, pp. 24-25. Palavras dele. Estas e muitas outras com este mesmo teor. E este conceito, forjado por alguém que assim pensa, está consagrado e é hegemônico e dogmático entre nós. 
Gardner, idolatrado entre nós, diante do apelo de ganhar os processos destes homens violentos e estupradores dos filhos, criou pelo descrédito na criança, a inversão de posições vítima e algoz, atribuindo esta última à criança de 03, 04, 05 anos.
Excluiu a criança, desqualificando sua voz. O foco passou então a estar no pai, que vitimizou, e na mãe que demonizou. 
Combinou esta manobra sofística, em que usa o mecanismo de defesa do ego da projeção, primário, com a “terapia da ameaça” a que a mãe é submetida para engessá-la e dissuadi-la de qualquer maneira da busca de proteção e dignidade de seu filho ou filha.
 A mãe é ameaçada. Ameaça de perda da guarda, ameaça de punição financeira, ameaça de afastamento total de convívio com a criança. É incrível como operadores de Justiça executam com tanta habilidade esta terapia da ameaça em tempos em que se luta por cidadania, sem se dar conta do comportamento 
que estão tendo. E pior, como estas ameaças tem se concretizado, sem nenhum cuidado as sequelas causadas, destruindo crianças e mães.
 A terapia da ameaça faz parte de sistema repressor de controle absoluto. Está embebida da matéria prima que rege o pedófilo, o medo, a intimidação, a dominação perversa. Para avaliar o discurso e o comportamento de uma criança que revela um abuso sexual intrafamiliar, o profissional há que se capacitar especificamente, e da maneira mais adequada e qualitativa, seguindo protocolo, métodos e técnicas, com rigores das Ciências Humanas. Ocorre que, além de ser muito mais difícil de suportar do que atribuir uma prática de Alienação Parental, a capacitação faz com que o profissional entre em contato com a pior das perversões. A pedofilia é uma compulsão, repetitiva sempre, da ordem dos comportamentos sub animais. O descrédito na fala da criança é patrocinado pele ausência de capacitação técnica dos profissionais que deveriam auxiliar com esclarecimentos e indícios os processos que buscam proteção para a criança. Quando não estamos capacitados a ver e ouvir, tudo pode ser falado ou mostrado, mas não conseguimos enxergar. Neste cenário, o “melhor caminho” para esta negação de fatos horrorosos é a Cegueira Deliberada, hoje endêmica, que entra no lugar da Responsabilidade Empática. Urge buscá-la para garantir o Direito à Dignidade da Criança. A Childhood Brasil desenvolveu um método baseado em estudos científicos, a “Escuta Especial”. O cuidado com o discurso da criança, a atenção com a disposição até dos móveis na sala, a escolha da sequência de perguntas, o respeito através da ausência de afronta e dúvida, o cuidado com o profissional que toma o depoimento da criança atingido pela escuta por esta barbárie, a entrada do MP na vida da criança, são elementos fundamentais para se cumprir o Princípio do Melhor Interesse da Criança, hoje tão esquecido e contrariado. O registro audiovisual e a parede de espelho unifacial são recursos de tecnologia a favor da não revitimização por repetição infindável de oitivas, deixando à mostra a expressão corporal da criança, e tornando a oitiva viva e 
observável por todos os Operadores do processo.
 Mas a resistência ao uso destes instrumentos favoráveis à criança é enorme. É uníssona a preferência dos profissionais pelo Poder da interpretação pessoal que ignora a metodologia e a técnica científicas, e o Protocolo, uma unificação de linguagem. Em 2014, a escuta de crianças e adolescentes em situação de violência sexual, lançava diretrizes para Consolidação de uma Política Pública do Estado Brasileiro, e teve como parceiros o Tribunal de Justiça de São Paulo, a Escola Paulista de 
Magistratura, a Escola Judicial dos Servidores S.P., o C. N. J., UNICEF, o National Children’s Advocacy Center, a Secretaria de Reforma do Judiciário, a Secretaria de Direitos Humanos, o Ministério da Justiça, e a Universidade Católica de Brasília
 Tive a honra de estar lá a convite da Childhood, e testemunhar este passo qualitativo na Proteção de Crianças e Adolescentes. E o mais importante: eram desembargadores, 
juízes, promotores, defensores, advogados, comprometidos com a criança. Comprometidos. Senti-me alimentada pela esperança.
Esta instituição, a Childhood, havia instalado uma unidade, já em funcionamento em Pernambuco, com a metodologia e a técnica da melhor qualidade, inclusive com o uso de Protocolo. Mas, pouco se sabe sobre isto, não interessa aos adeptos da Doutrina 
da Alienação Parental, e a implantação de um modelo que segue um Protocolo é pouco aceito. Haja vista a instalação de Salas de Depoimento Sem Dano em todas as Comarcas do Rio Grande do Sul, e que tem um uso em torno de 10%, por resistência à pequena grande mudança, informação falada em voz baixa.
No ano passado, 2015, mas só agora divulgado, a Comissão de Eutanásia da 
Holanda concedeu autorização deste procedimento a uma mulher de pouco mais de 20 anos, fato agora divulgado. Ela tinha sido estuprada dos 05 aos 15 anos. O pedido do procedimento foi concedido após ela ter se submetido à terapia intensiva, por anos, e ter sido avaliada por uma junta médica que atestou que ela estava em plena lucidez, no controle de suas faculdades mentais. Apenas, e tão somente, ela não estava suportando mais as doenças psicológicas destas memórias.
 Não nos cabe trazer à baila aqui a eutanásia, a junta médica, ou a desistência desta jovem. Como resultado do abuso, ela sofria de estresse pós-traumático, anorexia severa, depressão crônica e alucinações. Doenças diagnosticadas como incuráveis pela junta médica em três avaliações. A dor diuturna profunda e silenciosa que desenhava seu sofrimento na deformação do corpo pela anorexia, que sentia a tristeza do holocausto subjetivo, e que alucinava retornando à cena da opressão dos abusos, foi insuportável durante toda a sua curta vida. Exatamente o que temos afirmado há anos pela experiência clínica com inúmeros sobreviventes do incesto e do abuso intrafamiliar. A dor psicológica, pela primeira vez, foi dimensionada respeitando-se os limites humanos, e foi reconhecida pelos médicos como tão insuportável quanto uma dor neoplásica de um paciente terminal que fundamenta as autorizações deste procedimento nos países em que a eutanásia é legalizada. O abuso sexual é uma tatuagem na alma de meninos e meninas. Algumas vezes, a 
violência, não pela força, mas pela crueldade ao tatuar, que o requinte da perversão adquire dimensões inimagináveis, causando uma infecção crônica nesta tatuagem que dói e sangra sem parar. Provável ter sido o caso desta sempre corajosa menina holandesa. Ursos não são estrelas!
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2015.11.29 00:40 tristeza_do_jeca Mais um daqueles desabafos depressivos e confusos de um aleatório qualquer...

Olá /Brasil. Fiquei com um pouco de receio de falar sobre isso aqui, porque eu sei que este não deveria ser um fórum estilo "autoajuda" ou coisa do tipo. Mas eu queria contar minha história pra alguém, e não queria que fosse para um total estranho de cultura diferente lá no /depression ou /suicidewatch ou coisa do tipo. Então já peço perdão por postar esse tipo de coisa aqui.
Primeiramente, sim: Este é um daqueles tópicos falando de depressão, suicídio, solidão e etc. Não precisa ler se não quiser, prometo não ficar magoado. Na verdade eu até recomendaria não ler.
O esquema é: Moro sozinho há 3 anos no interior de um estado, no final deste ano estou terminando ciência da computação na faculdade. Durante 2.5 anos eu tinha um emprego horrível, com péssimas condições de trabalho. Mas tive que ficar durante esse tempo todo porque eu tinha um salário que pagava minhas contas e também que era numa empresa grande, o que pode contar pro meu currículo.
(Hoje eu já saí daquela empresa e tenho outro trabalho de meio período. Não é muito legal e eu ganho 900 reais só, mas pelo menos não tenho toda aquela pressão que tinha na empresa anterior, infelizmente isso dá pra pagar o aluguel, despesas da casa e comida só, termino todo mes sem dinheiro)
O que acontece é que durante este tempo todo eu sempre estive muito infeliz e sozinho. Eu até tenho uns 3 "amigos" isolados, porém a real é que não faço parte de grupo nenhum, então eu nunca tive um círculo social muito grande aqui.. Também não tenho namorada, família e nem ninguém que eu confie e possa falar sobre isso ou pedir ajuda.
Enfim... ultimamente eu tenho me sentido muito mal mesmo aos finais de semana, mais do que era comum. É uma sensação estranha... eu só sei que é de regra toda sexta feira e sábado a noite acontecer o seguinte:
1 - Meu estomago começa a fazer barrulinhos. (Tipo quando vc tá com fome)
2 - Fico extremamente irritado.
3 - Começo a chorar de desespero por alguma coisa que eu não sei é o que é.
4 - Começo a ter vontade de me agredir, e geralmente acabo fazendo. Não é algo que eu tenha controle, não é tão simples assim... do nada eu só começo a ter uma raiva imensa de mim e começo a me bater, geralmente socos na cabeça até o ponto que eu fico com tontura. Depois disso eu acabo ficando mais calmo.
É como se tivesse alguma coisa dentro da minha cabeça e eu quisesse tirar, mas não importa o que eu faça, eu nunca consigo tirar aquilo de lá.
Desnecessário dizer que pensamentos suicidas acompanham o processo todo, certo? Atualmente até mesmo durante a semana quando estou "bem" eu acabo tendo vontade de morrer(na verdade, não lembro qual foi a última vez que eu não tive essa vontade). Porque por mais que eu esteja temporariamente bem, eu sei que vai chegar o final de semana e vai trazer tudo aquilo lá de volta. É como se fosse uma tortura.
Eu sei que isso é algum tipo de problema psquiatrico ou psicológico. E não é de hoje que isso acontece, na verdade, acontece desde meus 15 anos.
Durante os dois últimos anos eu tentei procurar ajuda médica. Mas eu não tenho muito dinheiro, então acabo dependendo do SUS. Eu fui primeiro num clínico geral... ele não quis me mandar pra um psiquiatra porque ele disse que eu só tava lá pra matar trabalho. Depois eu tentei de novo e consegui ser encaminhado para um psiquiatra, mas isso não me ajudou muito também.
Uns meses depois fiz uma consulta com uma psicologa do posto de saúde. Foi bem legal até, ela perguntou bastantes coisas e demonstrou que estava disposta a tentar resolver o problema. Infelizmente alguns dias antes da minha segunda consulta, onde iríamos discutir sobre um tratamento e tal, ela ligou e disse que não seria mais possível porque a prefeitura não iria renovar o contrato dela. E desde então não tem mais psicologo no posto.
Eu sempre estou olhando os preços de consultas com psicologos fora do posto e tal, mas não são preços muito convidativos pra mim. Na verdade, pra eu pagar uma consulta com minha renda atual, eu teria que ficar sem comer por um mês. E pelo que vi, os tratamentos pra essas coisas costumam demorar um pouco, mais consultas até semanais as vezes.
Talvez até tenha algumas alternativas pra conseguir tratamento de graça. Mas eu sou muito tímido pra ir atrás dessas coisas.
Eu vou continuar tentando. A ideia agora é conseguir um emprego que pague um pouco melhor, talvez em outra cidade(já que estou terminando a faculdade). Mas é que é muito difícil fazer as coisas quando estou tendo essas crises. É difícil estudar e produzir, é difícil pensar numa saída. Só pra escrever esse texto que deve estar ficando um lixo sem sentido nenhum eu já tenho que fazer uma força imensa...
E além de tudo isso ainda tá chegnado a pior época do ano, que já é histórico eu me sentir péssimo. Em todos os anos eu me sinto mal no natal e ano novo. Mas esse ano é diferente... é como se tivesse ficado tudo mais sério. Eu estou com muito medo de acabar fazendo alguma coisa irreversível, porque da mesma maneira que eu não consigo me controlar quando começo a me bater, talvez eu tente fazer outra coisa e também não consiga me controlar e me "trazer de volta".
Analisando logicamente minha vida, ou seja: Sem amigos, sem família próxima, sem namorada e com pouco dinheiro e pouca perspectiva de mudança, talvez o melhor seria mesmo suicído. A real é que não sei porque eu to acordando toda manhã se sei que vou ter quase nenhum prazer e vou acabar sofrendo TODO DIA. Pior ainda nos finais de semana que eu não tenho muito o que fazer..
Mas eu não quero isso, eu quero ter uma oportunidade de mudar essa vida que eu to levando.. Me lembro de assistir um vídeo de um vlogger qualquer quando eu tinha 20 anos, e já tinha vontade de morrer ás vezes mas nada tão sério quanto hoje. Nesse vídeo ele falava que entendia que uma pessoa poderia analisar logicamente e decidir morrer. Ele deu até uns exemplos disso. Mas ele disse outra coisa também: Porque não tentar antes? Então ele disse que se tivesse alguém pensando nisso, era melhor estipular uma data limite pra tentar ver se as coisas melhoram. E daí eu estipulei que não faria isso até os 25 anos. Hoje eu tenho 24, então tenho aí mais um ano pra tentar resolver o problema. Só não sei como e não sei se ainda tenho forças pra isso.
Mas por fim... eu não sei realmente se estou postando isso aqui exatamente pra pedir ajuda ou algo do tipo. Acho que eu só queria escrever sobre essas coisas que estou sentido. Postar em um local público.
Talvez daqui uns anos, se eu achar uma saída pra isso, eu possa voltar aqui, ler esse texto e pensar: "Fui bobo, pois no final as coisas estão dando certo". Ou então, caso nada dê certo, pelo menos alguém vai estar sabendo que eu pelo menos tentei por muito tempo antes de desistir.
Enfim, é só isso. Eu não quero ser identificado sob hipótese nenhuma, então mudei algumas informações e ocultei outras. Mas de modo geral era só isso que eu queria falar.
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2013.01.06 15:59 ShinShin1988 The Art of War: Criando Planos

Este será um de vários post aonde abordo a questão do jogo League of Legends de uma maneira mais em vista de planeamento e em garantir que tem as melhores hipóteses de ganhar. O meu nome é Jose " Shinobi " Luis e estou aqui para dar uma nova visão sobre o jogo.
Vamos começar, O que sente uma pessoa antes de entrar no jogo ? Estas no jogo para ganhar ou não perder ? Isto parecem perguntas que são idiotas mas todo se resume a como o jogo decorre vai evoluir durante o tempo que se tiver a jogar.
O que sente uma pessoa antes de entrar no jogo? É uma questão muito boa, mas mal interpretada. O que sentes vai sempre influenciar o teu modo de jogo, muito simplesmente, se tas enervado o teu modo de jogo vai ser agressivo, se tens problemas na tua vida suponhamos que a tua namorada te anda a moer a cabeça vais estar no jogo sem mentalidade para o jogar, se tiveres calmo é mais provável que cometas erros porque não estas a tomar a atenção necessária. Como fazer para garantir o melhor desempenho, perguntam vocês....Bem essa é simples, quando entrarem num jogo de League of Legends ou qualquer outro jogo, não tranquem o sentimento pois ai tornam-se maquinas, como disse o " Spanw " a uns anos numa entrevista - " Um jogador só é bom quando assume que tanto a sua equipa e os seus adversários são melhores que ele " - e nisto ele tem razão, estejam a sentir o que quiserem para garantirem que tem as melhores hipóteses de ganhar assumam que o vosso adversário é mais esperto, mais rápido e melhor que vocês no campo de batalha se assim o fizerem o vosso instinto vai tomar conta e ao invés de fazerem erros, darem kills ou falharem creeps, vocês vão conseguir ganhar todas as trades, garantir uma creep score mais elevada e em overall uma melhor performance durante o jogo. Nunca esquecer o nosso instinto foi o que nos fez evoluir durante 200.000 mil anos nesta terra, portanto deve ser a vossa melhor arma.
Estas no jogo para ganhar ou não perder ? Isto parece ser a mesma pergunta quando a realidade é que são duas coisas completamente diferentes. Quando se entra num jogo para ganhar como o Reginald ou o Ocelote cometemos mais erros e passamos a maior parte do jogo a contar os erros da nossa equipa e a apontar-lhes o dedo por algo ter corrido mal mas na mesma moeda temos os jogadores que jogam para não perder estes jogadores, como por exemplo Doublelift ou o Rain man, tiram partido de um bom farm e são muito passivos durante o seu jogo mas quando chega a hora, porque um adversário cometeu um erro, ai sim eles passam a ofensiva e acabam por garantir kills e as big plays.
Resumindo a ideia aqui apresentada, deixem os vossos instintos tomarem conta da situação estamos nesta terra a 200.000 mil anos por alguma razão e caso estejam entre a espada e a parede é sempre melhor jogar para não perder do que para ganhar.
Bons Solo Q e um resto de bom dia
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